A Megera Domada

 

A Megera Domada (The Taming of the Shrew): Quando o Encontro de Gênios Acontece na Tela

Sempre ouvi falar daquele clássico imortal de Shakespeare, "A Megera Domada", ou, no seu título original, The Taming of the Shrew. Mas a versão que realmente me fisgou foi a de 1967, dirigida pelo italiano Franco Zeffirelli. Esse não é só um filme; é um espetáculo de testosterona e temperamento, puro confronto de egos, o que, convenhamos, é um prato cheio.

Eu assisti e digo: não é à toa que o longa fez tanto barulho. Ele é direto, bem-feito e, acima de tudo, tem a química explosiva de um casal que era tão intenso na vida real quanto na ficção. Se você busca uma comédia romântica que foge do clichê açucarado, precisa dar uma chance a essa pedrada cinematográfica.

Um Duelo de Titãs: Elizabeth Taylor e Richard Burton

O grande acerto do filme foi a escolha do elenco principal. Quem assume os papéis de Petruchio e Katharina são, respectivamente, Richard Burton e Elizabeth Taylor. E vamos ser francos, ver esses dois juntos era garantia de faísca. Eles eram o casal mais falado da época, e essa energia real transborda na tela.

Petruchio, interpretado por Burton, é o tipo de cara que chega para resolver. Ele não está ali para conversa mole; ele quer o dote e aceita o desafio de se casar com a garota de temperamento mais difícil da região. Já Taylor entrega uma Katharina furiosa, indomável, que não leva desaforo para casa. A atuação deles é um show de força e birra.

Outros nomes importantes no filme incluem Natasha Pyne, no papel da doce Bianca, e Cyril Cusack. Com locações que remetem à Renascença Italiana, a produção, uma co-produção ítalo-americana, capta bem o ambiente da peça original. Uma curiosidade que vale a pena mencionar é que, apesar de ser um filme de época, ele tem uma montagem e um ritmo muito à frente do seu tempo.

Ficha Técnica

Para quem é mais pragmático, como eu, os números falam por si. O filme estreou no dia 8 de Março de 1967 (no Brasil o lançamento oficial pode variar um pouco).

Se você for procurar a avaliação da audiência, a nota do filme no IMDb fica em torno de 6.8/10. Não é um 8 ou 9, mas mostra que a obra tem uma recepção sólida, especialmente para uma adaptação de Shakespeare. É um filme que divide opiniões, exatamente como os seus protagonistas.

A direção de Franco Zeffirelli não é sutil. Ele usa e abusa do cenário, dos figurinos e da trilha sonora. A música, de Nino Rota (o mesmo de O Poderoso Chefão), tem aquela pegada épica e dramática que valoriza cada cena de confronto.

Bastidores e Curiosidades da Produção

Sempre me interesso pelos bastidores, e este filme tem algumas histórias boas. Por exemplo, a relação de Taylor e Burton era tão turbulenta que, em várias cenas de briga, você percebe que a energia entre eles é quase palpável. Não era só atuação; havia ali uma intensidade real, potencializada pela convivência.

Outra coisa que pouca gente sabe: o próprio casal principal, Taylor e Burton, investiu uma boa grana do próprio bolso na produção, quando os estúdios estavam com o pé atrás. Isso mostra o quanto eles acreditavam no projeto e na visão de Zeffirelli. Essa coragem e a "mão na massa" deles fizeram toda a diferença no resultado final.

Apesar de ser uma obra com mais de 50 anos, ele ainda ressoa. Ele fala sobre o embate em um relacionamento, sobre quem está no controle e sobre a dinâmica de poder entre um homem e uma mulher. E faz isso sem meias palavras.

O Veredito de Quem Não Gosta de Excesso de Drama

Para fechar, se você busca uma adaptação shakespeariana que é pura força bruta, com atuações de peso e uma produção visual impressionante, The Taming of the Shrew de 1967 é o caminho. É um filme para ser visto sem a lente do politicamente correto de hoje, mas com o entendimento do contexto em que foi feito.

Não vou te dar spoiler sobre como o Petruchio faz para "domar" a Katharina. A jornada vale cada minuto, do primeiro grito à última palavra. É uma peça clássica, filmada por um gênio, e estrelada por dois ícones. É entretenimento de alto nível, simples assim.



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