O Som do Silêncio (Sound of Metal)

 

Assisti a O Som do Silêncio (Sound of Metal) recentemente e, olha, o filme entrega exatamente o que promete, mas de um jeito que eu não esperava. Não é aquele drama meloso de superação que a gente costuma ver por aí. É um soco no estômago sobre perda, identidade e a dificuldade de aceitar o novo "normal".

Se você está procurando entender por que esse filme causou tanto barulho — com o perdão do trocadilho — nas premiações e no streaming, preparei um resumo direto ao ponto.

O enredo e a ficha técnica de Sound of Metal

A história gira em torno de Ruben, um baterista de metal e ex-dependente químico que, do dia para a noite, perde a audição. O cara vive em uma van com a namorada, Lou, e o sustento deles vem da música. Quando o silêncio chega, o mundo dele desaba.

Aqui estão os dados brutos para quem gosta de números:

  • Título Original: Sound of Metal

  • Lançamento: Chegou com força no final de 2019 (festivais) e estourou no Prime Video em 2020.

  • Direção: Darius Marder.

  • Elenco: Riz Ahmed (brutal no papel), Olivia Cooke e Paul Raci.

  • Nota IMDb: 7.7/10.

Por que o design de som é o verdadeiro protagonista

Muita gente foca só na atuação, mas o que o diretor Darius Marder fez aqui com a trilha sonora e a edição de som é fora de série. O filme te coloca dentro da cabeça do Ruben. Quando ele ouve sons distorcidos ou abafados, você ouve também. Quando ele fica no silêncio absoluto, a sala da sua casa também fica.

Não é só uma trilha com músicas de metal no início; é uma experiência sensorial. Esse trabalho foi tão bem feito que o filme levou o Oscar de Melhor Som e Melhor Edição, além de várias outras indicações, inclusive a de Melhor Ator para o Riz Ahmed.

Locações e a imersão na comunidade surda

O filme foi rodado em grande parte em Massachusetts, nos EUA, e o clima é bem cru, sem filtros bonitos de Hollywood. Uma curiosidade interessante é que boa parte do elenco de apoio é realmente da comunidade surda.

O diretor não queria atores fingindo; ele queria autenticidade. Isso muda completamente o tom das cenas na casa de apoio onde Ruben vai morar. Você sente que está observando uma cultura real, com regras e linguagens próprias, e não apenas um cenário montado.

Curiosidades que você precisa saber

Para quem curte os bastidores, O Som do Silêncio tem alguns detalhes que mostram o nível de entrega da equipe:

  • Imersão total: O ator Riz Ahmed passou sete meses aprendendo a tocar bateria e a Língua Americana de Sinais (ASL). Ele não usou dublês nessas partes.

  • Sem truques: Para simular a perda auditiva, o ator usava dispositivos no ouvido que emitiam ruídos brancos ou bloqueavam sons externos, para que ele realmente não conseguisse ouvir os outros atores durante as gravações.

  • Roteiro antigo: O projeto levou quase dez anos para sair do papel.

No fim das contas, o filme é sobre o esforço de ficar parado em silêncio quando tudo dentro de você quer gritar e correr. É um filme "seco", mas muito honesto. Se você ainda não viu, vale cada minuto, nem que seja para valorizar o som dos passarinhos amanhã cedo.


A Missão (The Assignment)

 



Vou te mandar a real sobre A Missão (ou The Assignment), aquele filme de 2016 que divide opiniões, mas que entrega uma premissa, no mínimo, curiosa. Se você curte um bom filme de ação com uma pegada noir e não tem frescura com tramas meio fora da caixa, vale a pena entender o que rola aqui.

O que você precisa saber sobre A Missão (2016)

O filme, cujo título original é The Assignment (também conhecido por aí como Tomboy), chegou aos cinemas em setembro de 2016. A direção ficou nas mãos de Walter Hill, um cara que já é veterano no gênero de ação.

A história gira em torno de Frank Kitchen, interpretado pela Michelle Rodriguez. Kitchen é um matador de aluguel que acaba caindo em uma cilada armada por uma cirurgiã brilhante e meio perturbada, vivida pela Sigourney Weaver. O elenco ainda conta com Tony Shalhoub e Anthony LaPaglia, fechando um time de peso que sustenta bem a narrativa.

A trama e a nota no IMDB

Sem entregar o ouro e estragar a sua experiência, a pegada é a seguinte: Frank Kitchen acorda e descobre que passou por uma cirurgia de redesignação sexual forçada. É aí que o bicho pega. O filme vira uma busca frenética por quem fez isso e, claro, o acerto de contas.

Se a gente olhar para a recepção do público, o filme tem uma nota 4.6 no IMDB. É uma média baixa, eu sei, mas tem um detalhe: muita gente avaliou o filme pelo tema polêmico e não pela execução técnica. Como um "exploitation movie" moderno, ele entrega exatamente o que promete: ação seca, diálogos diretos e aquela estética de quadrinhos.

Detalhes técnicos e prêmios:

  • Diretor: Walter Hill

  • Trilha Sonora: A música é assinada por Giorgio Moroder e Raney Shockne. Tem aquele sintetizador que dita o ritmo tenso das cenas.

  • Locações: Grande parte das filmagens rolou em Vancouver, no Canadá, que serviu perfeitamente para o clima urbano e sombrio da história.

  • Premiações: Não foi um filme de levar estatuetas para casa em grandes festivais, mas marcou presença em seleções como o Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF).

Por que Michelle Rodriguez aceitou o papel?

Uma das maiores curiosidades de Vingança é a transformação da Michelle Rodriguez. Ela passou horas na cadeira de maquiagem para convencer como a versão masculina de Frank Kitchen antes da cirurgia. Ela comentou em entrevistas que o desafio de interpretar um homem — e depois uma mulher com mente de homem — foi o que a atraiu para o projeto.

O filme usa transições que lembram páginas de HQs, o que ajuda a dar um tom menos realista e mais "fantasia de vingança". É um estilo que Walter Hill domina bem e que ajuda a engolir as partes mais improváveis do roteiro.

Vale a pena assistir hoje em dia?

Se você busca um filme profundo, com lições de vida e debates sociológicos complexos, talvez esse não seja o seu número. Agora, se você quer ver um filme de ação "direto ao ponto", com uma premissa que parece saída de um gibi antigo e atuações de atrizes que sabem o que estão fazendo, dá o play.

The Assignment é bruto, não pede desculpas pelo que é e cumpre o papel de entretenimento para uma noite de tédio. Não é uma obra-prima, mas tem personalidade.