A Oitava Cláusula (La Octava Cláusula)

 


Sentei outro dia para rever alguns suspenses que fogem do óbvio e acabei parando em La Octava Cláusula (A Oitava Cláusula). O filme não é novo, saiu em 2022, mas tem aquela pegada de "jogo mental" que eu curto. É um suspense mexicano curto, direto ao ponto e que se passa quase todo em um único lugar.

Se você está buscando algo para assistir hoje à noite sem precisar dedicar três horas da sua vida, vale a pena entender o que rola nessa trama.

O que você precisa saber sobre La Octava Cláusula

O filme, cujo título original é exatamente La Octava Cláusula, foi lançado oficialmente no dia 29 de abril de 2022. A direção ficou por conta de Koko Stambuk, que decidiu focar menos em grandes explosões e mais no diálogo e na tensão entre os personagens.

No elenco principal, temos nomes fortes do entretenimento latino:

  • Maite Perroni (que muita gente conhece de Rebelde ou Desejo Sombrio)

  • Óscar Jaenada

  • Manuel Vega

  • Paulina Dávila

A história gira em torno de um casal, Cat e Borja, que parece ter a vida perfeita, mas, como todo bom suspense, as aparências enganam. Eles recebem uma visita inesperada e, a partir daí, um acordo nupcial bem específico — a tal oitava cláusula — vira o centro de um jogo de chantagem e segredos.

Bastidores, trilha sonora e locações

A primeira coisa que notei foi a estética. O filme foi rodado em Valle de Bravo, no México. É um lugar conhecido pelas casas de luxo cercadas por florestas, o que ajuda a criar aquele clima de isolamento necessário para um suspense de invasão ou segredos domésticos.

A trilha sonora é funcional. Ela não tenta roubar a cena, mas cumpre o papel de deixar você desconfortável nos momentos certos. No IMDb, o filme mantém uma nota modesta, por volta de 4.1/10. Eu diria que essa nota é um pouco rigorosa demais; se você gosta de narrativas que parecem peças de teatro filmadas, ele entrega o que promete.

Até o momento, o longa não acumulou grandes premiações em festivais internacionais, sendo mais focado no consumo rápido via streaming (ele foi lançado originalmente pelo Prime Video).

Algumas curiosidades sobre a produção

Sempre gosto de saber o que rolou por trás das câmeras. Aqui vão alguns pontos interessantes:

  1. Tempo recorde: O filme foi gravado em um período curtíssimo, aproveitando a dinâmica de locação única.

  2. Parceria repetida: Maite Perroni e o diretor Koko Stambuk já trabalharam juntos antes e foram um casal na vida real, o que trouxe uma química de trabalho bem específica para o set.

  3. Foco no roteiro: Por ter poucos atores e um cenário limitado, o peso do filme está totalmente nas reviravoltas do texto.

Vale a pena assistir?

Se você busca uma obra-prima que vai mudar sua vida, talvez não seja essa. Mas, se você gosta de ver como segredos de família podem implodir uma situação em poucos minutos, La Octava Cláusula é uma escolha honesta. É um filme sobre pessoas manipuladoras e como o dinheiro e os contratos podem ser usados como armas.

O ritmo é fluido e, por ser um filme curto (menos de 1h30), ele não perde tempo com enrolação. É sentar, abrir uma cerveja e observar o caos se desenrolar naquela casa de vidro.


Fogo Cruzado (Copshop)

 

Estava procurando um filme de ação que não fosse só explosão gratuita e acabei assistindo Fogo Cruzado (o original é Copshop), lançado em setembro de 2021. Se você gosta daquela pegada de suspense policial contido, onde o ambiente é pequeno e a tensão é gigante, esse aqui entrega o que promete sem enrolação.

Vou te contar o que achei e o que você precisa saber antes de dar o play, sem estragar as surpresas da trama.

A premissa de Fogo Cruzado e o clima de jogo de gato e rato

A história é direta ao ponto. Um vigarista (Frank Grillo) está fugindo de um assassino profissional (Gerard Butler) e decide que o lugar mais seguro para se esconder é dentro de uma cela de delegacia em uma cidadezinha isolada. O problema é que o matador não se dá por vencido e dá um jeito de ser preso também para terminar o serviço.

O que me prendeu no filme foi esse cenário de "panela de pressão". No meio desses dois caras perigosos, tem a policial novata Valerie Young, interpretada pela Alexis Louder, que acaba sendo o verdadeiro destaque. Ela não é a mocinha indefesa; é uma profissional tentando sobreviver a uma noite que deu muito errado.

O time por trás das câmeras e o elenco de peso

O diretor é o Joe Carnahan, que já tem experiência em filmes de ação mais crus, como A Perseguição. Ele sabe como conduzir uma narrativa onde o diálogo é tão afiado quanto os tiros. No elenco, temos:

  • Gerard Butler como Bob Viddick (o assassino).

  • Frank Grillo como Teddy Murretto (o alvo).

  • Alexis Louder como Valerie Young.

  • Toby Huss como Anthony Lamb (um personagem bizarro que rouba as cenas).

Atualmente, o filme segura uma nota 6.2 no IMDb. Pode parecer uma nota mediana para alguns, mas para o gênero de suspense policial de baixo orçamento e alta tensão, é uma avaliação bem honesta. Ele não tenta ser um épico, tenta ser um thriller eficiente, e consegue.

Trilha sonora, locações e bastidores

Um detalhe que me chamou a atenção foi a trilha sonora de Clinton Shorter. Ela tem uma pegada que lembra os filmes de ação dos anos 70, com um ritmo mais seco e funcional, sem orquestras exageradas. Combina perfeitamente com o clima árido do filme.

Embora a história se passe em Nevada, as locações de filmagem foram divididas entre Albuquerque, no Novo México, e algumas áreas na Geórgia, como Atlanta e Lithia Springs. O visual é desértico e isolado, o que ajuda a aumentar a sensação de que ninguém vai aparecer para ajudar aqueles policiais.

Sobre premiações, o filme não é o tipo que frequenta o Oscar, mas a atuação da Alexis Louder foi muito elogiada pela crítica especializada na época, sendo apontada como uma das grandes revelações de 2021.

Curiosidades que você talvez não saiba

Se você curte os detalhes de bastidores, aqui vão alguns pontos interessantes sobre Fogo Cruzado:

  1. Parceria repetida: Frank Grillo e Joe Carnahan são amigos próximos e já trabalharam juntos em vários projetos, como Boss Level.

  2. Produção de Butler: O próprio Gerard Butler ajudou a produzir o filme através da sua produtora, a G-BASE.

  3. Tensão real: O filme foi rodado durante a pandemia, o que explica o elenco reduzido e o uso de poucos cenários, algo que acabou favorecendo o clima claustrofóbico da narrativa.

  4. Título: O nome original, Copshop, é uma gíria em inglês para delegacia de polícia, o que faz muito mais sentido com o enredo do que o genérico "Fogo Cruzado".

No fim das contas, é um filme sobre escolhas ruins e pessoas perigosas em um lugar fechado. Se você quer um entretenimento sólido para o fim de semana, vale o tempo investido.