Stargate - A Chave Para o Futuro da Humanidade

 

Estava aqui tomando um café e pensando em como alguns filmes envelhecem bem. Se você curte ficção científica, sabe que Stargate (o título original é exatamente esse) é um daqueles marcos que mudaram o jogo nos anos 90. Lançado em 28 de outubro de 1994, o longa não só entregou uma aventura épica, como também serviu de base para um universo gigantesco que rendeu séries e derivados por décadas.

Vou te contar por que esse filme ainda merece um espaço na sua lista, sem entregar nenhum detalhe que estrague a experiência se você for assistir pela primeira vez.

Quem fez a engrenagem girar

O comando da missão ficou nas mãos de Roland Emmerich, que também assinou o roteiro ao lado de Dean Devlin. Para quem gosta de nomes de peso, o elenco é um ponto alto. Temos Kurt Russell no papel do Coronel Jonathan "Jack" O'Neil, trazendo aquela postura militar rígida e prática, e James Spader como o arqueólogo Daniel Jackson, o cara que basicamente decifra o impossível.

A dinâmica entre os dois funciona muito bem porque são opostos. De um lado, a força bruta e a disciplina; do outro, a curiosidade intelectual. Além deles, Jaye Davidson entrega uma atuação bem marcante como o antagonista Ra. É uma escalação que deu muito certo para a época e continua crível hoje em dia.

Números, prêmios e aquela trilha sonora marcante

Se você costuma olhar a recepção do público antes de dar o play, o filme mantém uma nota 7.1 no IMDb, o que é um respeito enorme para um sci-fi dessa escala. Em termos de reconhecimento, ele levou o Saturn Award de Melhor Filme de Ficção Científica em 1995, o que confirma o impacto que teve no gênero.

Mas, se tem algo que gruda na cabeça, é a trilha sonora composta por David Arnold. Ele conseguiu criar um tema que soa grandioso e misterioso ao mesmo tempo, capturando perfeitamente a sensação de descobrir um mundo novo. É o tipo de música que você ouve e já visualiza as dunas de areia e a tecnologia alienígena.

Onde o deserto ganhou vida

Muita gente acha que o filme foi todo gravado no Egito por causa da temática, mas a realidade é outra. As principais locações de filmagem foram em Yuma, no Arizona, e em partes da Califórnia. A equipe de produção mandou muito bem na cenografia, criando estruturas imensas que dão uma sensação de escala que o CGI da época dificilmente conseguiria replicar com a mesma textura.

Olhando hoje, você percebe que o uso de efeitos práticos misturados com o digital iniciante deu ao filme uma estética muito sólida. Ele não parece um desenho animado, parece um lugar real que foi visitado por uma câmera.

Algumas curiosidades que você talvez não saiba

Para fechar o papo, separei uns detalhes interessantes sobre os bastidores:

  • Língua própria: O linguista Stuart Tyson Smith foi contratado para criar um dialeto que soasse como um "egípcio antigo" evoluído para os diálogos do filme.

  • Recorde de figurantes: Em algumas cenas de multidão, eles usaram manequins de papelão ao fundo para economizar, mas ainda assim o número de figurantes reais foi impressionante.

  • Visão original: A ideia de Emmerich e Devlin era que o filme fosse o primeiro de uma trilogia, mas o sucesso acabou migrando para a TV com a série Stargate SG-1.

  • Teoria da conspiração: O roteiro flerta com teorias de que civilizações antigas foram influenciadas por seres de outros planetas, o que gerou muita conversa na época.

Enfim, Stargate é um prato cheio para quem gosta de mistério misturado com exploração espacial. É direto, bem executado e não perde tempo com enrolação.


Bill & Ted: Encare a Música (Bill & Ted Face the Music)

  

Se você cresceu nos anos 80 ou 90, provavelmente tem um carinho especial por dois caras que viajavam no tempo em uma cabine telefônica. Depois de décadas de espera, eu finalmente parei para ver o fechamento dessa trilogia: Bill & Ted: Encare a Música (ou Bill & Ted Face the Music, no original).

Vou ser direto: o filme não tenta reinventar a roda nem ser um épico do cinema cult. Ele entrega exatamente o que promete, com aquela pegada nostálgica que a gente gosta, mas adaptada para os dias de hoje. Se você quer saber se vale o seu tempo, separei os pontos principais aqui embaixo.

O enredo: A última chance de salvar o universo

A história nos reencontra com Bill (Alex Winter) e Ted (Keanu Reeves) já na meia-idade. Eles ainda não escreveram a música que deveria unir o mundo e trazer a paz universal, como foi profetizado lá atrás. O tempo está acabando, a realidade está começando a se fragmentar e eles recebem um ultimato do futuro.

O que eu achei interessante é que, em vez de ser apenas uma repetição do primeiro filme, a narrativa divide o foco. Enquanto os protagonistas tentam "roubar" a música de suas versões futuras, as filhas deles — que são basicamente clones comportamentais dos pais — viajam pelo tempo para recrutar uma banda histórica incrível. É um roteiro simples, funcional e que mantém o ritmo sem enrolação.

Elenco, direção e aquela nota no IMDb

O filme foi dirigido por Dean Parisot (o mesmo de Heróis Fora de Orbita) e lançado oficialmente em 28 de agosto de 2020. É claro que ver o Keanu Reeves e o Alex Winter juntos de novo é o grande chamariz. O entrosamento deles continua impecável, mesmo depois de tanto tempo.

Além da dupla principal, temos nomes como Samara Weaving e Brigette Lundy-Paine fazendo as filhas, e a volta triunfal de William Sadler como a Morte — que, para mim, continua sendo o melhor personagem da franquia. No IMDb, o filme sustenta uma nota 5.9, o que eu considero honesto. Ele não é uma obra-prima, mas cumpre o papel de entretenimento leve.

Em termos de premiações, o filme não levou nenhum Oscar, mas foi indicado a prêmios de nicho, como o Saturn Awards, focado em ficção científica e fantasia, o que faz todo o sentido para a proposta.

Trilha sonora e as locações de filmagem

Sendo um filme que gira em torno de uma música que salva o mundo, a trilha sonora precisava ser decente. E ela é. Tem de tudo um pouco: WeezerMastodonLamb of God e até uma colaboração pesada de músicos de estúdio para criar o "som universal". É aquele tipo de trilha que você termina o filme e quer dar um Google para ouvir no Spotify.

Curiosamente, apesar de a história passar por vários lugares (e tempos), as filmagens aconteceram majoritariamente em Nova Orleans, Louisiana. A produção conseguiu transformar os cenários locais em diferentes épocas e até no futuro tecnológico de forma bem convincente, sem abusar de um CGI que pareça barato demais.

Curiosidades que você talvez não saiba

Para quem gosta de detalhes de bastidores, o filme está cheio de referências. Aqui estão as que eu achei mais legais:

  • Homenagem: O filme é dedicado a George Carlin, o Rufus original, que faleceu em 2008. Eles usaram imagens de arquivo para que ele fizesse uma "aparição".

  • O título: O nome original, Face the Music, é um trocadilho em inglês que significa tanto "encarar as consequências" quanto, literalmente, lidar com a música que eles não fizeram.

  • Keanu sem barba: Para interpretar o Ted clássico de novo, Keanu Reeves teve que tirar a barba icônica que ele usa em John Wick, o que gerou um choque em muita gente na época das gravações.

  • As filhas: As atrizes que interpretam as filhas estudaram profundamente os gestos e o jeito de falar do Keanu e do Alex nos filmes antigos para replicar o comportamento deles.

No fim das contas, Bill & Ted: Encare a Música é um filme sobre amizade e a pressão de cumprir um destino que parece grande demais. É uma experiência divertida, sem a pretensão de ser profunda, mas com coração suficiente para encerrar a jornada desses dois personagens.