O Terminal (The Terminal)

 

Se você curte cinema, com certeza já esbarrou em O Terminal (The Terminal). É aquele tipo de filme que parece simples à primeira vista, mas que te prende pela curiosidade de saber como um cara consegue viver meses dentro de um aeroporto sem enlouquecer.

Vou mandar a real sobre essa obra do Steven Spielberg. É um filme que equilibra bem o drama e a comédia, sem forçar a barra no sentimentalismo, focando mais na resiliência e na burocracia doida do mundo moderno.

A trama e os detalhes técnicos de O Terminal

Lançado oficialmente em 18 de junho de 2004, o longa traz Tom Hanks no papel de Viktor Navorski, um cidadão da Europa Oriental que vê seu passaporte perder a validade enquanto está voando para Nova York. O motivo? Um golpe de estado no seu país de origem, a fictícia Krakozhia.

Impedido de entrar nos EUA e sem poder voltar para casa, ele passa a morar no terminal internacional do aeroporto JFK. A direção, como mencionei, é do mestre Steven Spielberg, o que já garante uma qualidade técnica absurda. No elenco, ainda temos Catherine Zeta-JonesStanley Tucci e Diego Luna.

Atualmente, o filme segura uma nota 7.4 no IMDb, o que é um índice bem respeitável para uma comédia dramática.

Trilha sonora e o visual do aeroporto

A trilha sonora é assinada por ninguém menos que John Williams. Se você espera algo épico estilo Star Wars, esqueça. Aqui, ele aposta em algo mais leve, com um toque de jazz e influências do leste europeu, o que combina perfeitamente com o ritmo do Viktor andando pelos corredores.

Sobre as locações de filmagem, aqui vai um fato interessante: muita gente acha que filmaram no JFK de verdade, mas a maior parte do filme aconteceu em um cenário gigantesco construído em um hangar no Aeroporto Regional de Palmdale, na Califórnia. O set era tão realista que tinha lojas de marcas famosas e escadas rolantes que funcionavam de verdade. Algumas cenas externas também foram rodadas no Aeroporto Internacional de Montreal-Mirabel.

Premiações e reconhecimento

Embora não tenha sido um "papa-Oscars", O Terminal foi bem recebido pela crítica e pelo público. Ele venceu o Art Directors Guild pelo seu design de produção (o que faz todo sentido, dado o cenário absurdo que construíram) e o BMI Film Music Award pela trilha do Williams. É um filme que ganhou relevância pelo seu roteiro inteligente e pela atuação impecável do Hanks, que faz a gente acreditar em cada perrengue do personagem.

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Para fechar o papo, separei alguns pontos que mostram que a realidade pode ser mais estranha que a ficção:

  • Baseado em fatos: A história foi inspirada em Mehran Karimi Nasseri, um refugiado iraniano que viveu no Terminal 1 do Aeroporto Charles de Gaulle, na França, por dezoito anos (de 1988 a 2006).

  • O dialeto de Viktor: Tom Hanks não estava apenas falando palavras aleatórias. O "idioma" de Krakozhia que ele usa no filme é, na verdade, baseado no búlgaro.

  • Participação especial: A filha de Steven Spielberg, Sasha Spielberg, faz uma pequena ponta como a garota que Viktor tenta ajudar com a mala.

O Terminal é aquele filme que mostra como a paciência é uma ferramenta poderosa. É uma aula de sobrevivência urbana e um retrato de como as conexões humanas aparecem nos lugares mais improváveis. Se você ainda não viu, vale o play pelo visual e pela história sólida.


Os Mercenários (The Expendables)

 

Os Mercenários


Se você curte ação de verdade, daquela que não pede desculpas, sabe que Os Mercenários é um marco. Eu decidi revisitar esse clássico para entender por que, mesmo anos depois, ele continua sendo a referência máxima do gênero "porradaria franca".

Aqui, não tem espaço para firulas. É tiro, porrada e bomba, orquestrados por quem entende do riscado.

O que é Os Mercenários (The Expendables)

O filme, cujo título original é The Expendables, chegou aos cinemas brasileiros em agosto de 2010. A premissa é direta: um grupo de mercenários de elite é contratado para derrubar um ditador na América do Sul. Mas, como nada é simples nesse meio, eles acabam presos em uma teia de traição que envolve a CIA.

O mestre por trás das câmeras é ninguém menos que Sylvester Stallone, que além de dirigir, também assina o roteiro. Ele sabia exatamente o que o público queria: ver os ícones das décadas de 80 e 90 dividindo a mesma tela.

Ficha Técnica e Recepção

  • Diretor: Sylvester Stallone

  • Nota IMDb: 6.4/10

  • Premiações: Venceu o BMI Film Music Award pela trilha sonora e recebeu indicações ao Saturn Awards.

Um elenco que é um verdadeiro "Dream Team" da ação

O que sustenta esse filme não é um roteiro complexo com reviravoltas existenciais. É o peso dos nomes no cartaz. Stallone conseguiu reunir uma constelação que parecia impossível de juntar em um único set.

Os principais nomes que compõem o time são:

  • Sylvester Stallone (Barney Ross)

  • Jason Statham (Lee Christmas)

  • Jet Li (Yin Yang)

  • Dolph Lundgren (Gunner Jensen)

  • Terry Crews (Hale Caesar)

  • Randy Couture (Toll Road)

  • Mickey Rourke (Tool)

Ainda temos participações brutais de Eric Roberts como vilão e a icônica cena da igreja com Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger. Se você é fã do gênero, essa cena sozinha vale o ingresso.

Locações, Trilha Sonora e a pegada técnica

Para dar o tom de "missão na selva", boa parte das filmagens aconteceu aqui no Brasil (especificamente no Rio de Janeiro e em Mangaratiba) e também na Louisiana, nos EUA. Ver o Barney Ross operando em solo brasileiro traz uma proximidade interessante para nós.

A trilha sonora, composta por Brian Tyler, é o que você espera: batidas pesadas e temas que elevam a adrenalina durante as perseguições. Ela cumpre o papel de manter o ritmo lá no alto, sem distrair do que importa: o som dos disparos e das explosões.

Curiosidades que você precisa saber

Mesmo sendo um filme "pé no peito", os bastidores de Os Mercenários são cheios de histórias que mostram que a produção foi tão intensa quanto o resultado final:

  1. Stallone quase se quebrou: Durante uma cena de luta com Steve Austin, Stallone sofreu uma fratura no pescoço e precisou colocar uma placa de metal.

  2. O convite de Van Damme: Jean-Claude Van Damme foi convidado para o primeiro filme, mas recusou por não gostar do personagem. Ele acabou entrando na sequência como vilão.

  3. Homenagem ao cinema clássico: O filme é uma carta de amor aos filmes de ação "brucutus", priorizando efeitos práticos em vez de excesso de CGI.

No fim das contas, Os Mercenários cumpre o que promete. Não tenta ser um drama profundo; é um espetáculo de testosterona e competência técnica. Se você quer desligar o cérebro e assistir a profissionais fazendo o que fazem de melhor, esse é o filme.