Palavras nas Paredes do Banheiro (Words on Bathroom Walls)

 

Eu assisti a Palavras nas Paredes do Banheiro outro dia e, olha, o filme entrega bem mais do que eu esperava de um drama adolescente padrão. Ele foge daquela melancolia exagerada e foca no que interessa: como um cara tenta manter a cabeça no lugar quando o mundo ao redor parece estar desmoronando.

Aqui embaixo, organizei o que você precisa saber sobre essa história sem entregar o final, mas focando no que faz o filme valer o tempo investido.

O que é Palavras nas Paredes do Banheiro?

Lançado em 2020 (com o título original Words on Bathroom Walls), o filme é baseado no livro da Julia Walton. A trama foca no Adam, um jovem que gosta de cozinhar e está tentando terminar o ensino médio enquanto lida com o diagnóstico de esquizofrenia.

O diretor Thor Freudenthal acertou a mão aqui. Em vez de transformar a doença em algo assustador ou puramente triste, ele usa efeitos visuais para mostrar como o Adam enxerga as alucinações. É uma abordagem direta e prática que ajuda a gente a entender a confusão mental do personagem sem precisar de grandes discursos filosóficos.

Elenco, Direção e a Nota no IMDB

O elenco é um dos pontos fortes. O Charlie Plummer faz o Adam de um jeito muito real, sem vitimismo. A Taylor Russell interpreta a Maya, uma garota inteligente que vira o suporte dele, e a química entre os dois funciona porque não parece forçada. Ainda temos nomes de peso como Andy Garcia (fazendo um padre que dá conselhos decentes) e Walton Goggins.

No IMDB, o filme sustenta uma nota 7.2, o que é bem alto para o gênero. Ele foi elogiado justamente por não ser "bobinho" e tratar o tema com o respeito que merece.

InformaçãoDetalhes
DiretorThor Freudenthal
Atores PrincipaisCharlie Plummer, Taylor Russell, Andy Garcia
GêneroDrama / Romance
Duração111 minutos

Trilha Sonora e Onde Foi Gravado

A trilha sonora é outro acerto. Ela conta com a banda The Chainsmokers cuidando da composição original (em parceria com Andrew Hollander), o que dá um ar moderno e urbano para as cenas. Não é aquela música de elevador; ela realmente ajuda a ditar o ritmo da ansiedade e dos momentos de clareza do Adam.

Sobre as locações, o filme foi rodado principalmente em Wilmington, na Carolina do Norte (EUA). Se você reconhecer algumas ruas ou a escola, é porque a região é famosa por ser o cenário de várias produções conhecidas, como One Tree Hill e Dawson's Creek.

Premiações e Curiosidades que Você Devia Saber

Embora não tenha sido um "papa-Oscar", o filme foi muito bem recebido em festivais menores e circuitos de crítica, ganhando destaque pela atuação do Charlie Plummer.

Algumas curiosidades rápidas:

  • As "vozes" e alucinações que o Adam vê são interpretadas por atores reais, o que dá uma camada extra de realidade às cenas.

  • O título faz referência às mensagens que os alunos escrevem nas paredes da escola, servindo como uma metáfora para as coisas que as pessoas escondem.

  • O filme faz um trabalho excelente em mostrar que o tratamento médico é importante, saindo daquela ideia romântica de que "o amor cura tudo".

Se você está procurando um filme que trata de saúde mental sem ser pesado demais ou superficial, esse aqui é uma escolha segura. É uma história sobre amadurecimento, mas com os pés no chão.






Atômica (Atomic Blonde)

 

Cara, se você curte aquele clima de Guerra Fria, neon por todo lado e porrada honesta, Atômica (Atomic Blonde) é o tipo de filme que você precisa ver. Assisti recentemente e a sensação é de que pegaram a estética dos anos 80, bateram no liquidificador com o estilo de luta do John Wick e serviram gelado.

Vou te contar por que esse filme ainda é um dos melhores de ação da última década sem te entregar o que acontece na trama.

O que você precisa saber sobre Atômica

Lançado oficialmente em 31 de agosto de 2017 aqui no Brasil, o filme é baseado na graphic novel The Coldest City. O título original, como eu disse, é Atomic Blonde, o que faz muito mais sentido quando você vê a Lorraine Broughton, interpretada pela Charlize Theron, em ação.

A direção ficou por conta do David Leitch. Se o nome não te soa familiar, ele foi um dos diretores (não creditados) do primeiro John Wick e depois fez Deadpool 2. O cara sabe filmar luta como poucos, usando cortes longos que deixam você entender exatamente quem está batendo em quem.

No elenco, além da Charlize — que treinou pesado e até quebrou dentes nas gravações —, temos o James McAvoy mandando muito bem como um agente infiltrado meio caótico, o John Goodman e a Sofia Boutella.

  • Nota IMDb: 6.7/10

  • Premiações: Ganhou prêmios técnicos de dublês e edição, além de indicações pela performance física da Charlize Theron.

A trilha sonora e o visual de Berlim

Se tem uma coisa que dita o ritmo aqui é a trilha sonora. É uma seleção absurda de clássicos do pós-punk e synthwave. Tem New Order, Depeche Mode, David Bowie e George Michael. As músicas não estão lá só de fundo, elas fazem parte da coreografia das cenas.

As locações de filmagem ajudam a criar esse clima pesado. Embora a história se passe em Berlim às vésperas da queda do muro, boa parte foi filmada em Budapeste, na Hungria, que tem aquela arquitetura soviética bruta que o filme precisava. O resultado é um visual frio, azulado, que contrasta com as luzes de neon dos clubes.

Por que as cenas de luta são diferentes?

O que me pegou em Atômica foi o realismo do cansaço. Diferente de filmes de herói onde o cara bate em vinte pessoas e nem respira fundo, aqui a Lorraine apanha, fica roxa e cansa.

Tem uma cena específica em uma escadaria que é filmada para parecer um plano-sequência (sem cortes). Você vê os personagens ficando exaustos, tropeçando e usando o que tem na mão para sobreviver. É visceral e direto ao ponto, sem frescura.

Algumas curiosidades de bastidor

Para quem gosta de saber o que rolou por trás das câmeras, separei uns pontos interessantes:

  • Treino pesado: Charlize Theron treinou com oito treinadores diferentes. Ela chegou a treinar junto com o Keanu Reeves enquanto ele se preparava para John Wick 2.

  • Dentes quebrados: A atriz levou o papel tão a sério que trincou dois dentes durante as filmagens de tanto cerrar a mandíbula nas cenas de esforço físico.

  • Direção de arte: O filme usa cores para separar os ambientes. Berlim Oriental é cinza e sem vida, enquanto o lado Ocidental explode em cores e música.

Se você está procurando um filme de espionagem que não te trata como criança e entrega uma estética impecável, dá o play em Atômica. É cinema de ação feito por quem entende do riscado.