Círculo de Fogo - A Revolta (Pacific Rim: Uprising)

 

Se você curte robôs gigantes descendo o braço em monstros colossais, provavelmente já parou para assistir Círculo de Fogo: A Revolta. Eu revi o filme recentemente e decidi organizar o que você precisa saber sobre essa sequência, sem firulas e direto ao ponto.

O filme, cujo título original é Pacific Rim: Uprising, chegou aos cinemas em 22 de março de 2018. Ele tenta carregar o peso do primeiro longa, que foi um marco visual, mas aqui a pegada é um pouco diferente, focando em uma nova geração de pilotos.

O que mudou em relação ao primeiro filme

A primeira coisa que notei foi a ausência do Guillermo del Toro na direção. Quem assumiu o comando foi Steven S. DeKnight. Enquanto o primeiro filme tinha aquela atmosfera densa, escura e chuvosa, "A Revolta" traz as lutas para a luz do dia.

A história se passa dez anos após a Batalha da Brecha. O protagonista agora é Jake Pentecost, vivido por John Boyega. Ele é o filho do lendário Stacker Pentecost (personagem do Idris Elba no primeiro filme), mas, no começo, ele não quer saber de heroísmo; o negócio dele é roubar peças de Jaeger para sobreviver.

Além de Boyega, o elenco conta com Scott Eastwood como o piloto veterano Nate Lambert e a talentosa Cailee Spaeny, que interpreta a jovem Amara Namani. Também temos a volta de rostos conhecidos, como Rinko Kikuchi (Mako Mori), Charlie Day e Burn Gorman.

Bastidores, locações e a trilha sonora

Se você gosta de saber onde a mágica aconteceu, o filme teve uma produção global. As filmagens rolaram principalmente na Austrália (Sydney e Queensland) e na China (Qingdao), além de algumas cenas de paisagem capturadas na Islândia.

Sobre a música, houve uma troca importante. Saiu Ramin Djawadi e entrou Lorne Balfe. A trilha sonora mantém o peso que o gênero exige, mas busca uma sonoridade um pouco mais moderna, acompanhando a evolução tecnológica dos novos Jaegers, como o Gipsy Avenger.

Em termos de reconhecimento, o filme não foi exatamente um "papa-prêmios" de prestígio como o Oscar, mas recebeu indicações em premiações populares, como o Saturn Awards e o Teen Choice Awards, focando no público que realmente consome blockbusters de ação.

Curiosidades e a nota no IMDb

Para quem gosta de números e fatos aleatórios, aqui vão alguns pontos interessantes sobre a produção:

  • Nota IMDb: O filme atualmente sustenta uma média de 5.6/10. É uma nota que reflete bem a divisão dos fãs: quem queria diversão pura gostou, quem esperava a profundidade do original, nem tanto.

  • O Jaeger de Amara: O robô "Scrapper", construído pela personagem Amara, foi uma ideia para mostrar que a tecnologia Jaeger estava se tornando acessível (ou quase isso) para civis.

  • Influência de Animes: A influência de animes como Evangelion e Gundam continua forte aqui, especialmente no design mais ágil dos novos robôs.

Vale a pena dar o play?

Se você busca um filme de entretenimento honesto, com efeitos visuais de ponta e batalhas em escala monumental, a resposta é sim. Ele não tenta ser mais profundo do que precisa; é sobre humanidade usando tecnologia de ponta para não ser extinta por ameaças que vêm de outro mundo.

A narrativa flui bem, a ação é clara e os efeitos especiais não deixam a desejar. É o tipo de filme ideal para uma tarde de domingo com o som no máximo.




Predador - Terras Selvagens (Predator: Badlands)

 

Sempre que uma franquia antiga tenta se renovar, eu fico com um pé atrás. Com o universo do Predador não foi diferente, especialmente depois de tantos altos e baixos. Mas quando soube que o Dan Trachtenberg — o mesmo cara que entregou o excelente O Predador: A Caçada — estava no comando de Predador: Terras Selvagens (título original: Predator: Badlands), decidi dar um voto de confiança.

O filme chegou aos cinemas no dia 7 de novembro de 2025 e, agora que a poeira baixou, dá para analisar com calma se ele mantém o fôlego da saga ou se é apenas mais do mesmo.

O que esperar de Predador: Terras Selvagens

Dessa vez, a história nos joga em um futuro próximo. A narrativa foca em duas irmãs com personalidades bem distintas que precisam testar seus laços enquanto enfrentam a ameaça clássica que todos conhecemos. O que eu achei interessante aqui foi a mudança de ambiente. Saímos das florestas do passado e entramos em um cenário mais desolador, mas ainda assim vibrante.

A pegada do filme é direta. Não tem muita enrolação com diálogos expositivos ou dramas desnecessários. É um survival horror de ficção científica que sabe exatamente o que o público quer ver: o Predador sendo uma força da natureza e os humanos tentando ser mais espertos que a tecnologia alienígena. Se você busca uma experiência focada em tensão e estratégia de combate, esse roteiro entrega bem.

Quem está por trás das câmeras e no elenco

O Dan Trachtenberg provou mais uma vez que entende a essência desse monstro. Ele não trata o Predador como um vilão de filme de terror genérico, mas como um caçador honrado e brutal. No elenco, o destaque absoluto vai para a Elle Fanning. Ela carrega o filme com uma atuação física e contida, fugindo totalmente dos papéis mais delicados que costuma fazer.

É curioso ver como a dinâmica funciona, já que ela interpreta as duas irmãs, o que exigiu um trabalho de câmera e edição bem refinado para não parecer artificial. Além dela, o elenco de apoio cumpre o papel de dar peso à urgência das situações, sem roubar o protagonismo de quem realmente importa: a presa e o caçador.

Bastidores: trilha sonora e locações na Nova Zelândia

Um ponto que me chamou a atenção foi a ambientação. O filme foi rodado na Nova Zelândia, especificamente em áreas que misturam terrenos áridos com formações rochosas imponentes. Visualmente, é um espetáculo. As locações ajudam a passar aquela sensação de isolamento, onde não há para onde correr.

A trilha sonora ficou sob a responsabilidade de Sarah Schachner, que já tinha trabalhado em Prey. Ela mantém aquela sonoridade que mistura instrumentos orgânicos com sintetizadores pesados, o que ajuda a ditar o ritmo das cenas de perseguição. Não é uma música que você vai assobiar por aí, mas ela faz um trabalho impecável em deixar o espectador tenso na cadeira.

Notas, premiações e curiosidades que você precisa saber

No momento, o filme sustenta uma nota 7.4 no IMDb, o que é um número bem sólido para o gênero. Em termos de premiações, ele começou a aparecer com força em categorias técnicas de festivais de ficção científica e ação, como o Saturn Awards, principalmente pelos efeitos visuais e edição de som.

Aqui vão algumas curiosidades que pesquei sobre a produção:

  • Standalone: Diferente do que muitos pensavam, ele não é uma sequência direta de A Caçada, mas uma história independente dentro da cronologia.

  • Protagonista dupla: A decisão de ter Elle Fanning em papel duplo foi um dos segredos mais bem guardados durante as filmagens na Nova Zelândia.

  • Design do Predador: O visual do alienígena recebeu pequenos ajustes para parecer mais avançado tecnologicamente, condizente com a ambientação futurista do longa.

Se você gosta de um bom filme de ação que respeita a inteligência de quem assiste e não abusa de sustos fáceis, Terras Selvagens é uma escolha segura. Ele expande o universo sem destruir o que foi construído antes.