Zona Mortal (Radius)

 

Olha, se você curte aquele tipo de suspense que te prende logo nos primeiros cinco minutos pelo puro estranhamento, Zona Mortal (ou Radius, no original) é um prato cheio. Eu assisti recentemente e confesso que a premissa me pegou de jeito. Imagine acordar de um acidente de carro sem lembrar de nada e perceber que qualquer ser vivo que chega a uma certa distância de você cai morto na hora. É simples, direto e bem agoniante.

Vou te contar um pouco sobre o que faz esse filme funcionar sem entregar nenhuma surpresa importante, porque a graça aqui é justamente descobrir as regras desse jogo junto com o protagonista.

O que torna a trama de Zona Mortal tão intrigante

O filme, lançado em 2017, não perde tempo com explicações baratas. A narrativa foca no Liam, interpretado pelo Diego Klattenhoff (você deve conhecer ele de The Blacklist ou Homeland). Ele acorda no meio do nada e, conforme tenta buscar ajuda, encontra um rastro de corpos. No começo, ele acha que é um vírus ou algo no ar, mas a verdade é bem mais pessoal e bizarra.

A dinâmica muda quando ele encontra a Jane, vivida pela Charlotte Sullivan. Por algum motivo que eu não vou revelar, ela é a única pessoa que pode chegar perto dele sem morrer. Essa "zona de segurança" que ela cria é o que move o filme. A direção é da dupla Caroline Labrèche e Steeve Léonard, que conseguiram fazer muito com um orçamento que, visualmente, parece bem contido, mas eficiente.

Elenco, direção e a nota no IMDb

Para quem gosta de validar a escolha pelo termômetro da internet, Zona Mortal mantém uma nota 6.2 no IMDb. É uma avaliação justa. Não é um blockbuster de Hollywood com efeitos especiais de última geração, mas é um roteiro inteligente que sabe usar o suspense psicológico.

O elenco é enxuto, o que ajuda a manter o foco no mistério. Além do Diego e da Charlotte, o filme não se dispersa com muitos personagens secundários, o que aumenta a sensação de isolamento. Sobre premiações, o longa circulou muito bem em festivais de gênero, como o Fantasia Film Festival, onde foi indicado como melhor filme canadense, mostrando que o cinema autoral do Canadá tem força nesse nicho de ficção científica.

Onde o filme foi gravado e o clima da trilha sonora

Se você notar um clima meio desolado e frio nas cenas, não é impressão. As locações de filmagem foram em Manitoba, no Canadá, especificamente em áreas como Selkirk e arredores de Winnipeg. Esse cenário de estradas vazias e campos abertos ajuda muito a passar a sensação de que o Liam é uma ameaça ambulante.

A trilha sonora, composta por Benoit Charest, segue a mesma linha. Ela não tenta te assustar com barulhos repentinos, mas cria um som ambiente desconfortável que te deixa em estado de alerta o tempo todo. É aquele tipo de música que você não nota que está lá, mas que constrói metade da tensão da cena.

Curiosidades sobre Radius que você precisa saber

Existem alguns detalhes de bastidores que tornam a experiência de assistir mais legal:

  • Título Original: O nome original é apenas Radius, que faz muito mais sentido com a trama (o raio de distância da morte) do que o título em português.

  • Baixo Orçamento: O filme é uma prova de que uma boa ideia vale mais do que explosões. Ele foi feito com recursos limitados, focando quase totalmente na atuação e no roteiro.

  • Minimalismo: Os diretores optaram por quase não usar CGI para as mortes, focando no efeito prático do colapso instantâneo, o que deixa tudo mais realista e bizarro.

Se você está procurando um filme para ver hoje à noite que fuja do óbvio e te faça pensar "o que eu faria nessa situação?", pode ir em Zona Mortal sem medo. É um suspense sólido, curto e que entrega um final que realmente fecha a conta.


O Jogo de amor – “odio” (The Hating Game)

 

Se você está procurando algo para assistir no fim de semana e não quer perder tempo com roteiros furados, talvez já tenha esbarrado em O Jogo de Amor "Ódio" (The Hating Game). Eu assisti recentemente e vou direto ao ponto: o filme entrega exatamente o que promete, sem enrolação.

Do que se trata a história (sem spoilers)

A trama é baseada no livro da Sally Thorne e foca na Lucy Hutton (Lucy Hale) e no Joshua Templeman (Austin Stowell). Eles trabalham em uma editora e se odeiam. Mas não é aquele ódio de "não gosto da sua cara", é uma rivalidade profissional agressiva. Eles dividem a mesma sala e passam o dia tentando superar um ao outro.

As coisas apertam quando surge uma vaga de promoção para o cargo de diretor executivo. Quem ganhar, vira o chefe do outro. O filme foca nesse cabo de guerra. É uma narrativa de "rivais para amantes" que funciona porque a química entre os dois atores é convincente, sem precisar apelar para sentimentalismo barato.

Ficha técnica e o que esperar da produção

O filme foi lançado em 10 de dezembro de 2021 e tem a direção do Peter Hutchings. Se você liga para números, a nota no IMDb está em 6.2, o que é uma média honesta para o gênero. Não é um concorrente ao Oscar — inclusive, não levou grandes premiações —, mas cumpre o papel de entretenimento de qualidade.

Aqui estão os pontos principais da produção:

  • Título Original: The Hating Game

  • Protagonistas: Lucy Hale e Austin Stowell

  • Direção: Peter Hutchings

  • Gênero: Comédia Romântica / Drama

O Austin Stowell traz um tom mais contido e sério para o Joshua, o que equilibra bem com a energia mais frenética da Lucy Hale. É um filme visualmente limpo, com um ritmo que não te faz querer checar o celular a cada cinco minutos.

Trilha sonora e onde o filme se passa

Um detalhe que me chamou a atenção foi a ambientação. Grande parte do filme acontece dentro do escritório, o que dá uma sensação de confinamento que alimenta a tensão entre os personagens. As locações de filmagem foram em Nova York, principalmente em Albany e na própria cidade de Nova York.

trilha sonora também é bem montada, ajudando a ditar o ritmo das cenas de confronto. Tem músicas de artistas como Jeremy Zucker, Chelsea Cutler e Astrid S. É aquele tipo de som moderno que combina com o ambiente corporativo de uma editora de livros. Não é invasiva, ela entra nos momentos certos para pontuar o que os personagens não estão dizendo.

Curiosidades e bastidores que você não sabia

Para quem gosta de saber o que rola por trás das câmeras, aqui vão alguns fatos interessantes sobre O Jogo de Amor e Ódio:

  1. Escolha do elenco: Inicialmente, os fãs do livro pediam muito por Robbie Amell para o papel de Joshua, mas Austin Stowell acabou ficando com a vaga e, sinceramente, entregou uma ótima performance.

  2. Fidelidade ao livro: O filme consegue ser bem fiel aos diálogos principais da obra original, o que é raro hoje em dia.

  3. Altura: Existe uma diferença de altura considerável entre os protagonistas (Lucy Hale é bem baixa perto do Stowell), e a direção usa isso para enfatizar a dinâmica de poder entre eles em várias cenas.

No fim das contas, é um filme direto. Se você gosta de histórias onde a tensão entre os personagens é o motor principal, vale o play. É um roteiro enxuto, com boas atuações e que não tenta ser mais do que realmente é.