Quando Te Conheci (Equals)

 

Cara, outro dia parei para assistir Quando Te Conheci (que lá fora saiu como Equals). Se você curte aquela ficção científica mais contida, sem explosões a cada cinco minutos, esse filme é um prato cheio. Ele foca muito mais na psicologia e no comportamento humano do que em naves espaciais, o que, para mim, torna tudo mais interessante.

Vou te contar um pouco sobre o que achei e o que você precisa saber antes de dar o play, sem entregar nada da história.

Bastidores e quem deu vida ao filme

O título original é Equals, lançado oficialmente em 2015 lá no Festival de Veneza, mas chegou com mais força nos cinemas em 2016. A direção ficou por conta do Drake Doremus, um cara que já tinha mostrado que sabe filmar relações humanas de um jeito bem íntimo em Like Crazy.

No elenco, temos o Nicholas Hoult (o Silas) e a Kristen Stewart (a Nia). Olha, eu sei que muita gente torce o nariz para a Kristen, mas aqui a atuação dela faz todo o sentido. Como o mundo do filme exige que as pessoas sejam quase robóticas, o estilo dela encaixou como uma luva. Além deles, aparecem nomes de peso como o Guy Pearce e a Jacki Weaver. No IMDb, o filme mantém uma nota equilibrada de 6.0, o que eu acho justo para uma obra que divide opiniões pelo seu ritmo mais lento.

O mundo sem sentimentos de Quando Te Conheci

A premissa é direta: no futuro, a humanidade decidiu que as emoções eram a causa de todos os problemas. Guerras, brigas, crimes... tudo vinha do que a gente sentia. Então, criaram uma sociedade chamada "O Coletivo", onde todo mundo é nivelado. Não tem amor, não tem ódio, não tem nem flerte. É todo mundo vivendo de forma produtiva e neutra.

O problema é quando surge o tal do "SOS" (Switched On Syndrome), que é basicamente quando uma pessoa começa a sentir coisas de novo. É tratado como uma doença terminal. É nesse cenário que o Silas e a Nia se encontram. A narrativa flui bem porque você fica o tempo todo naquela tensão: será que eles vão ser pegos? Como você esconde um sentimento em um lugar onde ninguém sabe o que é sentir?

Visual minimalista e locações de tirar o fôlego

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o visual. Não tem aquele visual sujo de Blade Runner. É tudo branco, limpo, organizado. Para conseguir esse efeito, a produção não usou só tela verde não. As locações de filmagem foram principalmente no Japão (na Ilha Awaji) e em Singapura. Aquela arquitetura futurista que você vê no filme existe de verdade e ajuda muito a passar a sensação de um mundo frio e calculado.

trilha sonora também merece um destaque. Foi composta por Dustin O'Halloran e Sascha Ring (mais conhecido como Apparat). É uma música ambiente, meio etérea, que te deixa no clima reflexivo do filme. Se você gosta de trabalhar ouvindo algo mais calmo, a trilha desse filme é excelente para deixar no fone.

Curiosidades e o reconhecimento da crítica

Mesmo não sendo um blockbuster de bilheteria, o filme não passou batido. Ele foi indicado ao Leão de Ouro em Veneza, o que já mostra que o nível artístico é alto. Uma curiosidade interessante é que o roteiro foi escrito pelo Nathan Parker, o mesmo cara que escreveu Lunar (Moon), outra ficção científica excelente.

Outro ponto que vale citar: o Nicholas Hoult e a Kristen Stewart ficaram muito próximos durante as gravações, e muita gente diz que a química que você vê na tela veio dessa amizade que eles desenvolveram enquanto rodavam no Japão. Isso transparece, porque mesmo com poucos diálogos, você sente o peso do que está acontecendo entre os dois.

No fim das contas, Quando Te Conheci é um filme para quem quer sentar e observar. Não espere correria. É uma história sobre o que nos torna humanos e se vale a pena viver em um mundo perfeito onde a gente não pode sentir nada.


Mortdecai: A Arte da Trapaça (Mortdecai)

 

Se você curte filmes que misturam crime, comédia e personagens com uma personalidade, digamos, peculiar, já deve ter esbarrado em Mortdecai: A Arte da Trapaça. Eu assisti ao filme recentemente e, olha, é uma experiência no mínimo curiosa. Não é aquele tipo de obra densa que te faz questionar a existência, mas entrega exatamente o que promete: uma aventura leve com um visual impecável.

Abaixo, organizei os pontos principais sobre essa produção para você decidir se vale o play no próximo final de semana.

Quem é Charlie Mortdecai e qual é a dele?

O título original é apenas Mortdecai, baseado na série de livros de Kyril Bonfiglioli. A história gira em torno de Charlie Mortdecai, um negociador de arte aristocrata que está sempre à beira da falência, mas nunca perde a pose (ou o bigode). Ele é o tipo de cara que resolve problemas criando outros maiores, sempre acompanhado de seu fiel e brutamontes assistente, Jock.

O filme foi lançado em 2015 e traz aquela estética de espionagem clássica, mas com um tom de farsa. A trama começa quando Mortdecai é recrutado para encontrar uma pintura roubada que, supostamente, contém o código de uma conta bancária cheia de ouro nazista. É uma premissa padrão de filmes de assalto, mas conduzida de um jeito bem mais caótico e engraçado.

Os nomes de peso por trás das câmeras

Uma das coisas que mais chamam a atenção em Mortdecai: A Arte da Trapaça é o elenco. Não economizaram aqui. O protagonista é ninguém menos que Johnny Depp, que claramente se divertiu muito criando os trejeitos do personagem. Ao lado dele, temos Gwyneth Paltrow como sua esposa, Johanna, e Ewan McGregor como o Inspetor Martland, que tem um "ranço" antigo pelo protagonista.

A direção ficou por conta de David Koepp, um cara que entende muito de roteiro (ele escreveu Jurassic Park e Missão Impossível). No entanto, aqui ele optou por uma direção mais estilizada, quase cartunesca. Além dos nomes principais, o elenco ainda conta com Paul Bettany, que faz o Jock e, para mim, acaba roubando várias cenas com sua lealdade inabalável e paciência infinita.

Onde o filme foi feito e a trilha sonora

Se tem algo que não dá para botar defeito é a parte técnica. As locações de filmagem são belíssimas, com boa parte das cenas gravadas em Londres e em mansões históricas em Buckinghamshire, na Inglaterra. Aquela atmosfera de "velha Europa" está muito bem representada, com figurinos impecáveis e uma fotografia que destaca o luxo exagerado da vida do Mortdecai.

A trilha sonora também ajuda a ditar o ritmo da bagunça. Ela foi composta por Mark Ronson e Geoff Zanelli. Ronson, que é um produtor musical de mão cheia, trouxe um frescor para as músicas, misturando o clássico com algo mais moderno e ritmado, o que combina bem com as fugas e as trapalhadas do protagonista.

Notas, recepção e algumas curiosidades

Sendo bem direto com você: o filme não é uma unanimidade. A nota no IMDb é 5.5, o que mostra que ele dividiu bastante as opiniões. Enquanto uns amam o humor exagerado de Depp, outros acharam a trama um pouco boba demais. No quesito premiações, o filme acabou chamando a atenção do Framboesa de Ouro na época, mas isso não tira o mérito de ser um entretenimento honesto para quem quer apenas relaxar.

Aqui vão algumas curiosidades rápidas para você saber:

  • Johnny Depp se interessou pelo papel porque era fã dos livros originais.

  • O bigode de Mortdecai é praticamente um personagem à parte e gera metade dos conflitos no casamento dele.

  • O orçamento foi alto, cerca de 60 milhões de dólares, o que explica a qualidade visual e o elenco de primeira.

No fim das contas, Mortdecai: A Arte da Trapaça é um filme para assistir sem grandes pretensões. É uma comédia de costumes com um toque de mistério que funciona bem se você gosta desse estilo mais excêntrico.