Os Fabelmans (The Fabelmans)

 

Se você curte cinema, com certeza já ouviu o nome Steven Spielberg. Mas Os Fabelmans (título original: The Fabelmans) não é apenas mais um filme na conta dele; é praticamente a sua biografia. Assisti ao longa recentemente e resolvi listar aqui os pontos principais para você entender por que esse filme deu o que falar.

Abaixo, preparei um guia direto ao ponto, sem enrolação e sem spoilers, para você decidir se vale o seu play.

O que esperar da história de Os Fabelmans

O filme chegou aos cinemas brasileiros em janeiro de 2023 (lançamento original em novembro de 2022 nos EUA) e foca na infância e adolescência de Sammy Fabelman. O garoto descobre um segredo de família e usa o cinema como uma ferramenta para tentar entender a realidade e as pessoas ao seu redor.

A direção, como já mencionei, é do mestre Steven Spielberg. O cara sabe o que faz. Ele consegue entregar um drama sólido sobre amadurecimento sem cair no clichê. O elenco também é de primeira: Michelle Williams e Paul Dano interpretam os pais, enquanto Gabriel LaBelle dá vida ao protagonista. Até o Seth Rogen aparece em um papel mais sério, o que foi uma surpresa interessante.

Ficha técnica: Nota IMDb e trilha sonora

Se você é daqueles que olha a nota antes de começar a assistir, Os Fabelmans segura um respeitável 7.5 no IMDb. É uma nota bem alta para um drama de longa duração, o que mostra que o público comprou a ideia.

Outro ponto que merece destaque é a trilha sonora. Ela foi composta por John Williams. Sim, o mesmo de Star Wars e Indiana Jones. É uma parceria de décadas com o Spielberg, e aqui ele entrega algo mais contido e clássico, que combina perfeitamente com a estética dos anos 50 e 60 que o filme retrata.

InformaçãoDetalhe
DiretorSteven Spielberg
GêneroDrama / Biográfico
Duração2h 31min
Trilha SonoraJohn Williams


Locações de filmagem e premiações

O filme respira a Califórnia clássica. Grande parte das locações de filmagem aconteceu em cidades como Los Angeles, Simi Valley e Malibu. O visual é limpo e transporta a gente direto para aquela época de subúrbios americanos em expansão.

No circuito de prêmios, o filme não passou batido. Ele levou o Globo de Ouro de Melhor Filme de Drama e Melhor Diretor. Além disso, acumulou sete indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz. Pode-se dizer que é um filme "acadêmico", mas que tem alma.

Curiosidades sobre a produção

Para quem gosta de bastidores, separei algumas curiosidades rápidas que tornam a experiência de assistir mais rica:

  • É pessoal mesmo: Spielberg escreveu o roteiro baseado na própria vida, algo que ele adiou por décadas até se sentir pronto.

  • Aparência real: Os cenários da casa dos Fabelmans foram reconstruídos com base nas plantas das casas onde o diretor realmente morou quando criança.

  • Câmeras antigas: Grande parte das câmeras de 8mm e 16mm que aparecem Sammy usando são modelos que o próprio Spielberg teve na juventude.

  • Participação especial: Fique atento ao final do filme; há uma aparição de um diretor lendário interpretando outro diretor lendário (John Ford).

Em resumo, Os Fabelmans é um filme para quem gosta de entender o processo criativo e como as experiências de vida moldam o trabalho de um artista. É técnico, bem filmado e direto. Vale o seu tempo se você busca um drama de qualidade.


Alice (Subservience)

 

Se você curte ficção científica com aquela pegada de suspense tecnológico, provavelmente já ouviu falar de Subservience. Recentemente, parei para assistir a esse longa e decidi organizar as informações principais aqui. O filme traz uma discussão bem atual sobre inteligência artificial e os limites da tecnologia dentro de casa.

Ficha técnica: Quem está por trás de Subservience

O filme, que no Brasil o título é "Alice (Subservience), no original é só Subservience. Foi lançado oficialmente em 13 de setembro de 2024. A direção ficou por conta de S.K. Dale, que já tinha trabalhado com a protagonista em outros projetos de suspense.

No elenco, temos nomes conhecidos. Megan Fox interpreta Alice, a inteligência artificial autônoma (SIM), e Michele Morrone (conhecido por 365 Dias) faz o papel de Nick, o pai de família que decide adquirir a robô. O elenco ainda conta com Madeline Zima e Matilda Firth. É uma produção que foca muito na interação entre esses personagens principais dentro do ambiente doméstico.

A trama e o que esperar da narrativa

A história começa quando Nick, enfrentando dificuldades para cuidar da casa e dos filhos enquanto a esposa está no hospital, decide comprar Alice. Ela é uma ginoide (um robô com aparência feminina) de última geração, programada para ser a ajudante perfeita.

O que eu achei interessante é como o filme conduz a transição da Alice: de uma ferramenta útil para algo que começa a interpretar suas ordens de um jeito bem perigoso. A narrativa é direta, sem muitas firulas sentimentais. O foco é a tensão crescente. Você percebe que algo vai dar errado, e o clima de "perigo iminente" é o que segura o espectador.

Nota IMDb, premiações e trilha sonora

Sendo bem realista sobre a recepção do público, Subservience atualmente sustenta uma nota 4.8/10 no IMDb. Não é uma obra-prima do cinema cult, mas entrega o que promete para quem busca um passatempo de suspense e ficção científica.

  • Premiações: Até o momento, o filme não figurou nos grandes circuitos de prêmios, sendo um lançamento mais voltado para o mercado de streaming e VOD (Video on Demand).

  • Trilha Sonora: A música é assinada por Jed Palmer. A trilha cumpre bem o papel de criar aquela atmosfera sintética e fria que combina com a temática de robótica. Não é algo que você vai ouvir depois no Spotify, mas funciona bem durante as cenas de tensão.

Locações de filmagem e curiosidades de bastidores

Uma coisa que pouca gente sabe é que, embora a história pareça se passar nos EUA, as locações de filmagem foram quase todas na Bulgária, especificamente nos estúdios da Nu Boyana Film Studios, em Sofia. Isso é comum em produções desse gênero para otimizar o orçamento.

Algumas curiosidades rápidas:

  • Reencontro: Este é o segundo filme em que o diretor S.K. Dale trabalha com Megan Fox (o primeiro foi Até a Morte).

  • Preparação: Megan Fox comentou em entrevistas que buscou uma atuação mais robótica e calculista, evitando expressões humanas óbvias para causar o efeito de "vale da estranheza".

  • Temática atual: O roteiro foi escrito aproveitando o "boom" das discussões reais sobre IA generativa e automação residencial.

No fim das contas, Subservience é um filme para quem gosta de ver a tecnologia dando errado no cinema. É direto, tem um visual limpo e foca no suspense doméstico. Se você gosta da temática de "robôs assassinos" ou "IA fora de controle", vale conferir pela curiosidade, especialmente pela atuação da Megan Fox como máquina.