A Presença (Proximity)

 

Eu assisti a A Presença (ou Proximity, no título original) recentemente e confesso que ele me pegou de surpresa. Se você curte ficção científica que não tenta ser um "Interestelar" da vida, mas foca em uma jornada pessoal com aquele clima de mistério dos anos 80 e 90, esse filme merece sua atenção.

Aqui está uma análise direta sobre o que você vai encontrar nessa obra de 2020.

O que esperar da história de Proximity

O filme gira em torno de Isaac, um jovem cientista da NASA que, durante uma caminhada, acaba filmando o que parece ser um encontro imediato com extraterrestres. O problema não é o encontro em si, mas o que vem depois: ninguém acredita nele.

A trama foca muito mais na obsessão dele em provar que não está louco do que em batalhas espaciais épicas. É um filme de busca, de rastro e de tentar entender o nosso lugar no meio disso tudo. A narrativa é bem linear e não tenta dar nós na sua cabeça, o que eu pessoalmente agradeço de vez em quando.

Direção, elenco e aquela pegada técnica

Quem assina a direção é Eric Demeusy. Talvez o nome não te soe familiar de cara, mas o cara tem um currículo pesado em efeitos visuais (trabalhou em Stranger Things e Game of Thrones). Isso explica por que um filme de orçamento menor consegue entregar um visual tão limpo e convincente.

No elenco, temos:

  • Ryan Masson como Isaac (o protagonista que carrega o peso do filme).

  • Highdee Kuan e Christian Prentice.

No IMDb, o filme ostenta uma nota média de 4.9. Sendo bem sincero: achei a nota um pouco rigorosa demais. Ele entrega exatamente o que propõe para um "sci-fi indie". Se você entrar esperando um blockbuster de 200 milhões de dólares, vai se decepcionar, mas como uma obra autoral, ele funciona.

Trilha sonora e os cenários de isolamento

Um ponto que realmente me chamou a atenção foi a trilha sonora. Ela tem aquela pegada sintetizada que remete aos clássicos do Spielberg. Ajuda muito a criar a tensão necessária sem precisar de sustos baratos.

As locações de filmagem também foram bem escolhidas. Grande parte do filme se passa na Califórnia, usando as paisagens áridas e as estradas vazias para reforçar a sensação de isolamento do Isaac. Aqueles cenários de montanha e florestas dão o tom perfeito para quem está sendo perseguido ou procurando algo que caiu do céu.

Premiações e curiosidades de bastidores

Mesmo sendo uma produção menor, Proximity não passou em branco. Ele levou alguns prêmios em festivais de gênero, como o Dusty Film & Animation Festival e teve uma recepção interessante no circuito de ficção científica independente.

Algumas curiosidades rápidas:

  1. O diretor Eric Demeusy financiou parte do projeto e usou todo seu conhecimento em CGI para baratear os custos sem perder qualidade.

  2. O filme foi lançado em pleno 2020, o que prejudicou sua passagem pelos cinemas, indo direto para o streaming na maioria dos países.

  3. Muitas pessoas comparam o estilo visual com o cinema do início da carreira do James Cameron.

A Presença é aquele tipo de filme para ver em uma noite de terça-feira, sem pressa. Ele não vai mudar sua vida, mas vai te manter entretido e, quem sabe, te deixar olhando para o céu por uns minutos depois que os créditos subirem.


Fúria Em Alto Mar (Hunter Killer)

 

Cara, se você curte aquele tipo de filme que te deixa grudado na cadeira, com os nervos à flor da pele, precisa dar uma chance para Fúria em Alto Mar (Hunter Killer). Eu assisti recentemente e resolvi dissecar o porquê de esse longa de 2018 ainda ser uma referência quando o assunto é thriller de guerra moderno.

O que esperar de Fúria em Alto Mar

Lançado em 25 de outubro de 2018, o filme é dirigido por Donovan Marsh. A pegada aqui é um equilíbrio entre a claustrofobia de um submarino e a adrenalina de uma missão de resgate terrestre. A história foca no capitão Joe Glass, um cara que não seguiu o caminho tradicional da Marinha e acaba liderando uma missão absurda: resgatar o presidente russo de um golpe de estado para evitar a Terceira Guerra Mundial.


No elenco, temos nomes de peso que entregam exatamente o que o gênero pede:

  • Gerard Butler como o capitão Joe Glass.

  • Gary Oldman sendo o Gary Oldman (sempre impecável).

  • Common e o saudoso Michael Nyqvist, que faz um contra-ponto excelente como um capitão russo.

Produção, Notas e Bastidores

Se você é do time que olha o termômetro da crítica antes de dar o play, o filme sustenta uma nota 6.6 no IMDb. Pode parecer uma nota "ok", mas para o gênero de ação, é um sinal de que ele entrega o entretenimento que promete sem enrolação.

Embora não tenha levado estatuetas do Oscar (convenhamos, não é o foco aqui), o filme é elogiado pela parte técnica. A trilha sonora, composta por Trevor Morris, ajuda muito a ditar o ritmo de tensão constante, especialmente nas cenas de "silêncio total" no fundo do mar.

As locações de filmagem foram variadas, mas muito do visual cinzento e gélido que vemos na tela vem de filmagens feitas na Bulgária e em bases navais no Reino Unido. O realismo dos cenários ajuda a vender a ideia de que o perigo é real.

Curiosidades que valem o destaque

Eu gosto de saber o que rolou por trás das câmeras, e Fúria em Alto Mar tem uns pontos interessantes:

  1. Imersão Real: Gerard Butler passou três dias em um submarino real da Marinha dos EUA para entender como a tripulação se comporta. Ele queria evitar aquele clichê de "capitão de filme".

  2. Homenagem: Este foi um dos últimos filmes de Michael Nyqvist antes de sua morte, e o filme é dedicado a ele.

  3. Apoio Militar: A Marinha dos EUA colaborou bastante com a produção para garantir que os termos técnicos e o visual dos submarinos fossem os mais precisos possíveis.

Por que você deveria assistir hoje?

Muita gente deixa passar esse título achando que é "só mais um de submarino", mas a dinâmica de diplomacia forçada entre os capitães americano e russo é o grande trunfo. É um filme direto, seco, sem sentimentalismo barato, focado em estratégia e nervos de aço.

Se você quer uma experiência de cinema que não te trata como criança e entrega sequências de ação bem orquestradas, vai sem medo.