Carta Selvagem (Wild Card)

 

Se você curte aquele clima de cassino, Las Vegas e um protagonista que resolve as coisas do jeito mais difícil, Carta Selvagem (Wild Card) é um prato cheio. Assisti ao filme recentemente e, olha, é exatamente o que você espera de um longa com o Jason Statham, mas com um toque extra de classe no roteiro.

Vou te contar por que esse filme merece um espaço na sua lista, sem frescura e direto ao ponto.

O que rola na história de Wild Card

O filme, lançado em janeiro de 2015, traz o Statham como Nick Wild. Ele não é o herói comum; é um guarda-costas em Las Vegas que sofre com o vício no jogo. A trama anda quando ele decide ajudar uma amiga que foi agredida por um mafioso.

O que eu acho legal aqui é que a direção do Simon West (o mesmo de Conair e Os Mercenários 2) não foca só na porrada gratuita. Existe uma construção do personagem. Ele quer sair de Vegas, quer uma vida nova, mas a cidade sempre puxa ele de volta. É um filme de ação, mas com aquela pegada noir moderna.

Elenco de peso e produção técnica

Muita gente acha que filme de ação é só o protagonista, mas o elenco de apoio aqui é absurdo. Além do Statham, temos:

  • Michael Angarano: faz o papel do bilionário jovem que contrata o Nick.

  • Milo Ventimiglia: o vilão que você pega ranço logo de cara.

  • Stanley Tucci e Sofia Vergara: aparecem para dar aquele brilho extra em cenas pontuais.

A trilha sonora ajuda a ditar o ritmo, misturando clássicos que combinam com o ambiente luxuoso e decadente dos cassinos. Se você liga para números, a nota no IMDb gira em torno de 5.6, o que, sendo sincero, acho um pouco injusto. É um filme de gênero, ele entrega exatamente o que promete.

Curiosidades e bastidores que você precisa saber

Uma coisa que pouca gente sabe é que esse filme é um remake de Encurralado em Las Vegas (1986), com Burt Reynolds. E o roteiro foi escrito pelo lendário William Goldman, o mesmo cara que escreveu o livro original. Ou seja, a base da história é muito sólida.

As locações de filmagem foram divididas entre a própria Las Vegas e New Orleans. Isso dá ao filme uma estética interessante, fugindo um pouco daquele visual excessivamente brilhante e saturado que costumamos ver em filmes de cassino. Sobre premiações, ele não levou nenhum Oscar para casa, mas ganhou o respeito de quem gosta de coreografias de luta bem executadas e realistas.

Por que vale a pena assistir hoje

Se você quer um filme para relaxar, sem tramas excessivamente complexas ou momentos de choro, Carta Selvagem é a escolha certa. É seco, direto e eficiente. As cenas de luta são o ponto alto: Statham usa o que estiver na mão (até talheres) para se defender, e a coreografia é limpa, você entende tudo o que está acontecendo.

É aquele tipo de filme que mostra que, às vezes, o maior inimigo de um homem não é a máfia, mas os seus próprios vícios e a vontade de dar apenas "mais uma jogada".




Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (Valérian et la Cité des mille planètes)

 

Se você curte ficção científica visualmente insana, já deve ter esbarrado em Valerian e a Cidade dos Mil Planetas. Eu assisti ao filme recentemente e, olha, independentemente do que dizem sobre o roteiro, o negócio é um espetáculo para os olhos. O diretor Luc Besson colocou toda a sua obsessão por mundos alienígenas nessa obra, que é baseada em uma HQ francesa que influenciou muita coisa que a gente ama hoje, inclusive Star Wars.

Aqui está um guia direto ao ponto sobre o que você precisa saber sobre essa produção, sem enrolação ou textão emocional.

O básico sobre Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

O filme, cujo título original é Valerian and the City of a Thousand Planets, chegou aos cinemas em 2017. A trama gira em torno de dois agentes especiais, Valerian e Laureline, que precisam manter a ordem nos territórios humanos e enfrentar uma ameaça no coração de Alpha, uma metrópole intergaláctica onde milhares de espécies diferentes convivem.

  • Diretor: Luc Besson (o mesmo de O Quinto Elemento).

  • Protagonistas: Dane DeHaan e Cara Delevingne.

  • Nota no IMDb: Atualmente ostenta um 6.4, o que reflete bem a divisão de opiniões entre público e crítica.

  • Elenco de apoio: Temos nomes de peso como Clive Owen, Ethan Hawke e até a cantora Rihanna em um papel bem curioso.

Produção, trilha sonora e onde tudo aconteceu

Uma coisa que me impressionou foi a escala do projeto. Besson não economizou. A trilha sonora ficou por conta de Alexandre Desplat, mas o que realmente gruda na cabeça é o uso de "Space Oddity", do David Bowie, logo na abertura. Aquela sequência histórica da construção da estação Alpha ao som de Bowie é, na minha opinião, um dos melhores momentos do cinema recente.

As locações de filmagem foram concentradas majoritariamente nos estúdios da Cité du Cinéma, em Saint-Denis, na França. Foi um trabalho massivo de fundo verde e efeitos práticos para criar os mais de 2.000 tipos de alienígenas que aparecem na tela.

Premiações e o reconhecimento técnico

Embora não tenha sido o queridinho do Oscar, o filme não passou batido nas premiações técnicas. Ele recebeu indicações em categorias como Melhores Efeitos Visuais e Design de Produção no Saturn Awards e em premiações da crítica europeia. O foco aqui foi claramente a construção de mundo, e nisso eles acertaram em cheio.

Para quem gosta de detalhes técnicos, o orçamento passou dos 200 milhões de dólares, o que o tornou o filme europeu mais caro já produzido até aquela data.

3 Curiosidades que você provavelmente não sabia

Se você gosta de saber o que rola nos bastidores, separei três pontos que mostram o tamanho da piração que foi fazer esse filme:

  1. Homenagem às HQs: O diretor Luc Besson era fã da HQ original (Valérian et Laureline) desde os 10 anos de idade. Ele esperou décadas para ter tecnologia suficiente para filmar o que imaginava.

  2. Rihanna no set: A participação da Rihanna como a transmorfa Bubble exigiu um trabalho de captura de movimento e figurinos complexos que levaram dias para serem finalizados.

  3. Figurinos Futuristas: Mais de 100 figurinos foram criados do zero apenas para as cenas de fundo, garantindo que nenhum alienígena ou humano parecesse "comum".

No fim das contas, Valerian é aquele tipo de filme que você assiste pela experiência imersiva. Se você busca uma narrativa densa e dramática, pode se decepcionar, mas se quer ver um universo rico e criativo, vale o play.