Monstros S.A. (Monsters, Inc.)

 

Monstros S.A.: A Fábrica de Sustos que Virou Comédia

Lembro bem de quando esse filme chegou. Era 2001, e a Pixar já tinha mandado bem com Toy Story, mas a expectativa para Monstros S.A. era outra história. Um filme sobre monstros que trabalham assustando crianças? A premissa era genial. Eu, um cara mais na minha, que aprecia uma boa animação sem muita melancolia, curti demais a sacada. Não é só sobre bichos papões; é sobre rotina de trabalho, competição e, claro, um toque de caos que muda tudo.

O Time e a Nota que Não Assusta

O que faz um filme como esse funcionar? A direção é um dos segredos. Pete Docter (sim, o mesmo de Up e Divertida Mente), junto com David Silverman e Lee Unkrich, acertou em cheio no tom. Criaram um universo rico, com regras próprias e personagens cativantes.

E falando em personagens, as vozes originais são um show à parte. O John Goodman como Sulley e o Billy Crystal como Mike Wazowski formam uma dupla de comediantes de primeira linha, garantindo o ritmo e o humor do filme. É a química deles que segura a narrativa.

Para quem se liga em números, a qualidade se reflete na avaliação. No IMDb, o filme ostenta uma nota de 8.1, o que é excelente para uma animação e prova que o longa envelheceu muito bem. Um clássico moderno, sem dúvida.

A Trilha Sonora e Onde a Mágica Aconteceu

Se você pensa em Monstros S.A., logo vem na cabeça aquela música contagiante e jazzística que toca nos créditos. A trilha sonora é obra do mestre Randy Newman (também responsável pelas músicas de Toy Story). Ele conseguiu capturar a vibe da cidade de Monstropolis e dar um ritmo de comédia de erros para a jornada de Sulley e Mike. A canção tema, "If I Didn't Have You," é daquelas que ficam na cabeça.

Sobre a produção em si, é interessante notar que, como é uma animação da Pixar, não há locações de filmagem no sentido tradicional. A mágica toda foi feita dentro dos computadores do estúdio em Emeryville, Califórnia. É lá que a equipe de animadores deu vida a cada pelo de Sulley e a cada porta do complexo da Monstros S.A.

Curiosidades de Bastidores e o Legado

Sempre tem alguma história de bastidor que vale a pena saber. Por exemplo, a textura do pelo do Sulley foi um desafio gigantesco para a tecnologia da época. Levaram meses só para aperfeiçoar como a luz e o movimento afetariam os mais de três milhões de pelos do personagem. Um trampo de engenharia.

Outra coisa legal é que o filme estabeleceu uma das regras mais importantes do universo Pixar: a emoção. A sacada de que o riso gera mais energia que o susto não é só uma reviravolta na trama, é uma baita mensagem sobre enxergar as coisas por outro ângulo, algo que a gente, na vida real, deveria fazer mais.

Por Que Monstros S.A. Continua Relevante?

Lançado em 2 de novembro de 2001 nos EUA (e em 21 de dezembro no Brasil), o filme não só foi um sucesso de bilheteria, como também cimentou o status da Pixar. A narrativa é simples: dois caras, Sulley e Mike, que são os melhores no trabalho, têm a rotina virada de cabeça para baixo com a chegada de uma criança no mundo deles. Não vou dar spoiler, mas o desenrolar é uma lição sobre como a nossa percepção sobre o que é "assustador" ou "certo" pode estar totalmente errada.

É uma animação que eu recomendaria para qualquer um, independentemente da idade. É engraçado, tem um ritmo excelente e, no final, te deixa com uma sensação boa. É um filme que, de longe, vale o play.




007 Contra Spectre (Spectre)

 

007 Contra Spectre (2015)

Eu sou um fã incondicional da franquia 007. Desde pequeno, acompanho as missões, os gadgets e, claro, os carros fantásticos de James Bond. Quando soube do lançamento de "007 Contra Spectre" em 5 de novembro de 2015 no Brasil, fiz questão de ser um dos primeiros a assistir. Este é um daqueles filmes que prometia amarrar pontas soltas da era Daniel Craig, e a expectativa era altíssima.

Os Bastidores e a Tensão da Produção

Dirigido pelo renomado Sam Mendes, que já havia feito um trabalho espetacular em Skyfall, este filme tinha a responsabilidade de manter o nível de excelência. Mendes conseguiu reunir um elenco de peso, com Daniel Craig retornando pela quarta vez como o Agente 007.

Ao lado dele, tivemos a adição de nomes como Christoph Waltz como o vilão Ernst Stavro Blofeld, e as Bond Girls Léa Seydoux (Madeleine Swann) e Monica Bellucci (Lucia Sciarra). A química de Craig e Seydoux é um ponto forte, adicionando uma camada de complexidade à vida amorosa, geralmente superficial, de Bond.

A produção não economizou em locações. A narrativa nos leva em uma viagem global, desde a abertura eletrizante durante o Dia dos Mortos na Cidade do México até perseguições de tirar o fôlego nos Alpes austríacos. Passamos ainda por RomaTânger (Marrocos) e, é claro, a base de operações do MI6 em Londres. A logística deve ter sido um pesadelo, mas o resultado na tela é de cair o queixo.

A Trilha Sonora e a Recepção da Crítica

Um filme do 007 não é completo sem uma trilha sonora marcante. A música original, composta por Thomas Newman, é sólida e cumpre seu papel de aumentar a tensão nas cenas de ação. No entanto, o que realmente chama a atenção é a canção tema: "Writing's On The Wall", interpretada por Sam Smith.

Essa música gerou bastante debate, pois se distancia um pouco do estilo clássico das músicas-tema de Bond, sendo mais melancólica e etérea. Ainda assim, ela ganhou o Oscar de Melhor Canção Original!

Em termos de recepção, o filme teve notas razoáveis. No IMDb, ele atualmente ostenta uma nota de 6.8/10. Eu, pessoalmente, achei a nota justa. É um filme que tem seus momentos de genialidade (a sequência de abertura é uma das melhores da franquia), mas que às vezes se perde na tentativa de criar uma conexão abrangente com os filmes anteriores de Craig.

Curiosidades Que Todo Fã de James Bond Deveria Saber

Durante as semanas que antecederam o lançamento e após, fui atrás de algumas informações de bastidores.

  • O Aston Martin DB10: Este carro, que é uma verdadeira máquina no filme, foi desenvolvido exclusivamente para Spectre pela Aston Martin. Apenas 10 unidades foram feitas. Um sonho de consumo que só o 007 pode ter!

  • O Retorno da SPECTRE: Para os fãs mais antigos, o retorno da organização criminosa SPECTRE (Serviço Especial Executivo para Contrainteligência, Terrorismo, Retaliação e Extorsão) era algo muito aguardado. A organização não aparecia oficialmente nos filmes desde Os Diamantes São Eternos (1971) e seu nome havia sido objeto de longas disputas legais.

Conclusão: Vale a Pena Assistir "007 Contra Spectre"?

Eu saí do cinema com a sensação de ter assistido a um filme de ação grandioso e bem-produzido, digno da marca 007. Embora o ritmo caia um pouco no meio, a promessa de interligar os passados de Bond e Blofeld é cumprida, oferecendo um fechamento (na época) para a jornada de Daniel Craig.

Se você gosta de espionagem, ação de alto nível e um toque de drama pessoal, "007 Contra Spectre" é uma adição sólida à sua lista. É um filme para ser visto na maior tela possível. Recomendo.