Hitch: Conselheiro Amoroso (Hitch)

 

Se você já sentiu que precisava de um empurrãozinho para entender a "ciência" da conquista, provavelmente já cruzou com Hitch: Conselheiro Amoroso. Eu revi o filme recentemente e, olha, mesmo anos depois, a lógica do cara ainda faz sentido em vários pontos.

Preparei um resumo direto sobre essa produção que se tornou um clássico moderno das comédias românticas, mas sem aquele papo meloso demais.

O que você precisa saber sobre Hitch

O título original é Hitch, e o filme chegou aos cinemas em 11 de fevereiro de 2005. A direção ficou por conta de Andy Tennant, que conseguiu equilibrar bem o humor com aquela vibe de Nova York que a gente vê em fotos de revista. No papel principal, temos Will Smith como Alex "Hitch" Hitchens, um consultor de relacionamentos que ajuda caras comuns a conquistarem as mulheres dos seus sonhos.

O elenco ainda traz Kevin James como o atrapalhado Albert Brennaman — que rende as melhores cenas de humor — e Eva Mendes como Sara Melas, uma jornalista que não acredita muito nessa história de "fórmulas" para o amor. No IMDb, o filme mantém uma nota sólida de 6.6, o que é bem honesto para o gênero.

Bastidores, trilha sonora e locações

Uma coisa que sempre me chamou a atenção nesse filme é como ele usa Nova York como cenário. Não é só estúdio; você sente a cidade. As filmagens passaram por lugares icônicos como o Madison Square Park, o Ziegfeld Theatre e várias ruas do Soho.

A trilha sonora também é um ponto alto. Ela tem aquele ritmo que te deixa animado, misturando R&B, Funk e Pop. Músicas como "1 Thing" da Amerie e "Yeah!" do Usher dão o tom das cenas mais dinâmicas, enquanto clássicos como "This Will Be (An Everlasting Love)" trazem o clima de comédia clássica.

Em termos de premiações, o filme não foi feito para ganhar Oscar, mas limpou o chão em eventos populares. Levou o Teen Choice Awards e o People's Choice Awards, provando que o público realmente comprou a ideia do consultor de sedução.

Curiosidades que talvez você não saiba

Todo filme desse tamanho tem umas histórias de bastidores interessantes. Separei as que eu acho mais legais:

  • O "beijo" acidental: Na cena em que Hitch tenta ensinar Albert a beijar, a química (ou a falta dela) entre Will Smith e Kevin James foi tão natural que muita coisa ali foi improvisada.

  • A alergia real: Aquela cena clássica da reação alérgica do Hitch? A maquiagem era tão realista que o pessoal no set ficou impressionado. Will Smith diz que foi uma das partes mais divertidas de gravar.

  • Recorde de bilheteria: Na época, Hitch foi uma das maiores estreias de comédia romântica da história, provando que o carisma do Will Smith era infalível.

Por que o filme ainda funciona hoje?

No fim das contas, Hitch não é sobre manipulação, mas sobre confiança. O personagem do Kevin James é o cara com quem a maioria de nós se identifica: ele tem boas intenções, mas é um desastre motor e social. O filme foca em como a autenticidade vence o "jogo" no longo prazo.

É um filme leve, direto ao ponto e que não tenta reinventar a roda, mas faz o básico com muita competência. Se você quer uma diversão sem compromisso para o fim de semana, dar o play em Hitch ainda é uma escolha segura.


Cleópatra

 

Falar de Cleopatra é falar de um dos projetos mais insanos e ambiciosos que Hollywood já teve coragem de tirar do papel. Se você gosta de cinema, sabe que esse filme é praticamente um monumento. Assisti de novo recentemente e decidi reunir aqui tudo o que você precisa saber sobre essa obra, sem enrolação e com aquele olhar mais direto sobre os fatos por trás das câmeras.

O nascimento de um gigante do cinema clássico

Lançado oficialmente em 12 de junho de 1963, o filme traz o título original de Cleopatra. A direção ficou nas mãos de Joseph L. Mankiewicz, que teve a tarefa hercúlea de organizar um caos que parecia não ter fim. O elenco é pesado: Elizabeth Taylor vive a rainha do Egito, acompanhada por Richard Burton como Marco Antônio e Rex Harrison como Júlio César.

A história foca na ascensão e nas manobras políticas e amorosas de Cleópatra para manter o poder e a independência do Egito frente ao Império Romano. É um roteiro que foca muito mais na estratégia e nos diálogos densos do que em ação desenfreada, o que dá um tom bem maduro para a produção. Atualmente, o filme segura uma nota 7.0 no IMDb, o que é bem honesto para uma obra com mais de quatro horas de duração.

Premiações e a trilha sonora marcante

Mesmo com toda a polêmica sobre o orçamento estourado, o filme não passou batido nas premiações. Cleopatra levou quatro estatuetas no Oscar: Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Figurino. E faz total sentido; visualmente, o filme é impecável até hoje.

A trilha sonora, composta por Alex North, é outro ponto alto. Ela não é aquele tipo de música que tenta te emocionar à força; ela é grandiosa, pontua bem os momentos de tensão política e ajuda a criar aquele clima de "épico" que o Mankiewicz queria passar. É o tipo de som que preenche a sala sem precisar de muitos artifícios.

Locações reais e a escala da produção

Uma das coisas que mais me impressiona é que, naquela época, não existia tela verde. Se você vê uma cidade, é porque construíram uma cidade. As filmagens passaram por lugares como:

  • Itália: Grande parte foi rodada nos estúdios Cinecittà, em Roma.

  • Espanha: Almería serviu de cenário para diversas sequências.

  • Egito: Algumas externas foram feitas no próprio local histórico.

  • Inglaterra: As primeiras tentativas de filmagem (que foram descartadas) aconteceram em Pinewood Studios.

Essa escala física dá uma textura ao filme que o CGI moderno raramente consegue replicar. Você sente o peso do mármore e a vastidão dos desertos.

Curiosidades que superam a ficção

O que aconteceu nos bastidores de Cleopatra daria outro filme. Aqui estão alguns fatos que mostram o tamanho da encrenca:

  1. O Orçamento: O filme quase faliu a 20th Century Fox. Ele começou custando 2 milhões de dólares e terminou na casa dos 44 milhões (valores da época). Corrigido pela inflação, seria um dos filmes mais caros da história até hoje.

  2. Elizabeth Taylor: Ela foi a primeira atriz a receber 1 milhão de dólares por um único trabalho. Além disso, ela usou nada menos que 65 figurinos diferentes.

  3. O Romance Real: Foi durante as gravações que Taylor e Richard Burton começaram o caso extraconjugal que virou escândalo mundial, o que acabou ajudando (e muito) na divulgação do filme.

  4. Duração Original: O primeiro corte do diretor tinha seis horas. O estúdio quase teve um colapso e obrigou Mankiewicz a cortar para as quatro horas que conhecemos.

Cleopatra é um sobrevivente. É um filme que sobreviveu a trocas de diretores, doenças do elenco e um custo financeiro absurdo para se tornar um marco. Se você quer entender como Hollywood funcionava no seu auge de excessos, precisa dedicar uma tarde para assistir a essa obra.