A Justiceira (Peppermint)

 

Se você curte aquele tipo de filme onde o sistema falha e alguém decide resolver as coisas com as próprias mãos, A Justiceira (Peppermint) é um prato cheio. Assisti faz pouco tempo e, olha, é um soco no estômago. O filme não perde muito tempo com firulas; ele vai direto ao ponto, mostrando que a vingança é um caminho sem volta, mas, às vezes, o único que sobra.

Do que se trata Peppermint e quem está por trás das câmeras

O título original é Peppermint, e o filme chegou aos cinemas em 2018. A direção ficou por conta do Pierre Morel, o mesmo cara que dirigiu Busca Implacável. Se você conhece o estilo dele, já sabe o que esperar: ação seca, cortes rápidos e uma sensação de urgência constante.

A trama foca em Riley North, interpretada por Jennifer Garner. Ela entrega uma performance física absurda, bem longe daquela imagem de comédia romântica que muita gente tem dela. No elenco, ainda temos nomes como John Ortiz e Juan Pablo Raba, que fazem o contraponto necessário nessa caçada urbana. No IMDb, o filme segura uma nota 6.5, o que eu considero justo para uma obra que foca no entretenimento puro e duro.

Trilha sonora e as locações que dão o tom do filme

Um ponto que ajuda a manter a tensão lá no alto é a trilha sonora. O compositor Simon Franglen conseguiu criar uma atmosfera pesada, sem ser barulhenta demais. É aquele som que te deixa alerta, sabe? Combina perfeitamente com o cenário.

Por falar em cenário, o filme foi rodado em Los Angeles, na Califórnia. Mas esqueça aquela LA de Hollywood e do glamour. As filmagens focaram em bairros mais áridos e industriais, o que ajuda a passar a sensação de uma cidade que esqueceu seus cidadãos comuns. É um ambiente cinza, que combina com o estado de espírito da protagonista.

Curiosidades e os bastidores dessa vingança

O que eu achei mais interessante pesquisando sobre o filme foram os detalhes da produção. Muita gente não sabe, mas:

  • Treinamento intensivo: Jennifer Garner não usou dublês na maioria das cenas. Ela treinou pesado em artes marciais e táticas de tiro por meses.

  • O nome original: Peppermint (Hortelã) parece um nome doce, mas no filme ele tem um significado trágico ligado à última memória da filha da protagonista.

  • Premiações: O filme não é exatamente um "queridinho" do Oscar, mas rendeu indicações no Teen Choice Awards e no Alliance of Women Film Journalists, focando muito na força da Garner como heroína de ação.

Vale a pena assistir?

Se você busca uma narrativa densa, sem muito espaço para sentimentalismo barato, a resposta é sim. O filme começa estabelecendo a perda, passa por um meio onde vemos a transformação física e mental da Riley, e termina de um jeito que faz você questionar quem são os verdadeiros vilões da história.

É um filme sobre consequências. Não tem heróis perfeitos aqui, só pessoas levadas ao limite. É o tipo de cinema direto, que entrega o que promete sem tentar ser mais complexo do que precisa.


Instinto Secreto (Mr. Brooks)

 

Cara, se você curte aquele tipo de suspense que te deixa desconfortável mas sem conseguir desviar o olho, precisa colocar Instinto Secreto na sua lista. O título original é Mr. Brooks, e o filme entrega exatamente o que promete: um mergulho na mente de alguém que parece perfeito por fora, mas carrega um "passageiro sombrio" bem pesado.

Vou te contar por que esse filme de 2007 ainda é uma referência no gênero, sem estragar as surpresas da trama.

O diretor e o elenco de peso

Para começar, a direção ficou nas mãos de Bruce A. Evans. Ele conseguiu transformar o que poderia ser só mais um filme de crime em um estudo de personagem bem detalhado.

O protagonista, Earl Brooks, é interpretado pelo Kevin Costner. Esqueça aquele herói clássico; aqui ele é um empresário de sucesso e "Homem do Ano" que esconde um vício em matar. Mas o ponto alto é a dinâmica dele com o Marshall, vivido pelo William Hurt. O Marshall é como uma manifestação da consciência (ou falta dela) do Brooks, e os dois juntos dão um show de atuação. Ainda temos a Demi Moore como a detetive que está na cola dele e um jovem Dane Cook fazendo um papel bem diferente do que ele costumava entregar na comédia.

Trilha sonora e as locações que ditam o tom

O clima do filme é muito favorecido pela ambientação. Ele foi filmado principalmente em Portland, Oregon, e em algumas locações na Louisiana. O cinza e a chuva de Portland ajudam a criar aquela sensação de isolamento e frieza que o personagem exige.

Já a trilha sonora, composta por Ramin Djawadi (sim, o mesmo cara que anos depois faria a música de Game of Thrones), é minimalista e cirúrgica. Ela não tenta te assustar com barulhos repentinos; ela cria uma tensão constante que vai subindo conforme o Brooks tenta manter sua vida dupla sob controle.

Recepção, notas e premiações

No IMDb, o filme mantém uma nota sólida de 7.3, o que é um ótimo sinal para um suspense psicológico dessa época. Embora não tenha sido um "papa-prêmios" no Oscar, ele foi muito bem recebido pela crítica especializada pelo roteiro inteligente e pela coragem de colocar um assassino como protagonista sem tentar torná-lo um herói. Kevin Costner e William Hurt receberam elogios rasgados pela química em cena.

Ficha Técnica Rápida

CategoriaDetalhes
Título OriginalMr. Brooks
Data de Lançamento1 de junho de 2007
GêneroSuspense / Crime
Duração120 minutos

Algumas curiosidades que você talvez não saiba

Existem alguns detalhes nos bastidores que deixam a experiência de assistir ainda melhor:

  • Ideia de Trilogia: Originalmente, a ideia do diretor era que Instinto Secreto fosse o primeiro de uma trilogia, mas os filmes seguintes acabaram não saindo do papel.

  • O Método Brooks: O personagem frequenta reuniões de Alcoólicos Anônimos para tentar controlar seu vício em matar, tratando o impulso como uma dependência química real.

  • Preparação: Kevin Costner se interessou pelo papel justamente por ser o oposto da imagem de "bom moço" que ele cultivou por décadas em Hollywood.

Se você está atrás de um filme que foge do óbvio e foca mais no psicológico do que no sangue gratuito, Instinto Secreto é a escolha certa. É um roteiro enxuto, direto ao ponto e que te faz pensar até onde vai a máscara de sanidade das pessoas.