Em Guerra Com o Vovô (The War with Grandpa)

 

Se você está procurando um filme leve para passar o tempo sem ter que fritar o cérebro, Em Guerra com o Vovô (The War with Grandpa) é uma escolha honesta. Assisti ao filme recentemente e, olha, a premissa é aquela clássica disputa territorial que todo mundo que já teve que dividir quarto entende bem.

Vou te contar o que achei e passar os detalhes técnicos que importam se você está pensando em dar o play.

O enredo e o time por trás das câmeras

O filme, dirigido por Tim Hill, conta a história do jovem Peter, que é forçado a ceder seu quarto para o avô, Ed, interpretado pelo mestre Robert De Niro. O garoto não aceita a "derrota" e declara guerra total para recuperar seu território.

Lançado oficialmente em 2020 (chegando ao Brasil um pouco depois), o longa foca muito mais na comédia física e nas pegadinhas do que em grandes dramas existenciais. É o tipo de produção feita para sentar no sofá e relaxar.

  • Título Original: The War with Grandpa

  • Direção: Tim Hill

  • Nota no IMDb: 5.9/10

Elenco de peso em uma comédia despretensiosa

O que realmente chama a atenção aqui é o elenco. Ver o Robert De Niro saindo de papéis densos de máfia para apanhar de uma criança é, no mínimo, curioso. Além dele, temos a Uma Thurman, que faz a mãe do Peter, e o Christopher Walken, que aparece para dar aquele toque de excentricidade que só ele consegue.

A dinâmica entre eles funciona bem. Não espere atuações de Oscar, mas a química entre os veteranos é o ponto alto. Eles parecem estar se divertindo de verdade no set, e isso passa para quem está assistindo.

Tabela Técnica do Filme

CategoriaDetalhes
Atores PrincipaisRobert De Niro, Uma Thurman, Christopher Walken, Oakes Fegley
LocaçõesAtlanta, Geórgia (EUA)
Trilha SonoraChristopher Lennertz
PremiaçõesVenceu o BMI Film & TV Awards pela trilha sonora

Bastidores, trilha e curiosidades

A trilha sonora do Christopher Lennertz cumpre o papel de ditar o ritmo das travessuras. É aquela música que sobe nos momentos de "conflito" e desce quando o clima fica mais familiar. Sobre as filmagens, o longa foi rodado quase todo em Atlanta, o que já virou padrão para produções desse tamanho nos Estados Unidos.

Uma curiosidade interessante é que o filme é baseado em um livro homônimo de Robert Kimmel Smith. Além disso, a produção ficou "na gaveta" por um tempo devido a problemas com a distribuidora original, o que explica por que ele demorou um pouco mais para ver a luz do dia.

Vale a pena assistir?

Minha opinião direta: se você gosta de comédias no estilo Esqueceram de Mim, mas com um toque de conflito geracional, vale o tempo. Ele entrega exatamente o que promete: uma guerra de pegadinhas inofensivas. Não vai mudar sua vida, mas vai te arrancar algumas risadas honestas.

O filme não foca em sentimentalismo barato, o que eu pessoalmente prefiro. É mais sobre a estratégia da "guerra" e o respeito mútuo que nasce da teimosia de dois caras de idades diferentes.


Entre Facas e Segredos (Knives Out)

 

Se você curte aquele estilo clássico de mistério — tipo o que a Agatha Christie fazia, mas com um pé no presente — Entre Facas e Segredos (Knives Out) é parada obrigatória. Assisti ao filme e a sensação é de estar jogando uma partida de detetive de alto nível, onde todo mundo é suspeito e ninguém presta muito.

Vou te passar a visão geral dessa obra sem entregar o ouro, focando no que faz o filme ser esse fenômeno de crítica e público.

O mestre por trás do tabuleiro e o elenco de peso

O filme foi lançado em 2019 e quem segura a batuta é o diretor Rian Johnson. Ele conseguiu fazer algo raro: pegar um gênero que parecia meio cansado e dar uma cara totalmente nova, cheia de humor ácido e críticas sociais bem diretas.

O elenco é um absurdo. Você tem o Daniel Craig encarnando o detetive Benoit Blanc — com um sotaque do sul dos EUA que é um show à parte — tentando desvendar a morte do patriarca Harlan Thrombey, interpretado pelo veterano Christopher Plummer. No meio da confusão, aparecem figuras como Chris Evans, Ana de Armas, Jamie Lee Curtis e Toni Collette. É gente do primeiro escalão de Hollywood entregando atuações que convencem qualquer um.

O clima visual e a trilha que dita o tom

Uma coisa que me chamou atenção foi o cenário. O filme foi rodado em locações reais em Massachusetts, nos Estados Unidos. A mansão onde tudo acontece, a Ames Mansion, é praticamente um personagem. Ela é cheia de detalhes, passagens escondidas e, claro, muitas facas.

A trilha sonora, composta por Nathan Johnson, ajuda a manter aquela tensão constante, mas sem ser apelativa. Ela acompanha o ritmo frenético das descobertas. No IMDb, o filme ostenta uma nota 7.9, o que é bem alto para o gênero, mostrando que a galera realmente comprou a ideia.

Premiações e o reconhecimento da crítica

Não foi só o público que gostou. O filme acumulou várias indicações e vitórias importantes:

  • Oscar: Indicado a Melhor Roteiro Original.

  • Globo de Ouro: Indicações de Melhor Filme (Comédia ou Musical), Melhor Ator (Craig) e Melhor Atriz (Ana de Armas).

  • BAFTA: Também garantiu indicação pelo roteiro afiado.

Isso prova que, por trás das piadas e da correria, existe uma estrutura de texto muito sólida. O roteiro é um relógio suíço: cada peça que aparece no começo faz sentido total no final.

Curiosidades que você precisa saber

Para quem gosta de detalhes de bastidores, aqui vão alguns pontos interessantes que pesquisei sobre a produção:

  1. Orçamento vs Lucro: O filme custou cerca de 40 milhões de dólares e faturou mais de 310 milhões. Um sucesso comercial absurdo que garantiu as sequências.

  2. O Cão de Guarda: A personagem de Ana de Armas tem uma reação biológica a mentiras que é um dos pontos mais geniais e engraçados do roteiro.

  3. O figurino de Chris Evans: O suéter de lã que o personagem Ransom usa virou uma febre na internet na época do lançamento, esgotando em várias lojas.

Se você ainda não viu, vale cada minuto. É um filme inteligente, rápido e que não te trata como idiota. É entretenimento puro, mas com substância.