Ameaça no Espaço (Breach)

 

Cara, se você curte aquela vibe de ficção científica com um toque de terror claustrofóbico, precisa dar uma chance para Ameaça no Espaço (título original: Breach). Eu assisti recentemente e resolvi trocar uma ideia sobre o que esperar dessa produção sem estragar a experiência com spoilers. É aquele tipo de filme perfeito para uma noite de bobeira no sofá.

O que rola na história de Ameaça no Espaço?

A premissa é direta ao ponto: a Terra está colapsando e uma arca espacial transporta os sobreviventes para um novo planeta chamado Nova Terra. Eu gosto dessa abordagem porque não perde muito tempo com explicações mirabolantes. O foco aqui é um jovem mecânico que, prestes a se tornar pai, precisa garantir que a viagem ocorra bem.

O problema é que algo não convidado entra na nave. Não é um monstrinho fofo, mas uma força alienígena que usa corpos humanos como hospedeiros. A narrativa segue esse ritmo de sobrevivência nos corredores apertados da nave, o que gera uma tensão constante.

Direção, elenco e aquela pegada "raiz"

O filme foi lançado em dezembro de 2020 e tem a direção de John Suits. Se você reconhecer alguns rostos, não é impressão sua. O elenco conta com nomes pesados:

  • Bruce Willis: Fazendo aquele papel de mentor durão que ele domina bem.

  • Cody Kearsley: O protagonista que tenta sobreviver ao caos.

  • Rachel Nichols e Thomas Jane: Completam o time que tenta conter a ameaça.

Sobre a trilha sonora, ela cumpre o papel de deixar o clima pesado, assinada pelo Scott Glasgow. Não espere algo épico como Interestelar, é mais uma sonoridade industrial e tensa que combina com a sujeira da nave. As locações de filmagem se concentraram em Fitzgerald, na Geórgia (EUA), usando galpões que ajudaram a criar aquele visual de metal frio e tecnológico.

Números e recepção: O que diz o IMDB?

Sendo bem sincero entre amigos: não vá esperando um vencedor do Oscar. O filme não levou premiações de grande porte, focando mais no mercado de entretenimento direto para streaming e VOD.

nota no IMDB costuma flutuar na casa dos 4.6/10. É uma nota baixa? Para a crítica técnica, sim. Mas para quem gosta de um sci-fi B, com efeitos práticos e aquela nostalgia de filmes de monstro dos anos 90, ele entrega o que promete sem frescura.

Curiosidades que você talvez não saiba

Para fechar o papo, separei uns detalhes interessantes que notei ou li por aí sobre a produção:

  • Bruce Willis e o gênero: Foi um dos últimos filmes de ficção científica que o Bruce gravou antes de anunciar sua aposentadoria por questões de saúde.

  • Título Alternativo: Em alguns mercados, o filme foi divulgado como Anti-Life.

  • Estética: O design da criatura foca muito em efeitos práticos, o que eu acho bem mais honesto do que um CGI mal feito.

Se você quer ver uma luta pela sobrevivência no vácuo do espaço com um elenco conhecido, vale o play.


Tenet

  

Se você gosta de cinema que te faz fritar o cérebro, Tenet é o tipo de filme que não aceita ser assistido enquanto você checa o celular. Eu sentei para ver esse filme esperando um "James Bond com viagem no tempo" e recebi algo muito mais complexo.

Christopher Nolan, o diretor, não entrega nada de mão beijada. Ele joga as peças no tabuleiro e você que lute para entender como elas se encaixam. Mas relaxa, vou te passar a visão geral dessa obra sem estragar as surpresas.

O que é Tenet e por que ele é diferente?

O título original é exatamente esse: Tenet. É um palíndromo (lê-se igual de trás para frente), o que já dá a letra sobre a estrutura do roteiro. Lançado em agosto de 2020, no meio daquela confusão mundial, o filme foi a aposta do Nolan para trazer a galera de volta aos cinemas.

A trama gira em torno de um agente da CIA, interpretado pelo John David Washington, que é recrutado por uma organização misteriosa. A missão? Impedir a Terceira Guerra Mundial. Mas o inimigo não vem de outro país, ele vem do futuro. Eles usam uma tecnologia de inversão de entropia, o que faz com que objetos e pessoas se movam para trás no tempo enquanto o resto do mundo segue para frente.

Elenco de peso e uma nota respeitável

No IMDb, o filme segura uma nota 7.3. É uma pontuação sólida, considerando que muita gente saiu do cinema sem entender metade do que aconteceu. Além do Washington, temos o Robert Pattinson, que entrega uma atuação bem carismática e prova que é muito mais do que o "cara do Crepúsculo". O vilão fica por conta do veterano Kenneth Branagh, que faz um oligarca russo bem intimidador, e a Elizabeth Debicki fecha o núcleo principal com uma performance bem intensa.

A produção não economizou nas locações. Os caras rodaram o mundo:

  • Estônia (aquela cena insana de perseguição na rodovia)

  • Itália

  • Índia

  • Dinamarca

  • Noruega

  • Reino Unido

  • Estados Unidos

Ver esses cenários reais faz toda a diferença. O Nolan tem essa pira de não usar muito fundo verde (CGI), então o que você vê ali aconteceu de verdade.

Trilha sonora e as premiações que importam

Se você sentiu falta do Hans Zimmer, saiba que ele estava ocupado com Duna. Quem assumiu o som aqui foi o Ludwig Göransson. O cara mandou muito bem, criando uma trilha experimental que usa sons de respiração e distorções que combinam perfeitamente com a ideia de tempo invertido.

No quesito prêmios, Tenet não passou em branco. O filme levou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, o que é justíssimo. Quando você vê as cenas de luta onde um cara está indo para frente e o outro está "desfazendo" os movimentos, entende o nível técnico da parada.

Algumas curiosidades para você não ficar perdido

Para fechar o papo, separei uns detalhes que mudam a forma como a gente enxerga o filme:

  1. O avião real: Lembra da cena do Boeing 747 batendo no hangar? Eles não usaram miniatura nem efeitos digitais. Compraram um avião velho e bateram ele de verdade porque saiu mais barato e ficou mais realista.

  2. Atores em modo reverso: Os atores tiveram que aprender a falar e se mover de trás para frente para que as cenas de inversão ficassem perfeitas.

  3. Quadrado de Sator: O nome de vários elementos do filme (Sator, Arepo, Tenet, Opera, Rotas) vem de um antigo palíndromo latino encontrado em ruínas romanas.

Tenet é um exercício de atenção. Se você curte ficção científica técnica e não se importa de ter que assistir duas ou três vezes para captar todos os detalhes, vale muito o play. É cinema de alto nível, feito para quem gosta de pensar.