Os Safados (Dirty Rotten Scoundrels)

 

Fala, pessoal. Se você curte aquele tipo de filme que te faz questionar se todo mundo na tela é mau-caráter ou apenas muito esperto, precisa conhecer Os Safados. Esse é um clássico absoluto das comédias de "golpista contra golpista".

Vou mandar a real sobre por que esse filme ainda funciona tanto hoje em dia, sem frescura e direto ao ponto.

O que esperar de Os Safados: A trama e os bastidores

O filme, cujo título original é Dirty Rotten Scoundrels, foi lançado em 14 de dezembro de 1988. A direção ficou por conta de Frank Oz, um cara que entende muito de timing cômico. A premissa é simples: dois vigaristas com estilos completamente diferentes tentam disputar o mesmo território na Riviera Francesa.

A dinâmica funciona porque coloca frente a frente dois monstros do cinema: Steve Martin e Michael Caine. Enquanto o personagem de Caine é o golpista sofisticado e elegante, o de Martin é aquele malandro barulhento e sem noção. A química entre os dois é o que carrega o filme nas costas. No elenco, ainda temos a excelente Glenne Headly, que entrega uma performance essencial para o desenrolar da história.

Trilha sonora, locações e recepção da crítica

Para quem liga para os números, a nota no IMDb é 7.4, o que é bem alto para uma comédia dessa época. Ele não foi um grande "papa-prêmios" no Oscar, mas Michael Caine foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia ou Musical por esse papel.

trilha sonora é assinada por Miles Goodman e tem aquele clima leve e mediterrâneo que combina perfeitamente com as locações de filmagem. O filme foi rodado na Riviera Francesa, passando por lugares como Antibes, Cannes e Nice. O visual é impecável; você assiste e dá vontade de pegar o primeiro voo para a Europa (de preferência com o dinheiro de outra pessoa, como os protagonistas fariam).

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Sempre tem aquele detalhe que a gente deixa passar, né? Aqui vão alguns pontos interessantes:

  • Remake de um remake: O filme é, na verdade, uma nova versão de Dois Farrapos Humanos (Bedtime Story), de 1964, que tinha Marlon Brando e David Niven.

  • Papéis trocados: Originalmente, o estúdio pensou em Mick Jagger e David Bowie para os papéis principais, já que eles tinham acabado de gravar o clipe de "Dancing in the Street". Sorte a nossa que Martin e Caine assumiram.

  • Musical da Broadway: O sucesso foi tanto que a história virou um musical de teatro anos depois.

  • Versão Feminina: Recentemente, em 2019, fizeram uma versão com mulheres chamada As Trapaceiras, com Anne Hathaway e Rebel Wilson.

Vale a pena assistir?

Sem dúvida. Os Safados é aquele tipo de entretenimento honesto. Ele não tenta ser mais profundo do que é, mas entrega diálogos afiados e situações absurdas que não envelheceram mal. É uma aula de como fazer humor sem precisar apelar o tempo todo, focando na inteligência (ou na falta dela) dos personagens.

Se você gosta de filmes onde a reviravolta final te pega desprevenido, mas o caminho até lá é uma diversão constante, esse filme é obrigatório na sua lista.


A Garota da Vez (Woman of the Hour)

 

A Garota da Vez

Assisti a A Garota da Vez (título original: Woman of the Hour) recentemente e, olha, o filme entrega uma tensão que poucos suspenses atuais conseguem. Não é aquele tipo de terror apelativo com sangue para todo lado; é algo mais psicológico, baseado em uma história real que parece absurda de tão bizarra.

Se você está buscando entender por que todo mundo está comentando sobre essa estreia, preparei um resumo direto ao ponto, sem enrolação e sem spoilers, para você decidir se vale o seu play.

O Enredo e a Direção de Anna Kendrick

O filme marca a estreia de Anna Kendrick na direção, e ela não brincou em serviço. Além de dirigir, ela interpreta a protagonista, Cheryl Bradshaw. A trama foca em um episódio real de 1978, quando uma jovem aspirante a atriz participa do programa de TV The Dating Game (o nosso "Namoro na TV") e acaba escolhendo um solteirão que, na verdade, era um assassino em série ativo.

O ritmo é seco. A narrativa alterna entre o clima vibrante e cafona dos estúdios de TV dos anos 70 e os ataques frios de Rodney Alcala, interpretado por Daniel Zovatto. A direção de Kendrick foca muito no "olhar" e no desconforto feminino, mas mantém uma pegada pragmática que prende a atenção de quem gosta de um bom true crime.

Elenco, Produção e Nota IMDb

Para quem liga para os dados técnicos e quer saber se a crítica aprovou, aqui estão os números e nomes principais:

  • Direção: Anna Kendrick.

  • Elenco Principal: Anna Kendrick, Daniel Zovatto, Tony Hale e Nicolette Robinson.

  • Data de Lançamento: Outubro de 2024 (Brasil/Netflix).

  • Nota IMDb: Atualmente flutua na casa dos 6.6/10, uma nota sólida para o gênero.

  • Premiações: O filme foi muito bem recebido no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), gerando um leilão disputado pelos direitos de distribuição.

Trilha Sonora e Locações

A ambientação é um dos pontos fortes. A produção conseguiu recriar a Califórnia dos anos 70 com uma precisão visual interessante, embora as filmagens tenham ocorrido majoritariamente em Vancouver, no Canadá, devido aos incentivos fiscais e à arquitetura versátil da cidade.

Já a trilha sonora trabalha de forma funcional. Não espere hits pop o tempo todo; a música serve para aumentar a claustrofobia das cenas de perseguição e o contraste com o brilho artificial do cenário do programa de televisão. É um som minimalista que dita o tom de urgência do filme.

Curiosidades sobre a História Real

Sempre que um filme é baseado em fatos reais, a gente fica se perguntando o que é verdade. Aqui estão alguns fatos rápidos:

  1. O Assassino Real: Rodney Alcala era conhecido como "The Dating Game Killer". Estima-se que ele tenha feito dezenas de vítimas, embora o número exato seja incerto.

  2. A Recusa: Na vida real, Cheryl Bradshaw realmente ganhou o encontro no programa, mas se recusou a sair com Alcala porque o achou "estranho" e "assustador". Essa intuição salvou a vida dela.

  3. O Figurino: O vestido usado por Kendrick no filme é uma réplica quase exata do que a Cheryl real usou no programa em 1978.

No fim das contas, A Garota da Vez é um filme sobre a falha das instituições e como sinais óbvios de perigo foram ignorados na época. É um suspense eficiente, curto (cerca de 1h30) e que não tenta te emocionar pelo drama, mas sim te deixar alerta pelo realismo.