A Vingança Perfeita (Terminal)

 

Se você está procurando um filme que não perde tempo com lições de moral baratas e foca no que interessa — o acerto de contas —, A Vingança Perfeita (Terminal) é um daqueles pratos que a gente gosta de comer frio, de preferência com uma luz neon estourada ao fundo.

Assisti ao filme recentemente e, olha, ele é um quebra-cabeça visual. Não é só sobre quem morre ou quem vive, mas sobre como as peças se encaixam de um jeito bem cínico. Vou te contar por que vale a pena dar o play (e o que você precisa saber antes).

O que esperar de A Vingança Perfeita

Lançado em 2018, o filme carrega o título original de Terminal. A trama gira em torno de dois assassinos de aluguel em uma missão sinistra, uma garçonete que parece saber demais e um faxineiro de terminal de trem que está sempre no lugar errado (ou certo).

O diretor Vaughn Stein estreou com o pé no acelerador aqui. Ele criou um ambiente que mistura um futuro noir meio decadente com diálogos rápidos. Não espere um filme de ação frenética estilo John Wick; o ritmo aqui é mais psicológico, focado na tensão e nas reviravoltas que acontecem no submundo de uma cidade sem nome.

Elenco de peso e ficha técnica

O que me prendeu de cara foi o elenco. Não é todo dia que você vê esses nomes dividindo a mesma fumaça de cigarro:

  • Margot Robbie: Ela domina a tela como Annie. É magnética e perigosa.

  • Simon Pegg: Esqueça o humor escrachado; aqui ele entrega uma performance muito mais sombria e vulnerável.

  • Dexter Fletcher e Max Irons: Fazem a dupla de assassinos que move a engrenagem.

  • Mike Myers: Sim, o eterno Austin Powers aparece aqui de um jeito que você provavelmente não vai reconhecer de primeira.

Atualmente, o filme segura uma nota 5.3 no IMDb. Sendo bem direto: é um filme divisivo. Ou você entra na estética dele e curte o jogo mental, ou vai achar "estiloso demais". Eu fico com a primeira opção, pela audácia técnica.

Estética, trilha sonora e onde tudo aconteceu

A atmosfera é metade do filme. As filmagens rolaram principalmente em Budapeste, na Hungria, o que explica aquela arquitetura europeia meio pesada e gótica que combina perfeitamente com a fotografia neon.

A trilha sonora, assinada por Anthony Willis e Heather Christian, é minimalista e pontua o suspense sem te dizer como você deve se sentir. Ela apenas reforça o isolamento daqueles personagens no terminal. Sobre premiações, o filme não chegou a levar estatuetas nos grandes circuitos como o Oscar, mas foi bastante elogiado em festivais de design de produção e fotografia.

Curiosidades que você talvez não saiba

Para quem gosta de detalhes de bastidores, separei alguns pontos interessantes:

  1. Produção própria: A própria Margot Robbie produziu o filme através da sua empresa, a LuckyChap Entertainment. Ela acreditou no roteiro desde o início.

  2. Referências literárias: O filme brinca muito com elementos de Alice no País das Maravilhas, mas em uma versão bem mais distorcida e violenta.

  3. Visual Neo-Noir: A iluminação foi pensada para parecer um quadrinho de crime dos anos 50, mas com tecnologia atual.

A Vingança Perfeita é aquele tipo de filme para assistir à noite, sem distrações. Ele te desafia a montar o mapa da história enquanto os personagens mentem uns para os outros. Se você curte uma narrativa seca, direta e visualmente impecável, é uma boa pedida para o próximo final de semana.




Casamento em Família (Maybe I Do)

 

Sabe aquele filme que você assiste e pensa: "ainda bem que minha família é normal"? Ou quase isso. Assisti Casamento em Família (Maybe I Do) recentemente e o clima é bem por aí. É uma comédia romântica, mas sem aquele açúcar todo. O foco aqui é o caos que acontece quando os pais de um casal descobrem que já se conhecem... e não da melhor forma possível.

Se você está procurando algo leve para o fim de semana, mas com um elenco de peso, aqui está o que você precisa saber sobre essa produção.

O que rola na história e os nomes por trás dela

O filme chegou aos cinemas no início de 2023 (mais especificamente em janeiro lá fora) e foi dirigido por Michael Jacobs. A trama é simples: Michelle e Allen estão naquele impasse de "vamos casar ou não?". Para tentar resolver, decidem organizar um jantar para os pais se conhecerem.

O problema é que os pais já se conhecem de encontros "extraconjugais". Imagine o climão.

O que realmente segura o filme é o time de veteranos. Estamos falando de:

  • Richard Gere

  • Diane Keaton

  • Susan Sarandon

  • William H. Macy

A geração mais nova é representada por Emma Roberts e Luke Bracey. Com esse quarteto de experientes, o filme ganha um peso que uma comédia romântica comum não teria.

Bastidores, trilha sonora e onde foi gravado

A produção não foi feita em grandes estúdios de Hollywood. A maioria das cenas foi rodada em Nova Jersey, nos EUA. Isso dá um ar mais "vizinhança real" para a história, o que combina com o tom dos diálogos.

Sobre a trilha sonora, ela é assinada por Lesley Barber. A música é funcional: está lá para pontuar os momentos de silêncio constrangedor e as discussões sobre fidelidade e amor, mas sem tentar roubar o protagonismo das conversas.

No IMDb, o filme mantém uma nota por volta de 5.4/10. Não é uma obra-prima que vai ganhar o Oscar (aliás, não levou premiações de peso), mas cumpre o papel de entretenimento honesto para uma noite de tédio.

Curiosidades que você talvez não saiba

Sempre gosto de ver os detalhes que passam batido. Por exemplo:

  1. Reencontros: Richard Gere e Diane Keaton já têm uma química de longa data, o que ajuda muito a engolir a história dos dois.

  2. Adaptação: O diretor Michael Jacobs também escreveu o roteiro, que tem uma estrutura muito parecida com uma peça de teatro — poucas locações e muito foco no texto.

  3. Dinâmica: A Susan Sarandon faz o papel de "mulher fatal" ácida que ela domina como ninguém. Ver ela trocando farpas com o William H. Macy é a melhor parte.

Vale a pena gastar o seu tempo?

Se você espera gargalhadas explosivas ou um romance épico, talvez se decepcione. O filme é mais uma reflexão cínica sobre o casamento e como o tempo desgasta as relações. É curto, direto e não tenta inventar a roda.

É o tipo de filme para ver comentando com quem está do lado, analisando qual dos casais é o mais disfuncional. Se você gosta de ver grandes atores em situações mundanas e um pouco vergonhosas, vai gostar.