Departamento Q: Em Busca de Vingança (Journal 64)

 

Se você curte um bom suspense policial, daqueles que não perdem tempo com firulas, precisa conhecer Departamento Q: Em Busca de Vingança. Eu assisti recentemente e o que me chamou a atenção foi como ele consegue ser seco e direto, sem aquela enrolação típica de Hollywood. O filme, cujo título original é Journal 64, é o quarto capítulo da série baseada nos livros de Jussi Adler-Olsen e, na minha opinião, fecha um ciclo muito bem amarrado entre os protagonistas Carl Mørck e Assad.

Neste texto, vou te contar por que esse longa dinamarquês merece sua atenção, passando pelos detalhes técnicos e algumas curiosidades de bastidores, sem entregar nada que estrague sua experiência.

O que faz esse caso ser diferente dos outros

A história começa com uma descoberta macabra: três corpos mumificados sentados em volta de uma mesa em um apartamento antigo em Copenhague. Tem um quarto lugar vazio esperando por alguém. É o tipo de premissa que já te prende logo de cara. O detetive Carl Mørck, que é aquele cara turrão e de poucas palavras, e seu parceiro Assad, que traz um equilíbrio necessário para a dupla, precisam descobrir quem eram aquelas pessoas e por que foram deixadas ali.

O clima do filme é pesado, mas não de um jeito apelativo. Ele lida com temas reais e sombrios da história dinamarquesa, especificamente sobre o que acontecia em instituições para mulheres "promíscuas" na ilha de Sprogø. É um suspense que te faz pensar sobre o quanto o passado pode ser cruel e como algumas pessoas se acham no direito de decidir o destino de outras.

Quem está no comando e o elenco de peso

O filme foi lançado em outubro de 2018 e traz uma troca na direção. Quem assume o leme desta vez é Christoffer Boe, que deu um toque um pouco mais estético e moderno para a franquia, sem perder a essência sombria que a gente já esperava.

No elenco, temos a química já consolidada entre:

  • Nikolaj Lie Kaas como Carl Mørck.

  • Fares Fares como Assad.

  • Johanne Louise Schmidt como Rose.

Eles interpretam esses personagens há anos, então a entrega é muito natural. Você acredita que aqueles caras trabalham juntos em um porão úmido há uma década.

A atmosfera sonora e as locações reais

Um ponto que me agrada muito em suspenses escandinavos é como eles usam o cenário para contar a história. Grande parte das filmagens aconteceu em Copenhague, mas também houve gravações na Alemanha, em Hamburgo e na região de Schleswig-Holstein. A frieza das paisagens combina perfeitamente com a trilha sonora composta por Mikkel Maltha e Anthony Lledo.

A música não tenta te assustar com barulhos repentinos. Ela é constante, tensa e minimalista. É o tipo de som que te deixa desconfortável sem que você perceba exatamente o porquê.

Números, prêmios e curiosidades de bastidores

Para quem gosta de validar a escolha do filme pelas notas, o longa não decepciona. No IMDb, ele mantém uma média sólida de 7.4, o que é bem alto para o gênero. Além disso, foi um sucesso absoluto de bilheteria na Dinamarca, tornando-se um dos filmes nacionais mais vistos da história do país.

Aqui vão alguns detalhes interessantes sobre a produção:

InformaçãoDetalhe
Título OriginalJournal 64
Data de Lançamento4 de outubro de 2018
Principais PrêmiosVenceu o Robert Award (o Oscar dinamarquês) na categoria de Escolha do Público
GêneroSuspense / Policial

Algumas curiosidades rápidas:

  • Este foi o último filme do Departamento Q com este elenco específico de atores, o que traz um peso de despedida para quem acompanha a série desde o primeiro, A Mulher na Gaiola.

  • O local citado no filme, a ilha de Sprogø, realmente existiu e serviu como um sanatório para mulheres entre 1923 e 1961, o que dá uma camada de realidade bem perturbadora para a trama.

  • O autor dos livros, Jussi Adler-Olsen, teve algumas divergências criativas com a produtora ao longo dos anos, o que levou a mudanças nos direitos de filmagem para os livros seguintes.

Se você está procurando um filme que respeita sua inteligência e entrega uma trama policial sólida, Departamento Q: Em Busca de Vingança é uma escolha sem erro. É direto ao ponto, bem atuado e visualmente impecável.


O Hóspede Penetra (Guest House)

 

Cara, se você está procurando uma comédia para passar o tempo sem ter que fritar o cérebro com tramas complexas, O Hóspede Penetra (2020) pode ser uma escolha interessante. Eu vi o filme recentemente e resolvi organizar o que você precisa saber antes de dar o play. O título original é The Guest House e ele entrega exatamente o que o gênero de "comédia de erro" costuma prometer: confusão, situações absurdas e aquele clima de festa que foge do controle.

O que esperar da história de The Guest House

A premissa é direta ao ponto. Um casal jovem, interpretado por Mike Castle e Aimee Teegarden, finalmente encontra a casa dos sonhos. O problema é que o imóvel vem com um "brinde" nada agradável: um cara que mora na casa de hóspedes e não tem a menor intenção de sair de lá.

Eu achei a dinâmica curiosa porque não foca apenas na briga pela posse do lugar, mas em como esse intruso consegue desestabilizar a vida certinha dos novos proprietários. É aquele tipo de filme que você assiste para relaxar no fim de semana, com uma narrativa fluida que não tenta ser nada além de um passatempo honesto. O diretor, Sam Macaroni, que também assina o roteiro, claramente quis resgatar aquela vibe de comédias dos anos 90 e início dos 2000.

O elenco e a mão do diretor Sam Macaroni

O grande destaque aqui é o Pauly Shore. Se você viveu os anos 90, sabe que ele era o rosto de várias comédias desse tipo. Em O Hóspede Penetra, ele interpreta o tal "penetra" e carrega o filme com o estilo dele de sempre. Além dele, temos o Billy Zane e uma participação do Steve-O, o que já dá uma dica do nível de loucura que as cenas podem atingir.

O Sam Macaroni, o diretor, tem um histórico bem ligado ao mundo digital e de efeitos visuais, então o filme tem um ritmo visual bem dinâmico. Foi lançado oficialmente em 4 de setembro de 2020 e, embora não tenha levado grandes premiações para casa (o que é comum para o gênero), ele cumpre o papel de entretenimento descompromissado.

Bastidores: Locações, trilha e curiosidades

Uma coisa que eu sempre reparo são os cenários. O filme foi rodado na Califórnia, nos Estados Unidos, o que garante aquela estética ensolarada de mansões luxuosas e gramados perfeitos. Isso ajuda muito a criar o contraste quando a bagunça começa.

Sobre a trilha sonora, ela segue a linha das festas universitárias americanas, com batidas de hip-hop e rock leve que ditam o ritmo das cenas de caos.

Algumas curiosidades rápidas que notei:

  • O diretor Sam Macaroni é conhecido por trabalhar com dublês e realidade virtual, o que explica a coordenação de algumas cenas mais físicas.

  • O Steve-O faz o que sabe fazer de melhor: causa impacto em pouco tempo de tela.

  • A química entre os protagonistas funciona bem para sustentar o lado "sério" da história enquanto o Pauly Shore faz o circo pegar fogo.

Ficha técnica e aquela nota do IMDb

Se você é do tipo que decide o que assistir baseando-se em avaliações, aqui vai o pé no chão. A nota no IMDb gira em torno de 4.5, o que reflete bem a divisão do público. Não é um filme que vai mudar sua vida ou ganhar um Oscar, mas se você gosta de comédias escrachadas, essa nota acaba sendo secundária.

InformaçãoDetalhe
Título OriginalThe Guest House
Lançamento2020
DiretorSam Macaroni
GêneroComédia
Classificação16-18 anos (dependendo da região)

No fim das contas, O Hóspede Penetra é sobre a perda de controle. É o tipo de filme que eu recomendo se você quer dar umas risadas com situações exageradas sem se preocupar com verossimilhança.