Após a Morte (AfterDeath)

 

Cara, se você curte aquele tipo de filme que te deixa fritando depois que os créditos sobem, provavelmente já esbarrou em Após a Morte (Afterdeath, 2015) no catálogo de algum streaming. Eu assisti recentemente e, olha, é uma experiência curiosa. Não é aquele terror de susto barato (jump scare) a cada cinco minutos; é algo mais psicológico, mais contido.

Vou te contar o que achei e o que você precisa saber sobre essa produção britânica sem entregar o ouro, porque o mistério aqui é o que segura o espectador.

O que rola na trama de Após a Morte?

A premissa é direta. Cinco desconhecidos acordam em uma cabana isolada numa praia bem estranha. O céu tá sempre escuro, tem uma fumaça bizarra cercando o lugar e, logo de cara, eles percebem o óbvio: estão mortos. O problema é que ninguém sabe como foi parar ali ou por que aquele "purgatório" parece tão hostil.

O filme, dirigido pela dupla Gez Medinger e Robin Schmidt, foca muito mais na dinâmica desse grupo do que em efeitos especiais mirabolantes. É um exercício de convivência sob pressão. Eles precisam entender as regras desse novo "mundo" enquanto lidam com uma criatura que parece caçá-los toda vez que as luzes se apagam. É um roteiro seco, sem muita firula emocional, o que eu particularmente prefiro.

Direção, elenco e a pegada visual

O título original é Afterdeath e ele foi lançado oficialmente em 2015. No elenco, a gente tem nomes como Miranda RaisonSam Keeley e Daniella Kertesz. Não são astros de Hollywood, mas entregam o que o papel pede: confusão e aquele desespero contido de quem não faz ideia do que vem a seguir.

A direção do Gez e do Robin é bem focada no clima claustrofóbico. Mesmo com a praia sendo um espaço aberto, você se sente preso com eles naquela casa. É um filme de baixo orçamento, mas os caras souberam usar a falta de recursos a favor do suspense. A fotografia é fria, com muitos tons de cinza e azul, o que ajuda a passar essa sensação de vazio.

Trilha sonora e locações de filmagem

Um ponto que me chamou a atenção foi a ambientação. O filme foi rodado na Isle of Wight, na Inglaterra. Aquelas paisagens costeiras britânicas, com penhascos e um mar que parece sempre gelado, casaram perfeitamente com a ideia de um "pós-morte" desolado.

A trilha sonora, assinada pelo compositor Cassis, segue a mesma linha. É minimalista. Não espere grandes orquestras; são sons mais sintéticos e climáticos que servem para aumentar a tensão nos momentos em que a escuridão domina a cena. Ela não tenta te dizer o que sentir, ela só deixa o ambiente mais pesado.

Notas, premiações e algumas curiosidades

Se você for do tipo que se guia por números, a nota no IMDb costuma flutuar na casa dos 4.5 a 5.0. Eu sei, parece baixo, mas o gênero de terror/sci-fi alternativo sofre muito com a galera que espera um "Invocação do Mal". Para quem gosta de um roteiro mais "cabeça" e menos comercial, a nota acaba sendo injusta.

Sobre o reconhecimento do filme, ele circulou bem em festivais de gênero. Levou o prêmio de Melhor Filme de Ficção Científica/Terror no Bram Stoker International Film Festival, o que já dá um aval de que a galera do nicho respeitou o trabalho.

Algumas curiosidades rápidas:

  • O filme foi feito com um orçamento bem apertado, o que explica o cenário único.

  • A "criatura" que aparece no filme foi mantida nas sombras propositalmente, tanto pelo orçamento quanto para criar o medo do desconhecido.

  • A narrativa evita explicar tudo mastigadinho, o que gera boas discussões em fóruns sobre o final.

No fim das contas, Após a Morte é um filme para assistir num fim de noite, sem pressa. Ele não vai mudar sua vida, mas vai te fazer pensar sobre o que a gente carrega de culpa e como isso nos define. Se você gosta de suspenses que se passam em um único local, vale o play.





AIR: A História Por Trás do Logo (AIR)

 

Se você gosta de uma boa história de negócios que não parece uma aula de economia chata, precisa parar um pouco para entender o que aconteceu em AIR: A História por Trás do Logo. Eu assisti recentemente e, mesmo sabendo o final (afinal, quem não conhece a marca Jordan?), a jornada me prendeu de um jeito que poucos filmes de "escritório" conseguem.

O que é o filme e quem está no comando

O título original é apenas AIR e ele estreou nos cinemas no dia 5 de abril de 2023. O que me chamou a atenção logo de cara foi a direção do Ben Affleck. Ele tem um estilo muito seguro de contar histórias, sem firulas.

Aqui, ele também atua como Phil Knight, o fundador da Nike, mas o peso do filme está nos ombros do Matt Damon, que interpreta Sonny Vaccaro. O cara é um mestre em encontrar talentos no basquete, mas está em uma fase onde ninguém mais acredita nas apostas dele. O elenco ainda tem nomes pesados como Jason Bateman, Chris Tucker e a gigante Viola Davis, que interpreta a mãe do Michael Jordan. No IMDb, o filme segura uma nota respeitável de 7.4, o que faz total sentido pela entrega dos atores.

A trilha sonora e o visual dos anos 80

Uma das coisas que mais me pegou foi a ambientação. O filme se passa em 1984, e a trilha sonora é um absurdo de boa. Você vai ouvir Dire Straits, Violent Femmes, Cyndi Lauper e muita coisa que define aquela década. Não é só música de fundo, ela ajuda a ditar o ritmo da insistência do Sonny em fechar o contrato.

Sobre as locações de filmagem, a equipe rodou a maior parte em Santa Monica e Los Angeles, na Califórnia. Mesmo que a sede da Nike seja no Oregon, eles conseguiram recriar aquele clima de empresa que ainda estava tentando ser relevante no mercado de basquete, dominado na época pela Converse e pela Adidas.

Curiosidades que fazem a diferença

Tem alguns detalhes de bastidores que deixam o filme ainda melhor quando você sabe deles. Por exemplo, o Michael Jordan fez uma única exigência para autorizar a produção: que a Viola Davis interpretasse a mãe dele. Ele disse que ela era o coração de tudo, e ele estava certo. A atuação dela é o que dá alma ao negócio.

Outra coisa curiosa é que o Michael Jordan, o personagem em si, quase não aparece de rosto. Você vê as costas, o ombro, a silhueta, mas o foco nunca é o jogador, e sim o impacto que ele gerou antes mesmo de entrar em quadra. É uma escolha de direção muito inteligente do Affleck.

Por que você deveria assistir AIR agora

O filme já colheu alguns frutos, sendo indicado a prêmios importantes como o Globo de Ouro em categorias de Melhor Filme (Comédia ou Musical) e Melhor Ator para Matt Damon. Mas, para além de premiações, o que vale aqui é ver como uma ideia considerada absurda na época mudou o marketing esportivo para sempre.

É um filme direto, sem enrolação e com diálogos muito bem escritos. Você termina de assistir com aquela sensação de que, às vezes, apostar tudo em uma única intuição é o que separa o sucesso do esquecimento. Se você quer entender como um tênis virou um ícone cultural, esse é o caminho.




Pandemia: A Guerra Final (Last Man Down)

 

Sabe aquele dia em que você só quer sentar no sofá, abrir uma cerveja e assistir a um filme de ação que não tenta reinventar a roda, mas entrega exatamente o que promete? Pois é. Recentemente, parei para ver Pandemia: A Guerra Final (ou Last Man Down, no título original) e achei que valia a pena trocar uma ideia sobre ele.

Se você curte aquela pegada de "exército de um homem só" em um cenário pós-apocalíptico, esse filme é um prato cheio.

O que você precisa saber sobre Last Man Down

Lançado oficialmente em 19 de outubro de 2021, o filme é dirigido por Fansu Njie. A história gira em torno de John Wood, interpretado pelo norueguês Daniel Stisen. O cara é um monstro fisicamente e convence muito bem no papel de um ex-soldado das forças especiais que decidiu se isolar do mundo depois que uma pandemia global destruiu a civilização.

Além do Stisen, o elenco conta com Olga Kent, que faz o papel de Maria, e Daniel Nehme. Não espere diálogos filosóficos ou atuações dignas de Oscar; aqui o foco é a sobrevivência e o combate. No IMDb, a nota gira em torno de 4.5, o que mostra que ele é um filme de nicho: ou você gosta do gênero de ação crua, ou provavelmente vai achar simples demais.

Um filme de ação "old school" no meio do caos

A narrativa é direta. Eu gosto de como o filme não perde tempo com enrolação. O John Wood está lá, vivendo como um eremita na floresta, até que uma mulher (Maria) aparece fugindo de um grupo que acredita que o sangue dela é a chave para a cura do vírus.

O clima me lembrou muito os filmes de ação dos anos 80 e 90. É aquele estilo de protagonista silencioso, mas letal. A cinematografia aproveita muito bem as locações de filmagem na Suécia. O cenário é frio, cinzento e isolado, o que ajuda a passar a sensação de que o mundo realmente acabou e sobrou pouca coisa para defender.

Bastidores, trilha sonora e curiosidades

Uma coisa que me chamou a atenção foi a trilha sonora. Ela é funcional, composta por batidas eletrônicas e tons mais sombrios que mantêm a tensão lá no alto durante as perseguições. Não é algo que você vai ouvir no Spotify depois, mas dentro do contexto das cenas de luta, funciona bem.

Sobre premiações, o filme seguiu o caminho dos festivais independentes de gênero, chegando a vencer o prêmio de Melhor Filme de Ação no New York Movie Awards e em outras premiações menores de cinema indie.

Algumas curiosidades rápidas:

  • Daniel Stisen, o protagonista, é um ex-fisiculturista. Isso explica por que ele parece uma parede de músculos na tela.

  • O diretor Fansu Njie buscou inspiração direta em clássicos como Rambo e Comando para Matar.

  • Apesar do orçamento não ser de uma megaprodução de Hollywood, os efeitos práticos de combate são bem honestos.

Vale o seu tempo? Meu veredito

Se você está procurando uma obra de arte profunda sobre a condição humana em tempos de crise sanitária, passe longe. Agora, se você quer ver um cara altamente treinado defendendo seu território contra mercenários em uma floresta congelada, Pandemia: A Guerra Final cumpre o papel.

É um filme honesto. Ele sabe o que é e não tenta fingir que é maior do que a sua proposta. Para uma noite de terça-feira sem muitos planos, é uma escolha segura para quem gosta de ação bruta e direta ao ponto.