Noé (Noah)

 

Fala, tudo certo? Estava aqui lembrando de Noé (Noah), aquele épico de 2014 que dividiu muita gente na época. Se você curte cinema que foge do óbvio, vale a pena dar uma olhada no que o Darren Aronofsky fez com essa história bíblica.

Preparei um resumo direto ao ponto para você entender por que esse filme ainda gera debate e o que ele entrega tecnicamente.

O que esperar da visão de Darren Aronofsky

Eu sempre acompanhei o trabalho do Aronofsky e sabia que ele não entregaria uma "história de ninar" sobre a arca. Lançado em 28 de março de 2014, o filme traz uma pegada muito mais crua e visceral. O título original é apenas Noah, e a trama foca no peso psicológico de um homem que acredita ter recebido uma missão divina para limpar o mundo.

Diferente de outras versões, aqui o clima é pesado. A trilha sonora do Clint Mansell ajuda muito a criar essa tensão constante. Não é apenas um filme sobre animais em um barco, é um drama sobre sobrevivência e dilemas morais levados ao extremo.

O elenco e a nota no IMDB

O elenco é pesado, não tem como negar. Russell Crowe carrega o filme nas costas com uma atuação sólida e menos heroica do que a gente imagina. Além dele, temos:

  • Jennifer Connelly (Naameh)

  • Anthony Hopkins (Matusalém)

  • Emma Watson (Ila)

  • Logan Lerman (Ham)

No IMDB, a nota atual gira em torno de 5.8. Eu sei, parece baixo, mas isso aconteceu muito pela expectativa do público religioso, que esperava uma fidelidade literal ao texto bíblico, enquanto o diretor optou por uma abordagem mais fantasiosa e sombria. Se você separar a obra da religião, a experiência cresce bastante.

Onde o filme foi gravado e os bastidores

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o visual. Grande parte das locações de filmagem foi na Islândia. Aquelas paisagens vulcânicas e desoladas combinam perfeitamente com a ideia de um mundo pré-diluviano que está "morrendo".

Sobre premiações, o filme não foi um fenômeno no Oscar, mas recebeu indicações importantes no Globo de Ouro (pela música original "Mercy Is") e em diversas categorias técnicas de efeitos visuais e figurino em premiações da crítica. O trabalho visual, inclusive na criação da arca (que foi construída em tamanho real em Nova York), é impecável.

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Sempre gosto de saber o que rolou por trás das câmeras. Aqui vão alguns pontos interessantes:

  • Sem animais reais: Aronofsky decidiu não usar nenhum animal de verdade. Tudo o que você vê entrando na arca foi criado por computação gráfica para dar um ar mais "ancestral" às espécies.

  • Dieta vegana: O diretor proibiu garrafas plásticas de água no set e incentivou uma pegada mais sustentável durante as gravações, o que gerou um cansaço real na equipe, ajudando no clima de exaustão do filme.

  • A Arca gigante: Eles seguiram as medidas bíblicas para construir a estrutura no set, e o resultado ficou tão imponente que virou atração turística local antes de ser desmontada.

No fim das contas, Noé é um filme sobre escolhas difíceis. Se você gosta de produções com visual épico e discussões existenciais, é uma escolha segura para o seu próximo final de semana.


Fúria Incontrolável (Unhinged)

 

Cara, se tem um filme que consegue colocar qualquer um sentado na beira do sofá com o coração acelerado, esse filme é Fúria Incontrolável (Unhinged). Sabe aqueles dias em que tudo dá errado e você só quer chegar em casa, mas o trânsito resolve testar sua sanidade? Pois é. Eu assisti a esse longa recentemente e, vou te falar, a sensação de desconforto é real.

O filme não perde tempo com firulas. É uma porrada seca, direta e que faz a gente repensar duas vezes antes de dar uma buzinada mais forte no sinal verde.

O diretor e o peso de Russell Crowe no elenco

O filme foi lançado em 2020 e tem a direção de Derrick Borte. Mas, sendo bem sincero, quem carrega o piano aqui é o Russell Crowe. Esqueça aquele herói de Gladiador. Aqui, ele interpreta um homem que simplesmente quebrou. Ele é a personificação do caos urbano.

No elenco, também temos a Caren Pistorius, que faz o papel da Rachel, a motorista que comete o erro de cruzar o caminho dele, e o jovem Gabriel Bateman. A dinâmica entre eles é puro instinto de sobrevivência.

  • Título Original: Unhinged

  • Nota IMDb: 6.0/10 (uma nota honesta para um thriller de perseguição).

  • Locações: Foi rodado principalmente em Kenner e Nova Orleans, na Louisiana, o que ajuda a passar aquele clima de cidade quente e abafada onde os nervos estão à flor da pele.

Do que se trata a história (sem spoilers)

A trama é simples: um desentendimento bobo no trânsito. Rachel está atrasada, o trânsito está um inferno e ela acaba buzinando para o cara errado. O personagem do Crowe, que já não tem nada a perder, decide que vai dar uma "lição" nela.

O que se segue é uma caçada psicológica e física. O cara é um trator. Ele não quer apenas bater o carro; ele quer destruir a vida dela sistematicamente. O roteiro é enxuto e foca no ritmo. Não espere grandes diálogos filosóficos, o foco aqui é a tensão constante e o medo do que um homem sem limites é capaz de fazer.

Trilha sonora e o clima de tensão

A trilha sonora, composta por David Buckley, faz um trabalho silencioso, mas eficiente. Ela não tenta ser épica, ela tenta ser incômoda. São sons industriais e batidas que acompanham a aceleração dos carros.

Um detalhe interessante é o uso da música nos créditos iniciais, que já prepara o espectador para o colapso da sociedade moderna. É aquele tipo de som que te deixa em alerta antes mesmo da primeira cena de ação começar.

Curiosidades e por que você deveria assistir

Uma das coisas mais legais de saber é que o Russell Crowe ganhou bastante peso e mudou totalmente sua postura para o papel. Ele queria parecer alguém comum, mas fisicamente intimidador.

  • Premiações: Não é um filme de Oscar, mas foi uma das primeiras grandes estreias nos cinemas após o fechamento da pandemia, o que deu a ele um destaque enorme na época.

  • Curiosidade: O roteirista Carl Ellsworth é o mesmo de Voo Noturno, então ele entende bem como criar suspense em espaços confinados.

Se você gosta de filmes que vão direto ao ponto, com uma narrativa masculina mais "pé no chão" e bruta, Fúria Incontrolável é uma escolha sólida. É um lembrete violento de que, às vezes, o maior perigo não é um monstro ou um vilão de quadrinhos, mas o cara do carro ao lado que simplesmente teve um dia ruim demais.