Excisão (Excision)

 

Excision: O Filme Que Me Fez Questionar o Normal

Sabe quando você assiste a algo que te tira da zona de conforto? Aquele filme que fica martelando na sua cabeça por dias, não por ser a superprodução do ano, mas por ser perturbador e estranhamente fascinante? Para mim, esse filme é Excision. Eu o vi há um tempo e, confesso, é uma experiência que não se esquece. Se você está procurando uma obra que te force a enxergar a escuridão de uma maneira... clínica, fique por aqui.

A Estranheza Começa em 2012: Data, Título e Direção

O primeiro contato que tive com o filme foi com o título original, Excision. Ele foi lançado em 2012 e, logo de cara, o nome já sugere algo: corte, remoção. A sensação de que algo seria extraído de forma brusca é palpável.

A mente por trás dessa obra é o diretor Richard Bates Jr. O trabalho dele é notavelmente focado em personagens que flertam com o bizarro, o socialmente inaceitável. Bates Jr. conseguiu criar um universo visualmente impactante, quase onírico, que reflete perfeitamente o estado mental da protagonista. Não é um filme para quem busca um entretenimento leve; é cinema de autor com uma pegada forte de horror psicológico e comédia ácida.

Elenco, Notas e a Trilha Sonora do Desconforto

A força do filme reside, sem dúvida, na performance. A atriz AnnaLynne McCord entrega uma atuação visceral como Pauline, a adolescente desajustada e obcecada por cirurgia. Ela é a âncora dessa história. Outros nomes no elenco incluem Traci Lords (que faz a mãe de Pauline de forma intensa e dramática) e Roger Bart. O trabalho deles juntos cria uma dinâmica familiar destrutiva que é o coração (podre) da trama.

Muita gente parece concordar com o impacto do filme. No momento em que escrevo, a Nota do IMDb para Excision está em 6.0/10. Considerando o quão niche e provocativo o filme é, essa nota reflete o seu status de cult e a divisão que ele gera na audiência.

E a trilha sonora? Ela é discreta, mas cirurgicamente eficaz. O som não tenta ser heróico ou épico; ele acompanha o clima de estranhamento, usando composições que intensificam a atmosfera de sonho febril e desconforto que permeia o filme inteiro. É a cereja no topo do bolo bizarro.

De Onde Veio Essa História? Curiosidades e Locações

Uma das coisas que mais me chamou a atenção é o quão compacta a produção parece. As locações de filmagem foram majoritariamente em Los Angeles, Califórnia. Essa escolha confere um ar de normalidade suburbana que contrasta brutalmente com a mente caótica de Pauline, tornando a história ainda mais chocante.

        Curiosidades de Bastidor:

  • Curiosidade 1: O filme Excision é, na verdade, uma expansão do curta-metragem de 2008 de mesmo nome, também dirigido por Richard Bates Jr.

  • Curiosidade 2: A atriz AnnaLynne McCord, conhecida por papéis mais "glamourosos", transformou-se completamente para viver Pauline, entregando uma performance que muitos críticos elogiaram como corajosa e inesquecível. É um contraste gritante com seus outros trabalhos.

  • Curiosidade 3: O filme foi exibido no prestigiado Sundance Film Festival, o que atesta a sua qualidade artística, mesmo sendo uma obra de gênero tão peculiar.

Minha Conclusão

Se você busca um filme para discutir com os amigos, que tenha uma estética forte e uma personagem principal complexa (e sinceramente, perturbada), Excision é a pedida certa. Eu saí da sessão com mais perguntas do que respostas, e esse é o ponto.

Ele não é um filme de jump scares; é um mergulho na mente de uma garota que tenta desesperadamente encontrar o seu lugar, usando métodos que são, no mínimo, extremos. É um filme sobre a inadequação e sobre os limites da obsessão. Assista, mas esteja preparado para uma viagem mental.




Errado Pra Cachorro (Who's Minding The Store)

 

Errado Pra Cachorro: Uma Comédia Clássica com Jerry Lewis que Você Precisa Rever

Vou ser direto: se você curte comédia à moda antiga, aquela de pastelão, com cara de sessão da tarde, precisa dar uma chance para "Errado Pra Cachorro" – o título original é "Who's Minding the Store?". É um filme que, mesmo sendo de 1963, não perde a graça. O Jerry Lewis, como sempre, consegue fazer a gente rir com o jeito atrapalhado dele.

Eu assisti de novo recentemente e o que me prendeu foi a simplicidade da trama. A gente acompanha o Norman Phiffier, um cara que é um poço de boa vontade, mas um desastre em serviço. A situação dele já começa estranha: ele é o noivo da Barbara, uma moça rica que esconde a fortuna da família para garantir que ele goste dela de verdade, e não do dinheiro. A mãe dela, a Sra. Tuttle, que é a dona de uma cadeia de lojas de departamento, não gosta do Norman e decide fazer de tudo para afastá-lo, contratando-o para as tarefas mais ridículas e impossíveis da loja.

Ficha Técnica Rápida e Informações de Cinema

Apesar da confusão do personagem, a produção é bem redonda. O filme foi lançado lá fora em 1963, e a direção ficou nas mãos do Frank Tashlin, um cara que entendia de comédia e do timing do Jerry Lewis. A química entre Lewis e a atriz Jill St. John, que faz a Barbara, funciona muito bem.

O elenco principal, que segura a barra dessa loucura toda, tem nomes como:

  • Jerry Lewis (Norman Phiffier)

  • Jill St. John (Barbara Tuttle)

  • Agnes Moorehead (Sra. Phoebe Tuttle)

  • Ray Walston (Sr. Quimby)

É bom saber também que o filme tem uma nota IMDb de 6.7/10, o que, para uma comédia dessa época, mostra que ele se sustenta bem até hoje. Não é um recorde, mas garante que a experiência vale o tempo investido.

Trilha Sonora e Onde a Mágica Aconteceu

Uma comédia como essa precisa de uma trilha sonora que acompanhe o ritmo frenético do Jerry Lewis, e o Joseph J. Lilley deu conta do recado. A música é bem típica da época, com um toque jazzístico e umas batidas que parecem dar o tom exato para cada cena de confusão do Norman na loja. É aquela trilha que te coloca no clima do filme logo de cara.

Sobre as locações, o filme é uma produção americana da Paramount Pictures. Embora a história se passe basicamente dentro de uma grande loja de departamentos, é claro que a produção se valeu dos estúdios de Hollywood. O legal é ver como eles criaram toda aquela grandiosidade do ambiente de trabalho do Norman, que acaba virando um campo de testes para a incompetência dele (ou, dependendo do ponto de vista, para o seu azar). Ver o Norman tentando lidar com aspiradores de pó e máquinas de escrever é uma aula de como transformar o ordinário em caos.

Curiosidades e a Vibe do Filme

O que acho mais interessante em "Errado Pra Cachorro" é como o filme, no fundo, fala sobre a pressão social e o valor do trabalho. A Sra. Tuttle tenta, de todas as formas, humilhar o Norman para provar que ele não é bom o suficiente para a filha dela.

Uma curiosidade bacana é que a figurinista do filme foi a lendária Edith Head, uma das maiores da história do cinema, responsável por looks icônicos em vários clássicos de Hollywood. O cuidado com o visual, mesmo sendo uma comédia, é de primeira.

O enredo é uma sequência de desastres cômicos, onde o Norman simplesmente não acerta uma. Mas o mérito do Lewis é justamente transformar esses fracassos em momentos hilários. No final das contas, o filme é sobre o Norman provar o seu valor e a Barbara provar que o amor dela é genuíno. Sem dar spoiler, é seguro dizer que as coisas se ajeitam de um jeito bem satisfatório.

Se você está procurando uma comédia leve, despretensiosa e com um humor físico que funciona, "Errado Pra Cachorro" é a pedida certa.