Salve-se Quem Puder! (Save Yourselves!)

 

E aí, beleza? Se você caiu aqui, provavelmente está buscando o que assistir no fim de semana e esbarrou no título Salve-se Quem Puder! (ou, para os mais puristas, Save Yourselves!).

Vou ser direto: esse filme é aquela mistura de comédia com ficção científica que não tenta ser um "Interestelar". Ele foca mais na bizarrice das relações humanas do que em efeitos visuais de cair o queixo, e é exatamente isso que o torna interessante.

O que você precisa saber sobre Salve-se Quem Puder!

O filme foi lançado oficialmente em 2020, com direção e roteiro da dupla Alex Huston Fischer e Eleanor Wilson. No título original, ele se chama Save Yourselves!.

A premissa é simples e, honestamente, bem atual. Um casal do Brooklyn, Jack e Su, percebe que está viciado em tecnologia e que a vida deles se resume a rolar o feed do celular. Eles decidem, então, passar uma semana isolados em uma cabana no interior, sem internet, sem telefone, sem nada.

O problema? Enquanto eles estão tentando "se reconectar com o eu interior", a Terra sofre uma invasão alienígena. E eles são os últimos a saber.

Elenco, nota no IMDb e recepção

Se você gosta de atuações que parecem conversas reais, vai curtir os protagonistas. Temos John Reynolds (o Drew de Search Party) e Sunita Mani (a Arthie de GLOW). A química entre eles funciona porque eles não tentam ser heróis de ação; são apenas dois jovens adultos meio perdidos e levemente fúteis tentando sobreviver a algo bizarro.

  • Nota IMDb: O filme mantém uma média de 5.9/10.

  • Premiações: Não espere estatuetas do Oscar aqui. O filme brilhou mesmo no circuito independente, sendo selecionado para o Festival de Sundance em 2020, onde foi muito bem recebido pela crítica pelo seu humor ácido.

Bastidores: Trilha sonora e locações

A trilha sonora é assinada por Andrew Cashen e ajuda muito a ditar aquele ritmo de "algo está errado, mas ainda é engraçado". Ela não é grandiosa, é minimalista, combinando com o clima de isolamento.

Falando em isolamento, as filmagens aconteceram principalmente em Hudson Valley, Nova York. A locação da cabana é quase um personagem à parte, já que boa parte da história se passa ali dentro ou nos arredores da floresta. É aquele cenário clássico de filme de terror, mas usado para uma comédia indie.

Curiosidades que valem o play

Se você ainda está na dúvida se assiste ou não, separei alguns pontos que achei interessantes:

  1. Os Aliens: Esqueça aqueles monstros cheios de tentáculos ou naves cromadas. Os invasores aqui são apelidados de "poufs" e parecem... pufes de sala. É ridículo e genial ao mesmo tempo.

  2. Foco no casal: O filme ignora quase completamente o que está acontecendo no resto do mundo. A câmera fica com o casal, o que aumenta a sensação de agonia (e comédia) de não saber o tamanho do perigo.

  3. Metáfora moderna: No fundo, o filme é uma crítica sobre como somos dependentes de validação digital. Sem o Google, os protagonistas mal sabem o que fazer com uma situação de emergência.

No fim das contas, Salve-se Quem Puder! é uma experiência rápida, leve e que faz você pensar duas vezes antes de desligar o celular para um "detox digital". Se você curte o estilo do cinema independente americano, vale o tempo.





Song Sung Blue: Um Sonho a Dois

 

Se você curte aquelas histórias de gente comum tentando tirar um plano maluco do papel, Song Sung Blue: Um Sonho a Dois (título original: Song Sung Blue) é o tipo de filme que merece sua atenção. Eu assisti recentemente e a pegada é bem pé no chão, sem aquele drama exagerado de Hollywood.

Vou te passar a visão geral do que esperar dessa produção que mistura música, persistência e um bocado de realidade.

O que esperar da trama e do elenco

A história gira em torno de um casal de músicos de Milwaukee que decide formar uma banda tributo ao Neil Diamond. O filme, dirigido por Craig Gillespie (o mesmo de I, Tonya), foca na jornada de Mike e Claire Sardina.

Quem dá vida ao casal são Hugh Jackman e Kate Hudson. O Jackman entrega uma atuação contida, longe daquela energia de super-herói, o que faz total sentido para um cara que está apenas tentando pagar os boletos fazendo o que gosta. A química entre os dois funciona porque parece real, com os desgastes e as pequenas vitórias do dia a dia.

Ficha técnica básica:

  • Direção: Craig Gillespie

  • Atores principais: Hugh Jackman, Kate Hudson, Michael Imperioli

  • Data de lançamento: 2025/início de 2026 (calendário de premiações).

  • Nota IMDb: Como o filme é recente/está em circuito, a média tem flutuado entre 7.4 e 7.8, o que é um sinal bem positivo para o gênero.

Trilha sonora e locações: Onde a mágica acontece

Como o título já entrega (uma referência direta ao clássico de Neil Diamond), a trilha sonora é o coração do negócio. Mas não espere um musical clássico onde as pessoas saem cantando do nada. A música entra de forma orgânica, nos ensaios e nos shows da dupla. É um prato cheio para quem gosta de clássicos dos anos 70 e 80 repaginados.

Sobre o visual, o filme foi rodado em grande parte em Nova Jersey e áreas que mimetizam o Meio-Oeste americano. A fotografia é cinzenta, suburbana, e ajuda a passar aquela sensação de "vida real" que eu mencionei. Não tem filtros coloridos ou cenários paradisíacos; é o asfalto e os bares noturnos.

Prêmios e curiosidades de bastidores

Embora ainda esteja trilhando seu caminho nos festivais, o filme já começou a gerar burburinho para a temporada de premiações, principalmente pelas atuações do elenco principal. Gillespie tem um histórico bom com o Oscar, então as apostas estão altas.

Uma curiosidade interessante: o filme é baseado em um documentário real de 2008 com o mesmo nome. O diretor viu a história da dupla da vida real e achou que aquilo daria um roteiro sólido. Outro ponto legal é que o Michael Imperioli (eterno Christopher de The Sopranos) aparece em um papel de suporte que rouba as cenas em que está presente.

Por que vale a pena gastar seu tempo assistindo?

No fim das contas, Song Sung Blue não tenta te vender um sonho impossível. É um filme sobre otimismo dentro do possível. Ele mostra que, às vezes, o sucesso não é encher um estádio, mas sim conseguir manter a dignidade e a parceria com quem você ama enquanto faz algo que te move.

É uma narrativa direta, sem frescura e com uma trilha que provavelmente vai ficar na sua cabeça por alguns dias. Se você gosta de cinebiografias que focam mais no lado humano do que no espetáculo, pode dar o play sem medo.