A Protetora (The Doorman)

 

Cara, se você curte aquele estilo de filme de ação raiz, onde um ambiente fechado vira um campo de guerra, precisa colocar A Protetora (The Doorman) na sua lista. Eu assisti recentemente e vou te mandar a real sobre o que esperar, sem enrolação e sem spoilers.

O que é A Protetora e por que vale o play?

O filme, cujo título original é simplesmente The Doorman, chegou arrepiando em 2020. A história foca em Ali, uma ex-fuzileira naval que, após passar por traumas pesados no serviço militar, volta para Nova York tentando levar uma vida normal. Ela consegue um trampo como porteira (a tal "doorman") em um prédio histórico e luxuoso que está em reforma.

O problema é que o prédio não está tão vazio quanto parece. Um grupo de mercenários invade o lugar atrás de obras de arte valiosas escondidas nas paredes, e a Ali acaba sendo a única barreira entre os criminosos e a família que mora lá. É aquele cenário clássico de "pessoa errada, no lugar certo" que a gente tanto gosta.

Direção, elenco e a nota no IMDB

Quem assina a direção é o japonês Ryûhei Kitamura, um cara que entende de ação visceral. No elenco, temos a Ruby Rose mandando bem nas sequências de luta (ela tem aquele perfil físico que convence como soldado) e o veterano Jean Reno, que faz o vilão sofisticado e implacável.

No IMDB, o filme mantém uma nota média de 4.6/10. Olha, sendo bem direto: não espere um Oscar. É um filme de entretenimento puro. Se você quer desligar o cérebro e ver coreografias de luta bem feitas, ele cumpre o papel. Não levou grandes premiações, mas dentro do gênero de ação direta, ele entrega o que promete.

Bastidores: Trilha sonora e locações

A trilha sonora é assinada por Aldo Shllaku, e ela faz exatamente o que precisa: mantém a tensão lá em cima. É aquele som industrial, seco, que dita o ritmo das perseguições pelos corredores estreitos do prédio.

Sobre as locações, uma curiosidade: apesar da história se passar em Nova York, boa parte das filmagens rolou em Bucareste, na Romênia. Os caras conseguiram replicar muito bem o clima dos prédios antigos de Manhattan usando a arquitetura europeia.

Curiosidades que você precisa saber

Para quem gosta de detalhes técnicos e fofocas de bastidores, separei alguns pontos interessantes:

  • Preparação física: Ruby Rose já tinha experiência com ação em John Wick 2 e Batwoman, mas ela intensificou o treino de artes marciais para esse papel, já que o diretor queria menos cortes e mais realismo nas brigas.

  • Jean Reno: É curioso ver o eterno "Léon" (de O Profissional) agora no papel do vilão que invade o prédio, em vez de ser o protetor.

  • Estilo Visual: O diretor Kitamura trouxe uma estética de cores bem frias, o que ajuda a passar aquela sensação de claustrofobia dentro do edifício em reforma.

Resumo técnico para o seu radar

InformaçãoDetalhe
Título OriginalThe Doorman
LançamentoOutubro de 2020
DiretorRyûhei Kitamura
ProtagonistaRuby Rose
AntagonistaJean Reno

No fim das contas, A Protetora é um filme honesto. Não tenta ser mais do que é: uma hora e meia de porrada, estratégia e sobrevivência urbana. Se você gosta de filmes como Duro de Matar ou Invasão à Casa Branca, vai se sentir em casa.


Cry Macho: O Caminho para Redenção (Cry Macho)

 

Se você curte aquele cinema de estrada clássico, com pouca conversa e muita presença, Cry Macho: O Caminho para Redenção (2021) é um prato cheio. Assisti ao filme recentemente e, olha, o Clint Eastwood continua sendo o último dos moicanos no que faz. Ele não precisa de explosões ou diálogos mirabolantes para prender sua atenção. É a história de um homem velho, um cavalo e um garoto cruzando o México.

Vou te contar por que esse filme merece um espaço na sua lista, sem frescura e direto ao ponto.

O que você precisa saber sobre Cry Macho

O título original é apenas Cry Macho. O filme foi lançado em setembro de 2021, em um momento onde o cinema precisava justamente dessa calmaria. Clint Eastwood não só estrela como Mike Milo, um ex-astro de rodeio acabado, como também assina a direção.

O elenco é enxuto, o que ajuda na imersão. Além do Clint, temos o jovem Eduardo Minett, fazendo o papel do Rafo, e a Natalia Traven. No IMDb, o filme segura uma nota 5.7, o que eu acho um pouco injusto. Muita gente espera a agilidade de um filme de ação, mas aqui o ritmo é o do passo de um cavalo. É contemplativo.

A jornada e as locações no deserto

A trama gira em torno de uma dívida de gratidão. Mike aceita cruzar a fronteira para buscar o filho do seu ex-chefe no México. O que era para ser uma missão de resgate vira uma viagem de autodescoberta.

Um dos pontos altos são as locações. O filme foi rodado quase todo no Novo México, nos EUA, passando por lugares como Albuquerque e Belen. A fotografia aproveita bem aquela luz de fim de tarde e o poeira das estradas secundárias. Se você gosta de cenários rústicos, vai se sentir em casa.

Trilha sonora e premiações

A trilha sonora ficou nas mãos de Mark Mancina. É uma música econômica, que usa violão e tons suaves para reforçar o isolamento dos personagens. Sobre premiações, o filme não foi um "papa-Oscars", mas foi muito respeitado pela crítica pela coragem de Eastwood em filmar aos 91 anos de idade. É mais um marco de longevidade do que uma peça de marketing para prêmios.

Curiosidades que cercam o filme

O que pouca gente sabe é que esse projeto estava na gaveta de Hollywood desde a década de 70.

  • Arnold Schwarzenegger quase fez o papel principal anos atrás, mas o projeto não andou.

  • O próprio Clint recusou o papel em 1988 porque achava que era "muito jovem" para o personagem. Ele esperou mais de 30 anos para ter a idade certa.

  • O galo que dá nome ao filme, o "Macho", rouba a cena em vários momentos. Foram usados vários animais treinados para as filmagens.

Por que vale a pena assistir?

No fim das contas, Cry Macho é sobre entender que ser "macho" não tem nada a ver com ser durão ou invencível. É sobre caráter e saber a hora de parar. É um filme de despedida, com o pé no freio, ideal para um domingo à noite. Não espere tiroteios, espere uma boa história contada por quem entende do riscado.


Caminhos da Memória (Reminiscence)

 

Se você está procurando um sci-fi que não foca apenas em naves espaciais, mas no que acontece dentro da cabeça das pessoas, Caminhos da Memória (ou Reminiscence, no original) é uma pedida interessante. Assisti ao filme recentemente e, confesso, ele me pegou pelo clima de "noir futurista".

Vou te contar o que você precisa saber sobre essa obra sem estragar a experiência com spoilers.

O que esperar da trama e a direção de Lisa Joy

O filme foi lançado em agosto de 2021 e traz uma pegada bem específica. A diretora é Lisa Joy, que muita gente conhece por ser uma das mentes por trás da série Westworld. Ela mantém aqui aquele estilo visual impecável e uma narrativa que exige que você preste atenção nos detalhes.

A história se passa em uma Miami submersa pelo aumento do nível do mar, onde o passado se tornou a mercadoria mais valiosa. As pessoas vivem à noite e pagam para reviver momentos felizes em máquinas de memória. É um cenário pessimista, mas visualmente muito bonito.

O elenco e a nota no IMDB

O peso do filme está muito nas costas do Hugh Jackman. Ele interpreta Nick Bannister, um cara durão e solitário que opera essas máquinas de memória. Ao lado dele, temos Rebecca Ferguson, que entrega uma química pesada com Jackman, e a Thandiwe Newton, fazendo o papel da parceira de negócios pragmática do protagonista.

No IMDB, o filme ostenta uma nota 5.8. Sendo bem direto: é uma nota que reflete um público dividido. Quem esperava um filme de ação frenético se decepcionou, mas quem curte uma investigação mais lenta, focada em diálogos e atmosfera, costuma gostar mais.

Trilha sonora e as locações em New Orleans

A música é um ponto alto. A trilha sonora foi composta por Ramin Djawadi (o mesmo de Game of Thrones). Ele consegue criar um som que mistura o eletrônico moderno com algo que lembra os clássicos de detetive dos anos 40.

Sobre as filmagens, apesar de a história se passar em Miami, boa parte das locações foi em New Orleans. Eles aproveitaram a arquitetura da cidade e usaram muitos efeitos práticos para simular as ruas alagadas, o que dá uma textura bem real para o filme.

Curiosidades e Premiações

Mesmo não sendo um fenômeno de bilheteria, o filme traz alguns pontos curiosos:

  • Reencontro: Hugh Jackman e Rebecca Ferguson já tinham trabalhado juntos em O Rei do Show, mas aqui a pegada é totalmente oposta.

  • Premiações: O filme não chegou a levar grandes estatuetas, mas foi indicado ao Visual Effects Society Awards pela qualidade da ambientação digital.

  • A Máquina: A tecnologia de holograma usada no filme foi pensada para parecer algo analógico e desgastado, fugindo do visual "limpo" da maioria dos filmes de ficção científica.

Vale a pena assistir?

Se você gosta de histórias de detetive, mistério e uma pitada de melancolia sobre o tempo que não volta mais, vale o play. É um filme para ver à noite, com calma. Ele levanta uma questão boa: até onde a gente iria para viver um dia bom do passado de novo?