Rogue, o Assassino (War)

 

Se você curte um bom filme de porrada daquela safra de ouro dos anos 2000, com certeza já topou com Rogue, o Assassino enquanto zapeava pelo streaming ou pela TV a cabo. Eu assisti a esse filme recentemente e, olha, ele entrega exatamente o que promete: um clima tenso de submundo do crime e dois caras que sabem bater como poucos no cinema.

Vou te contar por que esse duelo entre Jason Statham e Jet Li ainda rende uma boa conversa de bar e o que faz dele um prato cheio para quem gosta de ação direta, sem frescura.

O jogo de gato e rato entre Statham e Li

Lançado originalmente em 24 de agosto de 2007, o filme chegou com o título de War lá fora, mas aqui no Brasil o batismo de Rogue, o Assassino acabou pegando mais. A trama é conduzida pelo diretor Philip G. Atwell, que tem muita bagagem em clipes musicais, o que explica o ritmo acelerado e os cortes secos das cenas.

A história coloca frente a frente dois monstros: Jason Statham, interpretando o agente do FBI Jack Crawford, e Jet Li, no papel do misterioso assassino Rogue. A motivação é aquele clássico que nunca falha: vingança. Crawford quer pegar Rogue a qualquer custo depois que o assassino matou seu parceiro. O legal aqui é que o roteiro não tenta ser poético; ele é bruto, seco e foca no que interessa: a caçada humana.

Bastidores, trilha sonora e a nota no IMDb

Se você é do tipo que olha os números antes de dar o play, o filme sustenta uma nota 6.2 no IMDb. Para um filme de ação desse gênero, é uma nota honesta. Ele não ganhou grandes premiações de Melhor Filme, mas foi indicado ao World Stunt Awards, o que já diz muito sobre a qualidade das coreografias de luta.

trilha sonora é assinada por Brian Tyler, um cara que entende de adrenalina (ele fez vários da franquia Velozes e Furiosos). O som mistura batidas eletrônicas com orquestra, mantendo aquela tensão constante enquanto os triads e a yakuza se quebram na tela. No elenco, além da dupla principal, temos nomes como John Lone e Devon Aoki, que ajudam a compor o clima de guerra de gangues.

Locações e curiosidades que você talvez não saiba

Embora a história se passe em San Francisco, as locações de filmagem foram quase todas em Vancouver, no Canadá. É o clássico truque de Hollywood para baixar custos, mas a ambientação ficou muito boa, com aquele ar cinzento e urbano que combina com a narrativa.

Aqui vão algumas curiosidades interessantes sobre a produção:

  • Reencontro: Este não foi o primeiro filme da dupla. Eles já tinham trabalhado juntos em O Confronto (2001) e voltariam a se encontrar na franquia Os Mercenários.

  • Dublês: Jet Li, já veterano, fez a maioria das suas sequências de luta, exigindo que a câmera fosse rápida para acompanhar seus movimentos.

  • Título Alternativo: Em alguns países asiáticos e na Austrália, o filme foi lançado como Rogue Assassin para evitar confusão com outros filmes chamados War.

Por que vale a pena assistir Rogue hoje?

O filme é um retrato fiel de uma época onde a ação era física e os protagonistas tinham poucas palavras e muita atitude. Não espere diálogos existenciais ou grandes dramas emocionantes; a narrativa é masculina, direta e foca na estratégia de Crawford para cercar um fantasma que sempre parece estar um passo à frente.

O final tem uma reviravolta que eu não vou contar para não estragar a sua experiência, mas garanto que faz você repensar várias cenas anteriores. É o tipo de filme ideal para uma noite de folga quando você só quer ver a justiça sendo feita — ou pelo menos tentada — com muita pólvora e artes marciais.




O Pacto (The Covenant)

 

Se você está cansado de filmes de guerra que parecem apenas propaganda militar ou explosões sem alma, precisa parar um pouco e entender o que Guy Ritchie fez em O Pacto (2023). Eu assisti esperando o estilo frenético de Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, mas o que encontrei foi algo muito mais maduro, seco e direto ao ponto.

Aqui não tem firula. É uma história sobre dívida, sobrevivência e o que significa cumprir uma promessa quando o mundo inteiro está tentando te impedir.

Do que se trata Guy Ritchie’s The Covenant?

O título original, Guy Ritchie's The Covenant, já entrega quem dá as cartas na direção. Lançado em 21 de abril de 2023, o filme nos joga no auge da guerra no Afeganistão. A trama foca no sargento John Kinley e em seu intérprete local, Ahmed.

Diferente de outros filmes do gênero, a narrativa aqui é dividida em dois atos muito claros. No primeiro, vemos a tensão da missão; no segundo, as consequências psicológicas e morais de quem ficou para trás. O roteiro, assinado por Ritchie junto com Ivan Atkinson e Marn Davies, não perde tempo com diálogos melosos. O foco é a ação e a honra prática.

Informações Técnicas:

  • Diretor: Guy Ritchie.

  • Atores Principais: Jake Gyllenhaal (John Kinley) e Dar Salim (Ahmed).

  • Nota IMDb: 7.5/10 (uma das maiores do diretor recentemente).

  • Premiações: Embora não tenha sido um "papa-Oscars", foi aclamado pela crítica pela precisão técnica e atuações, recebendo indicações em festivais de gênero e premiações de som.

O elenco e o peso da atuação

O Jake Gyllenhaal entrega o que a gente já espera dele: uma atuação sólida, de um cara que está no limite do cansaço físico e mental. Mas quem realmente rouba a cena é o Dar Salim. O ator dinamarquês interpreta Ahmed com uma contenção impressionante. Ele não precisa de grandes discursos para mostrar que é o cara mais inteligente e resiliente da sala.

No elenco de apoio, ainda temos nomes como Antony Starr (o Capitão Pátria de The Boys), que aparece pouco, mas deixa sua marca em uma versão bem diferente do que estamos acostumados a ver na TV.

Bastidores: Onde o filme ganha vida

Muita gente acha que o filme foi rodado no Oriente Médio pela fidelidade visual, mas as locações de filmagem foram quase todas na Espanha, especificamente em Alicante e Zaragoza. A geografia espanhola serviu perfeitamente para simular as passagens áridas e montanhosas do Afeganistão.

trilha sonora de Christopher Benstead é outro ponto alto. Ela não é invasiva; ela cria uma pulsação constante que aumenta a ansiedade nas cenas de fuga. E um detalhe interessante: o filme abre com o clássico "A Horse With No Name", do grupo America, que estabelece o tom de isolamento logo de cara.

Curiosidades que você precisa saber

Se você gosta de saber o que rola por trás das câmeras, separei alguns pontos que mostram por que este filme é diferente:

  1. Mudança de Título: O filme inicialmente se chamaria The Interpreter (O Intérprete), mas Ritchie mudou para The Covenant para reforçar a ideia de um pacto sagrado entre dois homens.

  2. Fatos Reais? Embora pareça muito real e trate de um tema atual (os intérpretes esquecidos após a retirada das tropas), a história de Kinley e Ahmed é fictícia, baseada em diversos relatos reais de soldados.

  3. Ritchie Maduro: Este é considerado o filme "menos Guy Ritchie" da carreira dele, por evitar as edições de videoclipe e focar em um drama humano cru.

Vale a pena assistir?

Sem dúvida. É um filme de "homem comum" fazendo o que é certo, sem super-poderes ou patriotismo exagerado. Se você busca uma narrativa fluida, com começo, meio e um fim extremamente satisfatório, dê o play.