Armageddon

 

Fala, pessoal. Se você viveu o final dos anos 90, com certeza se lembra do barulho que Armageddon fez. O filme não era apenas uma estreia de cinema; era um evento. Recentemente, resolvi rever esse clássico do "cinema catástrofe" para entender como ele envelheceu e o porquê de ainda ser tão citado quando o assunto é o fim do mundo.

Vou direto ao ponto: o filme é uma aula de como prender o espectador na cadeira com explosões, tensão e uma trilha sonora que não sai da cabeça.

O que é Armageddon e quem está por trás das câmeras?

O título original é apenas Armageddon e a premissa é aquela que a gente já conhece: um asteroide do tamanho do Texas está vindo em direção à Terra. Para evitar a extinção da humanidade, a NASA recruta uma equipe de perfuradores de petróleo para pousar na rocha e detonar uma bomba nuclear no seu interior.

Lançado oficialmente em 1º de julho de 1998, o filme tem a assinatura inconfundível de Michael Bay. Se você conhece o diretor, já sabe o que esperar: cortes rápidos, muitos ângulos baixos e o sol sempre batendo de um jeito heróico no rosto dos atores.

Elenco de peso e recepção

O time que lidera essa missão é absurdo. Temos Bruce Willis como Harry Stamper, o líder durão, e um jovem Ben Affleck como A.J. Frost. Além deles, o elenco conta com figuras como Liv Tyler, Billy Bob Thornton, Steve Buscemi e Owen Wilson.

Sobre a recepção crítica, no IMDb a nota atual é 6.7. Pode parecer baixo para um "blockbuster", mas para o gênero de ação dos anos 90, é uma marca sólida que reflete o carinho do público, apesar das liberdades científicas que o roteiro toma.

Trilha sonora icônica e locações reais

Não dá para falar de Armageddon sem mencionar a música. "I Don't Want to Miss a Thing", do Aerosmith, virou um hino. Curiosamente, o vocalista Steven Tyler é pai da Liv Tyler, que interpreta a Grace no filme. A trilha sonora foi um sucesso absurdo de vendas e ajudou a impulsionar o marketing na época.

Quanto às locações de filmagem, Michael Bay não brincou em serviço. O filme teve cenas rodadas em lugares reais e impressionantes:

  • Johnson Space Center, em Houston (Texas).

  • Kennedy Space Center, na Flórida.

  • Edwards Air Force Base, na Califórnia.

  • Até o tanque neutro de flutuação da NASA foi usado para simular a falta de gravidade.

Premiações e o legado no cinema de ação

Embora não seja um filme "cult" de festivais europeus, Armageddon marcou presença nas grandes premiações. O longa recebeu 4 indicações ao Oscar em 1999: Melhor Som, Melhor Edição de Som, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Canção Original.

Ele não levou as estatuetas douradas, mas dominou as bilheterias, tornando-se a maior arrecadação de 1998 mundialmente. É o tipo de filme que definiu o padrão para o que viria a ser o cinema de ação moderno: grande, barulhento e visualmente impecável para a tecnologia da época.

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Para fechar esse papo, separei alguns fatos que mostram os bastidores dessa produção gigante:

  1. Treinamento Real: A NASA permitiu que os atores treinassem em equipamentos reais, algo raríssimo para Hollywood naqueles tempos.

  2. O "Furo" no Roteiro: Ben Affleck contou em entrevistas que perguntou a Michael Bay por que era mais fácil treinar perfuradores de petróleo para serem astronautas do que treinar astronautas para perfurarem. A resposta do diretor? "Cale a boca, Ben".

  3. Bruce Willis e o Cachê: O ator aceitou reduzir seu salário em troca de uma participação nos lucros, o que acabou rendendo uma fortuna para ele, já que o filme foi um estouro.

  4. Uso em Treinamentos: Diz a lenda que a NASA exibe o filme em seus programas de treinamento de gestão para que os novos funcionários tentem encontrar o maior número possível de erros técnicos (já foram contados mais de 160).

Armageddon continua sendo um entretenimento de primeira. Se você quer desligar o cérebro, ver coisas explodindo e sentir aquela nostalgia dos anos 90, dê o play sem medo.


Wall-E

 

Se você curte cinema, ficção científica ou apenas uma boa história bem contada, com certeza já ouviu falar de WALL-E. Eu assisti a esse filme esperando uma animação comum da Pixar e saí com a sensação de ter visto uma obra-prima da narrativa visual.

Vou te contar por que esse robozinho ainda é relevante hoje, sem firulas e sem entregar o final.

O que é WALL-E e o cenário da história

O título original é WALL-E (acrônimo para Waste Allocation Load Lifter – Earth-Class). O filme foi lançado em 2008 e, logo de cara, chamou a atenção por não ser "barulhento" como as outras animações da época.

A trama foca em um robô compactador de lixo que vive sozinho na Terra, centenas de anos após a humanidade ter abandonado o planeta por causa da poluição extrema. Ele passa o dia empilhando cubos de lixo e colecionando quinquilharias, até que uma sonda tecnológica chamada EVA aparece e muda a rotina dele.

O que eu acho mais foda aqui é como o diretor Andrew Stanton (o mesmo de Procurando Nemo) conseguiu criar uma conexão absurda entre o público e um personagem que quase não fala.

Direção, dublagem e o peso técnico

Muita gente esquece que, por trás de uma animação, existe um "elenco" de vozes pesado. No áudio original, temos Ben Burtt dando voz ao WALL-E (ele é o lendário designer de som de Star Wars), Elissa Knight como EVA e até o Jeff Garlin e a Sigourney Weaver.

O filme é tecnicamente impecável. A trilha sonora, composta por Thomas Newman, é um espetáculo à parte. Ela mistura sons espaciais com referências a musicais antigos, criando um contraste interessante entre a solidão da Terra e a esperança de dias melhores.

Premiações e a recepção da crítica

Se você liga para números, a nota no IMDb é 8.4, o que coloca o filme entre os melhores de todos os tempos. Ele não foi só sucesso de bilheteria; o reconhecimento da indústria veio forte.

  • Oscar: Ganhou o prêmio de Melhor Filme de Animação em 2009.

  • Indicações: Foi indicado a outras 5 categorias, incluindo Roteiro Original e Trilha Sonora.

  • Globo de Ouro: Também levou o prêmio de Melhor Animação.

Sobre as locações de filmagem, bem, sendo uma animação 3D da Pixar, tudo aconteceu nos computadores em Emeryville, na Califórnia. Mas o estilo visual foi inspirado em grandes clássicos da ficção científica e teve a consultoria do diretor de fotografia Roger Deakins para que as "lentes" virtuais parecessem reais.

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Para quem gosta de bastidores, tem alguns detalhes que mostram o nível de detalhismo da Pixar:

  1. O som é tudo: Ben Burtt criou cerca de 2.500 sons diferentes para o filme, mais do que ele costuma fazer para um filme da saga Star Wars.

  2. Easter Egg da Apple: O design da EVA foi inspirado nos produtos da Apple. O próprio Jony Ive (designer-chefe da marca na época) ajudou na consultoria do visual da robô.

  3. Solidão real: A primeira metade do filme é praticamente um cinema mudo. É um exercício de narrativa que pouquíssimos estúdios teriam coragem de fazer hoje em dia.

Resumindo: WALL-E é essencial. É um filme sobre persistência e sobre o que nos torna humanos, mesmo que os protagonistas sejam feitos de metal e fios. Se você ainda não viu, reserve um tempo. Se já viu, vale o replay para prestar atenção nos detalhes técnicos que eu mencionei aqui.