Dupla Explosiva 2: E a Primeira-Dama do Crime (Hitman's Wife's Bodyguard)

 

Se você está procurando um filme que não se leva a sério, mas entrega exatamente o que promete — porradaria, piadas ácidas e um elenco de peso —, Dupla Explosiva 2: E a Primeira-Dama do Crime é o tipo de escolha segura para um domingo à tarde. Eu assisti recentemente e a sensação é de que o diretor Patrick Hughes resolveu ligar o foda-se e aumentar o volume de tudo o que deu certo no primeiro filme.

O título original, The Hitman's Wife's Bodyguard, já entrega que o foco mudou um pouco. Se antes a dinâmica era entre o guarda-costas travado e o matador caótico, agora a Salma Hayek entra na equação para colocar fogo em tudo.

O caos está de volta (e mais barulhento)

A história começa com Michael Bryce (Ryan Reynolds) tentando tirar um "ano sabático" de toda a violência e da sua obsessão por ser um guarda-costas de elite. Ele está em uma praia, tentando meditar, até que a Sonia Kincaid (Salma Hayek) aparece atirando em meio mundo para recrutá-lo. O objetivo? Resgatar o marido dela, Darius Kincaid (Samuel L. Jackson).

O que eu gosto nessa sequência é que ela não tenta ser profunda. É um filme de estrada com muita perseguição e uma química absurda entre o trio principal. O Bryce continua sendo o cara azarado que faz tudo certo e se dá mal, enquanto os Kincaid resolvem tudo na base da força bruta e do baixo calão.

Elenco de elite e direção

O Patrick Hughes volta na direção e sabe como filmar ação sem deixar a gente confuso com cortes rápidos demais. Mas o brilho aqui está no elenco. Além do trio principal, temos:

  • Antonio Banderas fazendo um vilão grego excêntrico e perigoso.

  • Morgan Freeman aparecendo em um papel que eu sinceramente não esperava (e não vou dar spoiler, mas é uma adição curiosa).

  • Frank Grillo como um agente da Interpol que parece ser o único cara lúcido naquele caos todo.

É raro ver tanto nome grande em uma comédia de ação hoje em dia que não seja da Marvel, e isso dá um peso legal para a produção.

Bastidores: Trilha sonora e locações

A trilha sonora é assinada por Atli Örvarsson, mas o que marca mesmo são as músicas licenciadas. O filme usa clássicos do pop e rock que contrastam com a violência das cenas, criando aquele clima irônico que o Ryan Reynolds domina bem.

Visualmente, o filme é muito bonito. Eles rodaram em vários lugares da Europa, o que dá um ar de "superprodução" constante. As principais locações foram:

  1. Croácia (Rovinj serviu de cenário para várias perseguições).

  2. Itália (Trieste).

  3. Eslovênia.

  4. Reino Unido.


Ficha técnica e curiosidades

Para quem gosta de números e detalhes técnicos, aqui está o resumo do que você precisa saber sobre Dupla Explosiva 2:

InformaçãoDetalhes
Data de Lançamento16 de junho de 2021 (EUA)
Título OriginalThe Hitman's Wife's Bodyguard
DiretorPatrick Hughes
Nota IMDb6.1/10
Principais PrêmiosIndicações ao Golden Trailer Awards (Melhor Teaser/Comédia)

Algumas curiosidades que valem o registro:

  • Salma Hayek em ação: A atriz declarou em entrevistas que fez questão de realizar várias de suas próprias acrobacias, mesmo sentindo as dores da idade no dia seguinte.

  • Improviso: Muita gente diz que boa parte dos diálogos entre Reynolds e Jackson foi improvisada no set, o que explica a fluidez das ofensas entre eles.

  • Pandemia: O filme foi um dos muitos que sofreu adiamentos por causa do fechamento dos cinemas em 2020, chegando finalmente às telas em 2021.

Vale a pena assistir?

Se você gostou do primeiro, vai gostar desse. Ele é mais exagerado, mais colorido e tem muito mais palavrões por minuto. Não é um filme para ganhar Oscar, mas cumpre o papel de entretenimento honesto. É o tipo de filme que eu recomendo para quem quer desligar o cérebro e dar umas risadas com uma ação bem feita.




Os Estagiários (The Internship)

 

Cara, se você já se sentiu um pouco "atrás do tempo" quando o assunto é tecnologia, ou se simplesmente curte aquela dinâmica clássica de duplas em comédias, Os Estagiários (título original: The Internship) é um filme que você precisa conferir. Eu assisti recentemente e o que mais me chamou a atenção não foi só a piada em si, mas como ele aborda essa virada de chave no mercado de trabalho.

Lançado em 2013, o longa é dirigido por Shawn Levy, o mesmo cara por trás de Free Guy e Uma Noite no Museu. O filme coloca o pé no acelerador ao mostrar dois caras que, subitamente, perdem o emprego porque o mundo mudou e eles não acompanharam.

O choque geracional entre o analógico e o digital

A trama foca em Billy (Vince Vaughn) e Nick (Owen Wilson). Eles são vendedores natos, daqueles que ganham o cliente na lábia e no aperto de mão. O problema? A empresa onde trabalhavam fechou porque, bem, ninguém mais compra relógios de luxo daquele jeito.

Sem muitas opções, eles conseguem uma entrevista para um estágio no Google. Sim, a gigante das buscas. A partir daí, o que vemos é um contraste direto entre a experiência de vida deles e o intelecto técnico de uma galera de 20 anos que já nasceu com um smartphone na mão. O legal aqui é que o roteiro não tenta fazer milagre; ele mostra o esforço real (e as situações ridículas) de quem tenta se reinventar do zero.

Elenco, nota no IMDb e o clima nos bastidores

O ponto forte aqui é a química entre Vaughn e Wilson. Eles já tinham mostrado que funcionavam bem em Penetras Bons de Bico, e aqui repetem a dose com uma maturidade diferente. Além deles, temos Rose ByrneMax Minghella e Josh Brener no elenco de apoio, entregando personagens que equilibram bem o cinismo e o entusiasmo da cultura "Googler".

Se você liga para números, a nota no IMDb é 6.3. Não é um filme de Oscar — inclusive, não levou grandes prêmios, apenas algumas indicações ao Teen Choice Awards e People's Choice Awards — mas cumpre exatamente o que promete: entretenimento honesto e algumas lições sobre resiliência.

Locações reais e uma trilha sonora que dita o ritmo

Uma coisa que me surpreendeu foi saber que boa parte das filmagens aconteceu no Georgia Institute of Technology, em Atlanta, mas as cenas externas e o clima geral foram capturados no próprio Googleplex, em Mountain View, na Califórnia. Isso dá um ar de autenticidade absurdo para o filme. Você sente que está dentro do campus da empresa.

A trilha sonora também não decepciona. Ela mistura clássicos que remetem à "velha guarda" dos protagonistas com batidas mais modernas. Tem de tudo um pouco, passando por nomes como The Who (com a icônica Baba O'Riley) e até uma vibe mais leve com Annie Lennox. A música serve justamente para marcar essa transição entre o mundo que os protagonistas conheciam e o novo universo digital.

Curiosidades que fazem a diferença

Se você gosta de detalhes de bastidores, aqui vão alguns pontos interessantes sobre o filme:

  • Aparição especial: O próprio cofundador do Google, Sergey Brin, faz duas aparições rápidas no filme. Fique de olho.

  • O "Noogler": Aqueles chapéus coloridos com hélice que os estagiários usam são reais. Novos funcionários do Google são realmente chamados de "Nooglers".

  • Marketing ou Filme? Muita gente na época criticou o filme dizendo ser um comercial de duas horas do Google. Pode até ser, mas é um comercial muito bem executado e divertido.

No fim das contas, Os Estagiários é sobre não desistir quando o mundo te diz que você está obsoleto. É um filme leve, direto e ideal para aquele domingo à tarde em que você só quer deslogar um pouco dos problemas e dar umas risadas.