Truque de Mestre: O Terceiro Ato (Now You See Me: Now You Don't)

Se você, assim como eu, passou os últimos anos se perguntando se os Quatro Cavaleiros tinham sumido de vez num truque de mestre real, pode respirar fundo. Truque de Mestre 3 (ou Now You See Me 3) finalmente saiu do papel e chegou para fechar — ou expandir — o que a gente conhece sobre o Olho.

Eu acompanhei o desenvolvimento desse filme de perto, porque o primeiro foi uma surpresa muito honesta e o segundo, embora mais exagerado, manteve o ritmo. Agora, no terceiro ato, a pegada parece ser um pouco mais madura, tentando resgatar aquela sensação de "como eles fizeram isso?" sem apelar tanto para o impossível.

O comando por trás das câmeras e o elenco de peso

Muita coisa mudou nos bastidores. Dessa vez, quem assume a cadeira de diretor é Ruben Fleischer, o cara por trás de Zumbilândia e Venom. Ele tem uma mão boa para misturar ação com um humor mais seco, o que combina com o estilo do grupo.

No elenco, o time principal está de volta: Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Isla Fisher e Dave Franco. Foi bom ver a Isla de volta como Henley Reeves; ela fez falta no segundo filme. Mas o que me chamou a atenção foram as adições. Temos nomes novos como Justice Smith, Dominic Sessa e Ariana Greenblatt, trazendo um ar de "nova geração de mágicos". E claro, a presença sempre necessária de Morgan Freeman, que dá aquela base de autoridade para a trama.

O que esperar da parte técnica e nota IMDB

O filme foi lançado oficialmente no final de 2025 (especificamente em novembro), e a recepção tem sido sólida. No IMDB, a nota está flutuando na casa dos 6.8 a 7.2, o que é um resultado bem honesto para uma sequência de entretenimento puro. Ele não está aqui para ganhar o Oscar de Melhor Filme, mas a execução técnica é impecável.

Sobre a trilha sonora, a responsabilidade ficou novamente com o estilo rítmico que dita o passo das ilusões, mantendo aquela tensão constante. Já as locações de filmagem saíram um pouco do eixo óbvio e passaram por lugares como Antuérpia, na Bélgica, e Budapeste, o que deu um visual mais europeu e clássico para as cenas de ação.

Ficha TécnicaDetalhes
Título OriginalNow You See Me 3
DiretorRuben Fleischer
LançamentoNovembro de 2025
Nota IMDB~7.0
Principais PremiaçõesIndicações técnicas em associações de críticos

Curiosidades dos bastidores que você não sabia

Uma das coisas que mais curto nesse tipo de filme é saber o que rolou por trás. Aqui vão alguns pontos que pesquisei:

  • Treinamento Real: Assim como nos anteriores, os atores passaram por um "acampamento de mágica" para aprenderem a manusear cartas e objetos. O objetivo é usar o mínimo de CGI possível nas mãos.

  • O Hiato: Houve um intervalo de quase dez anos entre o segundo e o terceiro filme. Isso aconteceu por conflitos de agenda e várias trocas de roteiristas até acharem uma história que fizesse sentido.

  • Novos Truques: A produção contratou consultores de mágica de renome mundial para criar ilusões que fossem teoricamente possíveis na vida real, fugindo um pouco da computação gráfica exagerada do antecessor.

O veredito sem spoilers

Não vou estragar a sua experiência, mas o que posso dizer é: o roteiro tenta amarrar as pontas soltas sobre a organização "O Olho". Se você gosta de reviravoltas e daquela dinâmica de gato e rato entre o FBI e os ilusionistas, o filme entrega o que promete. Ele não tenta reinventar a roda, mas faz a roda girar com bastante estilo e confiança.

É o tipo de filme para assistir num fim de semana, sem pressa, prestando atenção nos detalhes do cenário, porque, como eles mesmos dizem, quanto mais perto você olha, menos você vê.



Perdido em Marte (The Martian)

 

Sabe aquele tipo de filme que te prende não pelo drama exagerado, mas pela inteligência da sobrevivência? Foi isso que senti quando assisti Perdido em Marte. Eu não curto muito história que tenta te fazer chorar a cada cinco minutos. Prefiro o foco no "como vamos resolver esse problema?". E o filme entrega exatamente isso.

Se você está procurando algo para ver no fim de semana, deixa eu te contar por que esse filme é um clássico moderno da ficção científica sem te entregar nenhum detalhe que estrague a experiência.

O básico sobre The Martian: direção e elenco

Para começar, o título original é The Martian e ele chegou aos cinemas lá em 2015. O cara por trás das câmeras é ninguém menos que Ridley Scott. Se você conhece Alien ou Gladiador, já sabe que o diretor entende de visual épico e ritmo.

O protagonista é o Matt Damon. Ele carrega o filme nas costas com uma atuação bem pragmática. Ele interpreta o botânico Mark Watney, que acaba ficando sozinho em Marte depois de uma tempestade de poeira. O elenco de apoio também é pesado: Jessica Chastain, Jeff Daniels, Chiwetel Ejiofor e até o Sebastian Stan estão lá. É aquele tipo de produção que não economizou em talento.

Notas, prêmios e o que a crítica achou

Eu sempre dou uma olhada no IMDb antes de ver qualquer coisa, e a nota de 8.0 não mente. O público e a crítica entraram em consenso aqui. O filme não foi só sucesso de bilheteria, ele também levou o Globo de Ouro de Melhor Filme (comédia ou musical, o que é meio estranho, mas enfim) e teve sete indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator para o Damon.

O que eu acho mais interessante é que, mesmo sendo uma ficção científica, ele se sente muito real. Não tem alienígena nem lasers. É ciência pura, o que torna tudo muito mais tenso.

Onde Marte foi filmado e a trilha sonora inusitada

Uma coisa que me impressionou foram as paisagens. Você olha para o deserto de Marte e acredita que o cara está em outro planeta. Na verdade, as locações de filmagem foram no deserto de Wadi Rum, na Jordânia. É um lugar que parece de outro mundo e deu o tom perfeito para a solidão do protagonista.

Agora, o que eu não esperava era a trilha sonora. Como o personagem só tem acesso aos arquivos da capitã da missão, ele acaba ouvindo muito disco music dos anos 70. Ouvir David Bowie, Donna Summer e ABBA enquanto o cara tenta sobreviver em um planeta vermelho cria um contraste sensacional e tira aquele peso de "filme de tragédia".

Curiosidades que tornam o filme melhor

O que eu acho mais legal em Perdido em Marte são os detalhes de bastidores:

  • Apoio da NASA: A agência espacial americana colaborou de verdade no roteiro para que a ciência fosse a mais precisa possível.

  • O tempo de filmagem: O Matt Damon gravou suas cenas sozinho por cinco semanas seguidas antes de encontrar o resto do elenco. Isso ajudou a passar aquela sensação de isolamento.

  • Batatas reais: Sim, a produção cultivou batatas de verdade em um cenário para garantir que as cenas de botânica fossem convincentes.

No fim das contas, é um filme sobre não desistir e usar a cabeça quando tudo dá errado. Se você gosta de espaço e de uma narrativa que respeita sua inteligência, pode ir sem medo.


Twister

 

Sempre fui fã de cinema que entrega o que promete sem muita enrolação. Nos anos 90, poucos filmes fizeram isso tão bem quanto Twister. Lançado originalmente em 10 de maio de 1996, o longa não é apenas um filme sobre desastres naturais, é um exercício de tensão técnica que, mesmo décadas depois, ainda me prende na frente da TV.

Se você está buscando entender por que esse filme se tornou um marco, eu reuni aqui os pontos principais da produção, desde quem estava no comando até os detalhes que quase ninguém nota.

O time por trás da tempestade

O título original é curto e direto: Twister. Para tirar o projeto do papel, chamaram Jan de Bont, que já tinha mostrado serviço em Velocidade Máxima. Ele trouxe uma pegada prática para o filme, o que faz toda a diferença. O elenco também foi escalado a dedo. Temos a Helen Hunt e o saudoso Bill Paxton como protagonistas. Eles interpretam um casal de cientistas (em meio a um divórcio) que caça tornados para testar um novo sistema de monitoramento.

O grupo de coadjuvantes é excelente, incluindo nomes como Cary Elwes e um jovem Philip Seymour Hoffman, que entrega uma energia única para o time de pesquisadores. É um filme que foca na missão e na força da natureza, sem perder tempo com subtramas desnecessárias.

Onde a mágica aconteceu e o que dizem os críticos

Muita gente me pergunta onde o filme foi gravado. A maior parte das locações de filmagem fica em Oklahoma, especificamente em cidades como Wakita, e também em Iowa. O visual de "meio-oeste americano" é autêntico porque eles realmente estavam lá, enfrentando o clima instável da região.

Sobre a recepção, o Twister mantém uma nota 6.5 no IMDb. Pode parecer uma nota mediana para os padrões de hoje, mas para um filme de ação e desastre daquela época, é um reflexo justo. Ele entrega entretenimento puro. No campo das premiações, o filme não passou batido. Ele levou o BAFTA de Melhores Efeitos Visuais e recebeu duas indicações ao Oscar: Melhor Som e Melhores Efeitos Visuais. Para 1996, ver aqueles tornados na tela era algo de outro mundo.

Trilha sonora pesada e reconhecimento

Uma coisa que eu sempre noto em filmes de ação é a música. Em Twister, a trilha sonora instrumental ficou nas mãos de Mark Mancina, mas o que realmente se destaca é a seleção de rock. Temos Van Halen com a música "Humans Being", feita especialmente para o filme, além de nomes como Goo Goo Dolls e Red Hot Chili Peppers. O som é robusto e combina com o barulho dos motores e do vento.

O design de som, inclusive, é um dos pontos altos. Os tornados não são apenas barulho branco, eles têm "voz". A equipe de produção usou sons de animais desacelerados para dar uma sensação de que a tempestade era um monstro vivo. É o tipo de detalhe que você não percebe conscientemente, mas que aumenta a tensão.

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Mesmo que você já tenha visto o filme algumas vezes, tem muita história de bastidor que é interessante:

  • Tecnologia Real: O dispositivo "Dorothy" usado no filme foi inspirado no TOOTO (TOTO), um equipamento real usado por pesquisadores de tempestades nos anos 80.

  • Lesões no Set: Bill Paxton e Helen Hunt ficaram temporariamente cegos durante as gravações por causa das lâmpadas eletrônicas brilhantes usadas para simular o céu nublado atrás deles.

  • O Trator Voando: A famosa cena do trator caindo do céu foi feita com um trator real sendo solto de um guindaste, nada de computação gráfica barata ali.

  • O Primeiro DVD: Uma curiosidade técnica legal é que Twister foi o primeiro longa-metragem a ser lançado no formato DVD nos Estados Unidos.

No fim das contas, o filme é um exemplo de como fazer cinema de entretenimento com competência técnica. Não tenta ser mais profundo do que precisa, mas executa sua premissa com uma força impressionante.