Rômulo e Remo: O Primeiro Rei (Il Primo Re)

 

Se você curte história antiga, mas está cansado daquela estética limpa e teatral de Hollywood, precisa conhecer Rômulo e Remo: O Primeiro Rei (Il Primo Re). Assisti ao filme recentemente e resolvi colocar no papel por que essa obra italiana é diferente para quem espera um épico convencional.

Esqueça as togas brancas e os discursos inflamados em inglês. Aqui o papo é outro.

O que é o filme Rômulo e Remo: O Primeiro Rei?

Lançado em 31 de janeiro de 2019, o longa é dirigido por Matteo Rovere. A proposta dele foi ousada: contar a fundação de Roma de um jeito visceral, cru e realista. O título original, Il Primo Re, já entrega o foco central — a jornada de dois irmãos pastores que, após uma inundação devastadora, acabam desafiando deuses e tribos para criar o que viria a ser o maior império da humanidade.

No elenco, temos Alessandro Borghi como Remo e Alessio Lapice como Rômulo. O trabalho físico desses caras é brutal. Você sente o peso da lama, do sangue e do cansaço em cada cena. No IMDb, o filme sustenta uma nota sólida de 6.5/10, o que, para um filme histórico fora do circuito de blockbusters americanos, é um excelente sinal de qualidade técnica e narrativa.

Produção, Trilha Sonora e Locações

Um dos pontos que mais me chamou a atenção foi a ambientação. O filme não foi rodado em estúdios fechados com tela verde. As locações de filmagem se concentraram na região do Lácio, na Itália, incluindo lugares como o Parque Regional de Appia Antica. Isso dá uma textura de verdade para a floresta e os pântanos.

trilha sonora, assinada por Dan Levy, foge do óbvio. Em vez de orquestras épicas, temos sons tribais, percussão pesada e sintetizadores que criam uma tensão constante. É uma sonoridade que te deixa alerta, como se você estivesse sendo caçado junto com os personagens.

Quanto a premiações, o filme passou o rodo no David di Donatello (o Oscar italiano) em 2020, vencendo em categorias como Melhor Fotografia, Melhor Som e Melhor Produtor. É um reconhecimento justo para uma obra que priorizou a técnica.

Curiosidades que fazem a diferença

O que realmente separa esse filme de qualquer outro sobre a mesma época são os detalhes de bastidores. Separei os três que mais me impressionaram:

  1. Língua Primitiva: O filme foi inteiramente rodado em Proto-Latim, uma reconstrução arcaica da língua feita com a ajuda de linguistas da Universidade Sapienza de Roma. É estranho no começo, mas traz uma imersão absurda.

  2. Luz Natural: Seguindo a escola de O Regresso, o diretor optou por usar quase exclusivamente luz natural. Isso significa que as cenas noturnas são escuras de verdade, iluminadas apenas por tochas e fogueiras.

  3. Realismo Sujo: Não há heróis de capa. Os personagens estão sempre sujos, feridos ou com fome. O filme trata a fundação de Roma não como um destino divino glorioso, mas como uma luta desesperada pela sobrevivência.

Por que você deveria assistir ao Primeiro Rei?

Para fechar o raciocínio, esse não é um filme para assistir relaxado no sofá comendo pipoca doce. É uma experiência densa. Ele explora a relação de fraternidade, o medo do desconhecido e a transição entre a crença cega nos deuses e a vontade humana de dominar o próprio destino.

Se você gosta de cinema que preza pela fotografia impecável e por uma narrativa que não subestima a inteligência do espectador, dê uma chance a essa obra do Matteo Rovere. É cinema bruto, bem feito e necessário para quem quer ver o passado sem filtros.


Chefes de Estado (Heads of State)

 

Fala, pessoal. Se você curte um bom filme de ação com aquela pegada de "dupla dinâmica" que não se bica, provavelmente já ouviu falar de Heads of State (ou Chefes de Estado, no Brasil). Eu assisti ao longa recentemente e resolvi organizar o que você precisa saber antes de dar o play, focando no que realmente importa: a técnica, o elenco e se vale o seu tempo.

O que esperar de Heads of State 

O filme é uma aposta alta do Prime Video no gênero de comédia de ação. A premissa é direta e não tenta reinventar a roda, o que eu considero um ponto positivo. O roteiro coloca dois caras completamente opostos em uma situação de alto risco diplomático. É o tipo de filme que você assiste para relaxar, sem precisar decifrar enigmas complexos, focado puramente na química entre os protagonistas e nas sequências de porrada e explosão.

A narrativa flui bem e o ritmo é acelerado. O diretor Ilya Naishuller (o mesmo de Anônimo) mantém sua assinatura visual: câmeras dinâmicas e uma violência estilizada que faz sentido dentro da proposta do filme.

Elenco de peso e ficha técnica

O que realmente segura a barra aqui é o elenco. Ter Idris Elba e John Cena dividindo o protagonismo é um acerto estratégico. Elba traz aquela seriedade britânica e frieza de quem sabe o que está fazendo, enquanto Cena entrega o alívio cômico físico e o carisma bruto de sempre.

  • Data de Lançamento: Outubro de 2025 (disponível via streaming).

  • Direção: Ilya Naishuller.

  • Atores Principais: Idris Elba, John Cena e Priyanka Chopra Jonas.

  • Nota IMDb: O filme tem flutuado na casa dos 6.8/10, o que é uma nota honesta para o gênero de ação/comédia.

  • Premiações: Por ser um lançamento focado em entretenimento de massa, ainda não figura em grandes premiações de prestígio, mas deve aparecer em categorias técnicas e de "Melhor Luta" em premiações populares.

Trilha sonora e locações de filmagem

Um ponto que me chamou a atenção foi a trilha sonora. Ela é energética, misturando hip-hop moderno com batidas eletrônicas que ditam o passo das cenas de perseguição. Não é algo que você vai parar para ouvir no Spotify depois, mas funciona perfeitamente para manter o sangue quente durante o filme.

Sobre as locações, a produção não economizou. Grande parte das filmagens aconteceu em Londres, na Inglaterra, e em diversas partes da Europa, o que dá um ar de "missão global" para a trama. Ver os caras destruindo cenários europeus clássicos traz um contraste visual interessante para a pancadaria.

Curiosidades sobre os bastidores

Sempre gosto de saber o que rolou por trás das câmeras, e Chefes de Estado tem alguns fatos curiosos:

  1. Reencontro: Idris Elba e John Cena já haviam trabalhado juntos em O Esquadrão Suicida, e a química entre eles foi o que motivou os produtores a criarem este projeto específico para a dupla.

  2. Preparação Física: John Cena dispensou dublês em várias cenas de luta corporal, aproveitando seu histórico no Pro-Wrestling.

  3. Roteiro Disputado: O projeto foi alvo de um leilão pesado entre grandes estúdios antes de fechar com a Amazon, mostrando que o potencial comercial era alto desde o início.

No fim das contas, Heads of State entrega o que promete: ação honesta, algumas risadas e uma dupla de protagonistas que carrega o filme nas costas. Se você quer um filme para desligar o cérebro no final de semana, essa é a escolha certa.