Abigail

 

Fala, beleza? Se você curte aquele tipo de filme que começa como um assalto padrão e termina em um banho de sangue frenético, precisa parar um pouco para falar sobre Abigail.

Assisti ao filme recentemente e, olha, fazia tempo que eu não via uma mistura tão honesta de suspense e gore sem muita frescura. Vou te passar a visão geral do que rolou nessa produção, sem entregar o ouro (ou o pescoço de ninguém).

O que é Abigail e qual a premissa?

O filme, cujo título original é simplesmente Abigail, chegou aos cinemas em 19 de abril de 2024. A pegada aqui é simples: um grupo de criminosos que não se conhece é contratado para sequestrar uma bailarina de 12 anos, filha de um figurão do submundo. Eles só precisam manter a garota isolada em uma mansão isolada por 24 horas para receber o resgate.

O problema é que, conforme a noite passa, eles percebem que não trancaram uma criança indefesa lá dentro. Eles é que estão trancados com algo que não é humano. A direção ficou nas mãos da dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (conhecidos como Radio Silence), os mesmos caras que revitalizaram a franquia Pânico. Dá para sentir o estilo deles: câmera dinâmica e violência gráfica que não pede desculpas.

Elenco, nota e recepção da crítica

No elenco, temos nomes que entregam o que prometem. A protagonista é a Melissa Barrera, que já tinha trabalhado com os diretores antes. Ao lado dela, temos o Dan Stevens (mandando muito bem como um cara meio instável), Kathryn NewtonGiancarlo Esposito e o saudoso Angus Cloud, em um de seus últimos papéis.

Mas quem rouba a cena mesmo é a pequena Alisha Weir, que interpreta a Abigail. A transição que ela faz de "vítima assustada" para "predadora" é de alto nível.

Sobre os números:

  • Nota IMDb: O filme sustenta uma média sólida de 6.6/10 (o que, para o gênero de terror/terrir, é uma nota muito respeitável).

  • Premiações: Como é um filme de 2024, ele ainda circula em premiações de gênero, como o Saturn Awards e o Fangoria Chainsaw Awards, focados em horror e efeitos práticos.

Trilha sonora e os bastidores das filmagens

A trilha sonora é assinada por Brian Tyler. Ele consegue equilibrar bem a tensão do suspense com a música clássica (já que a menina é bailarina), criando um contraste bizarro entre a delicadeza do balé e a brutalidade das mortes.

Se você reparou na ambientação, as locações de filmagem foram quase todas na Irlanda. A mansão onde tudo acontece é a Glenmaroon House, em Dublin. O lugar é imenso, escuro e claustrofóbico na medida certa, o que ajuda muito a manter o clima de "não tem para onde correr". O uso de efeitos práticos (sangue de verdade, ou melhor, cenográfico) em vez de apenas CGI faz toda a diferença na imersão.

Curiosidades que você precisa saber

Para fechar o papo, separei alguns pontos interessantes sobre a produção que mostram que os caras não estavam de brincadeira:

  1. Inspirado em um clássico: O filme é uma releitura moderna e "disfarçada" de A Filha de Drácula (1936), da Universal Pictures.

  2. Sangue para todo lado: Foram usados milhares de litros de sangue cenográfico. Em algumas entrevistas, o elenco mencionou que era difícil até caminhar no set sem escorregar.

  3. Dedicação ao balé: Alisha Weir realmente treinou coreografias de balé para as cenas de ataque, o que deixa tudo mais visualmente estranho e intimidador.

No fim das contas, Abigail é um filme direto ao ponto. Não tenta ser um "pós-horror" cabeça; ele quer te divertir, te dar uns sustos e mostrar uma garotinha acabando com marmanjos armados. Se você quer um filme de monstro com uma pegada atual, vale o play.


Irmãos (Brothers)

 

Assisti a Irmãos (título original: Brothers), lançado em 2024 do Prime Video, e o sentimento é de que o cinema de "duplas improváveis" ganhou um herdeiro interessante. Se você curte aquele estilo de comédia de ação sem frescura, com caras que sabem o que estão fazendo em tela, vale a pena entender por que esse filme está dando o que falar.

Confira abaixo o que achei da produção e os detalhes técnicos que você precisa saber.

Onde tudo começa: a trama e a direção de Max Barbakow

O filme, dirigido por Max Barbakow (que já tinha mostrado a que veio no excelente Palm Springs), foca em dois irmãos gêmeos — sim, você leu certo — com aparências e personalidades completamente opostas. A história gira em torno de um criminoso regenerado, interpretado por Josh Brolin, que tenta levar uma vida honesta até que seu irmão, vivido por Peter Dinklage, reaparece com um plano que promete ser o "último grande golpe".

A narrativa não perde tempo com sentimentalismo barato. É uma jornada de estrada (road movie) clássica, onde o foco é a dinâmica ácida entre os dois. A data de lançamento oficial foi em 17 de outubro de 2024, chegando direto no catálogo do streaming após uma breve passagem por cinemas selecionados nos EUA.

Um elenco que carrega o filme nas costas

O que me prendeu aqui não foi só a pancadaria ou as piadas, mas quem estava nelas. Ter Josh Brolin e Peter Dinklage dividindo a cena é um acerto absurdo. Brolin entrega aquele tipo bruto e cansado que dominamos, enquanto Dinklage usa seu timing cômico afiado para tirar o irmão do sério.

Mas o peso pesado não para por aí. O elenco ainda conta com:

  • Brendan Fraser: Como um policial excêntrico e levemente perturbado.

  • Glenn Close: Interpretando a mãe nada convencional da dupla.

  • Taylour Paige e Marisa Tomei: Que completam o time trazendo camadas extras de caos à trama.

Até o momento, a nota no IMDb está na casa dos 5.5 a 6.0, o que reflete uma recepção mista: é diversão garantida para quem gosta do gênero, mas talvez não mude a vida de quem busca um drama profundo.

Bastidores, trilha sonora e locações

Um ponto que ajuda na imersão é a ambientação. As filmagens principais rolaram em Atlanta, Geórgia, aproveitando aquele visual de interior americano que combina perfeitamente com a fuga da dupla.

A trilha sonora fica por conta de Rupert Gregson-Williams, um cara que sabe ditar o ritmo de ação sem ser intrusivo. Sobre premiações, o filme ainda é recente para grandes estatuetas, mas o burburinho em torno das atuações de Fraser e Close após seus retornos triunfais ao topo de Hollywood é real.

Curiosidades que você precisa saber

Se você gosta de detalhes de bastidores, separei alguns pontos que notei:

  1. Inspiração Clássica: O filme é assumidamente inspirado em Gêmeos (1988), aquele com Arnold Schwarzenegger e Danny DeVito. É uma homenagem moderna a essa estética de opostos.

  2. Roteiro de Peso: O roteiro foi escrito por Macon Blair, conhecido por trabalhos mais crus e viscerais, o que explica o tom menos "fofinho" da comédia.

  3. Química de Produtores: Tanto Brolin quanto Dinklage não são apenas os astros; eles também assinam como produtores, o que mostra que o projeto era um desejo pessoal da dupla.

No fim das contas, Irmãos entrega o que promete: uma comédia de crime com ritmo fluido e ótimas atuações. Não espere chorar, espere ver dois caras tentando não se matar enquanto o mundo desaba ao redor deles.