Contrato Perigoso (The Contractor)

 

Cara, se você curte aquele suspense psicológico que te deixa desconfortável sem precisar de muito esforço, Contrato Perigoso (ou The Contractor, no original) é um filme que merece sua atenção. Assisti faz pouco tempo e decidi organizar o que você precisa saber antes de dar o play.

Ele saiu em 2022 e, honestamente, entrega bem mais do que eu esperava de um filme de ação convencional.

O diretor e o peso do elenco

O filme é dirigido por Tarik Saleh, que tem uma mão muito firme para criar tensão. Ele não perde tempo com firulas. A história foca em James Harper, um cara que foi chutado dos Marines e, sem opções para sustentar a família, acaba entrando para o submundo das empresas militares privadas.

O que me prendeu mesmo foi o elenco. Chris Pine carrega o filme com uma sobriedade foda. Ele não é o herói imbatível; é um cara quebrado, tentando sobreviver. Ao lado dele, temos nomes de peso:

  • Ben Foster: Que sempre entrega atuações intensas e uma química excelente com o Pine.

  • Gillian Jacobs: Faz o papel da esposa, trazendo um pé no chão necessário para a trama.

  • Kiefer Sutherland: Aparece como o dono da empresa de segurança, com aquela voz e presença que a gente já conhece.

  • Eddie Marsan: Um ator subestimado que brilha em cada cena que aparece.

Locações e a vibe técnica do filme

Uma coisa que me chamou a atenção foram os cenários. O filme começa nos EUA, mas logo a trama se desloca para a Europa. Grande parte das filmagens rolou na Romênia (Bucareste) e na Alemanha (Berlim). Isso dá um tom frio e cinzento para a obra, o que combina perfeitamente com a sensação de isolamento do protagonista.

Sobre a trilha sonora, ela é assinada por Alex Belcher. É algo minimalista. Não espere temas heróicos; a música serve para aumentar a ansiedade e a paranoia de estar sendo caçado em um país estranho.

Atualmente, o filme segura uma nota 5.8 no IMDb. Sendo sincero? Acho que ele merecia um pouco mais. O público de massa às vezes espera um "John Wick", mas esse aqui é muito mais um "Bourne" contido e realista. Em termos de premiações, ele não chegou a levar estatuetas nos grandes circuitos, mas foi bem recebido pela crítica que gosta de thrillers de espionagem mais crus.

Algumas curiosidades que você talvez não saiba

Todo filme tem seus bastidores interessantes. No caso de Contrato Perigoso, vale notar:

  1. Reencontro: Este filme marca a volta da parceria entre Chris Pine e Ben Foster, que já tinham trabalhado juntos no excelente A Qualquer Custo (Hell or High Water).

  2. Mudança de Título: O filme chegou a ser anunciado como Violence of Action antes de optarem por The Contractor.

  3. Realismo Militar: Chris Pine passou por um treinamento intenso para que o manuseio das armas e a postura parecessem de um veterano real, evitando movimentos cinematográficos exagerados.

Vale a pena assistir hoje?

Se você busca uma narrativa direta, sem diálogos melosos ou reviravoltas impossíveis, vale sim. É um filme sobre as escolhas difíceis que um homem faz quando o sistema o descarta. Ele começa estabelecendo o drama familiar, no meio a tensão explode em uma missão que dá errado, e o fim... bom, o fim eu deixo você descobrir, mas fecha o arco de forma satisfatória sem precisar de ganchos forçados.

É o tipo de filme ideal para uma noite de tédio quando você quer algo sólido, bem atuado e que não subestima sua inteligência.


O Legado de Osíris (The Osiris Child: Science Fiction Volume One)

 

Cara, se você curte ficção científica que não tenta ser um "Star Wars" da vida, mas entrega uma estética suja e uma história pé no chão, precisa conhecer O Legado de Osiris (ou Science Fiction Volume One: The Osiris Child). Assisti faz pouco tempo e a pegada do filme me surpreendeu.

Vou te passar a visão geral do filme, sem enrolação e sem estragar as surpresas, pra você decidir se vale o seu tempo.

O que você precisa saber sobre O Legado de Osiris

O filme foi lançado em 2016 e é uma produção australiana dirigida pelo Shane Abbess. O cara tem um estilo visual bem cru, que lembra muito os clássicos dos anos 80, tipo Mad Max e Aliens. O título original é meio longo, mas entrega a ideia de que o diretor queria criar um universo expandido ali.

No elenco, a gente tem o Kellan Lutz (que muita gente conhece de Crepúsculo, mas aqui ele tá bem mais "casca grossa") e o Daniel MacPherson. A química entre os dois funciona bem: um é um ex-presidiário e o outro é um piloto militar. Eles precisam se unir em um planeta colonizado que tá virando um caos total por causa de um surto biológico.

  • Nota IMDb: 5.5/10 (Na minha opinião, merecia um 6.5 pela ambição visual).

  • Trilha Sonora: Composta pelo Brian Cachia. É bem atmosférica, ajuda a criar aquela tensão de "estamos ferrados em um planeta deserto".

Onde o filme foi gravado e os bastidores

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foram as locações. O filme foi rodado na Austrália Meridional, em lugares como Coober Pedy e Glendambo. Se você olhar o cenário, faz total sentido: é um deserto real, com aquela poeira que parece entrar na lente da câmera. Isso dá uma autenticidade que o CGI de Hollywood às vezes perde.

Sobre premiações, ele não é um "papa-Oscar", mas levou o prêmio de Melhor Diretor no Screamfest e teve indicações importantes na Austrália, principalmente pelo design de produção e efeitos visuais, que são de tirar o chapéu considerando que o orçamento não foi de centenas de milhões.

Por que vale a pena assistir

A narrativa é dividida em capítulos, o que deixa o ritmo bem fluido. Não tem aquela ladainha sentimental exagerada; o foco é na sobrevivência e no objetivo dos caras. O roteiro é direto: uma empresa poderosa fez besteira em um experimento, monstros foram soltos, e agora um pai precisa resgatar a filha antes que o planeta seja "limpo" (leia-se: explodido) pelo governo.

É um filme de ação com ficção científica que respeita a inteligência do espectador. Os monstros não são apenas bonecos de borracha, eles têm uma presença física pesada na tela.

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Se você gosta de detalhes de bastidores, aqui vão alguns pontos interessantes:

  1. Orçamento Independente: O visual parece de filme de 100 milhões de dólares, mas foi feito com uma fração disso. O segredo foi usar efeitos práticos em vez de confiar só no computador.

  2. Universo Expandido: O "Volume One" no título original era uma promessa de sequências. Infelizmente, ainda estamos esperando o Volume Two, mas o primeiro filme fecha bem a sua própria história.

  3. Visual Retrô: O diretor pediu especificamente para que as naves e equipamentos parecessem usados e velhos, fugindo daquele visual futurista limpinho e brilhante.

Se você está procurando algo rápido, com visual imponente e uma pegada de ficção científica clássica, dá uma chance pra esse aqui.