Desejo de Matar (Death Wish)

 

 O Clássico Inesperado: Por Que "Desejo de Matar" Ainda Me Prende

Sempre fui o cara que tenta resolver as coisas na conversa. A violência? Deixa para a tela do cinema. Mas tem um filme que, toda vez que pego para rever, me faz pensar: e se... Estou falando de "Desejo de Matar" (Death Wish), um clássico que pegou o clima dos anos 70 e jogou no nosso colo uma discussão que, sinceramente, nunca sai de moda.

Falo como um fã de cinema, e não como um crítico. O que me atrai nesse filme não é a filosofia por trás, mas a história de um homem comum que é empurrado para o limite. E para ser sincero, é um espetáculo de entretenimento.

Detalhes Que Fazem a História

Para quem é fã, ou para quem está conhecendo agora, o filme é um ponto crucial na filmografia de um ator icônico. A premissa é simples e brutal, mas os bastidores e os detalhes de produção enriquecem demais a experiência.

  • Data de Lançamento: O original chegou aos cinemas em 24 de julho de 1974. Quase uma cápsula do tempo, mostrando uma Nova Iorque bem diferente da que conhecemos hoje.

  • Direção: O comando foi de Michael Winner. Um diretor com um estilo seco, direto ao ponto, que soube como dar o tom certo de seriedade para a história.

  • Elenco Principal: É impossível falar desse filme sem citar o gigante Charles Bronson, que entrega uma performance marcante como Paul Kersey. Além dele, o elenco contou com nomes como Hope Lange e Vincent Gardenia.

  • Nota no IMDb: Atualmente, a nota fica em torno de 6.9/10. Um número sólido que reflete a importância e o impacto duradouro do filme no gênero de ação e thriller.

Locações e Trilha Sonora: A Alma de Nova York

Para mim, o filme não é só sobre o Paul Kersey; é sobre a cidade de Nova York nos anos 70. A cidade é quase um personagem.

As locações de filmagem foram, em grande parte, na própria Nova York, principalmente na região de Manhattan. Você sente a aspereza da rua, o contraste entre a vida normal e o caos que explode de repente. Essa ambientação crua e realista é o que dá peso à jornada do protagonista. Não parece um cenário de estúdio; parece a rua.

E a trilha sonora? Essencial. Composta por Herbie Hancock, um gênio do jazz e da música. O som que ele criou é uma mistura de funk e soul setentista, que dá um ritmo tenso e melancólico, casando perfeitamente com a jornada sombria de Paul Kersey. O som não te distrai, ele te puxa para dentro da cabeça do personagem.

Curiosidades: Por Trás das Câmeras

Sempre me interesso pelos "e se" da produção. E "Desejo de Matar" tem algumas histórias boas.

  • Originalmente Outro Ator: Acredite se quiser, o papel de Paul Kersey foi oferecido a outros grandes atores antes de Charles Bronson, incluindo Jack LemmonGeorge C. Scott e até o lendário Henry Fonda. Imaginar Fonda nesse papel é, no mínimo, curioso, já que ele tinha uma imagem bem mais "limpa" em Hollywood.

  • Controvérsia Imediata: O filme causou um barulho enorme na época do lançamento. Houve muita discussão sobre se ele incentivava ou não a justiça com as próprias mãos. Para mim, ele levanta uma questão, mas deixa a resposta com o espectador.

  • Uma Franquia Duradoura: O sucesso foi tão grande que gerou uma série de sequências ao longo dos anos, solidificando o status de Charles Bronson como um dos maiores heróis de ação da época.

Por Que Assistir Hoje?

Se você está procurando um filme que vai direto ao ponto, com uma atuação central forte e uma direção que não perde tempo, "Desejo de Matar" é o seu filme. Não é só um thriller de ação, é um pedaço da história de Hollywood que influenciou muita coisa que vemos hoje.

Seja você um fã de filmes de Charles Bronson, um entusiasta de longas dos anos 70 ou alguém que aprecia um bom filme de vingança, essa produção deve estar na sua lista. A força do filme está em te fazer pensar na linha tênue entre a lei e a justiça pessoal, sem precisar de muito floreio. Um clássico que resistiu ao teste do tempo.



Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma (Star Wars: Episode I – The Phantom Menace)

 

Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma: Minha Visão da Saga

Vinte e poucos anos. É o tempo que me separa da primeira vez que vi o título "Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma". Eu, como muitos, tinha as fitas VHS da trilogia original gastas de tanto assistir e a expectativa para esse filme era absurda. O peso era imenso. George Lucas, o criador, estava voltando para contar o começo de tudo. Para mim, essa é a história que abriu o século XXI no cinema e preparou o terreno para o que viria.

O Retorno de George Lucas e os Nomes por Trás das Câmeras

O relógio marcou 19 de maio de 1999 para o lançamento nos Estados Unidos. Lembro-me da loucura que foi a estreia.

O homem no comando, claro, era George Lucas, atuando como diretor e roteirista. Goste ou não, ele é o arquiteto desse universo. A música, que é metade da alma de Star Wars, ficou por conta do gênio John Williams. A trilha sonora desse filme é icônica, com o épico "Duel of the Fates" que até hoje me arrepia. É música que dá peso e seriedade à trama.

O elenco trazia nomes de peso e introduzia caras novas. Tivemos Liam Neeson como o Qui-Gon Jinn, um Mestre Jedi firme e pragmático. Ewan McGregor assumiu o papel do jovem Obi-Wan Kenobi, um papel com um peso histórico que ele segurou muito bem. E, claro, a apresentação de Jake Lloyd como o Anakin Skywalker e Natalie Portman como a Rainha Padmé Amidala. É um elenco que tem a responsabilidade de dar o pontapé inicial em uma das maiores sagas do cinema.

Onde a Ação Aconteceu e a Nota do Público

Um dos aspectos mais fascinantes de Star Wars é a ambientação, e A Ameaça Fantasma entregou planetas novos e paisagens exóticas. As filmagens foram globais, trazendo a saga de volta a locações reais para dar mais corpo ao CGI.

  • A ambientação do planeta natal de Anakin, Tatooine, foi filmada na Tunísia, um local que já havia sido usado na trilogia original.

  • A capital do planeta Naboo, com sua arquitetura majestosa, foi recriada na Itália, especificamente no Palácio de Caserta, perto de Nápoles.

No que tange à recepção, o filme gerou muito debate, como era de se esperar. Consultando o IMDb, a nota média do filme é de 6,5/10. É um número que reflete a divisão entre o público que o ama pela nostalgia e a introdução ao lore, e aqueles que esperavam uma continuação mais direta do tom da trilogia clássica. Para mim, é um filme funcional que faz o seu trabalho: dar início à saga.

Fatos Interessantes e Curiosidades de Produção

Sempre fui daqueles que devora os materiais extras e os making ofs. Aqui estão alguns fatos que tornam a produção de A Ameaça Fantasma ainda mais interessante:

  • Vozes Famosas: O Mestre Yoda, um dos personagens mais queridos da saga, foi dublado por Frank Oz – o mesmo dublador do personagem original.

  • O Início do Digital: Este foi o primeiro filme de Star Wars a ser filmado quase inteiramente em digital. Isso permitiu a Lucas criar os ambientes e os personagens que ele visualizava sem as limitações da película tradicional, algo que mudou o cinema para sempre.

  • Nome do Vilão: O nome do Lorde Sith, Darth Maul, foi dado a ele por George Lucas em homenagem ao apelido que ele tinha de um amigo, que o chamava de "Darth" (dark-art).

A Jornada e o Legado: Minhas Considerações Finais

O filme faz um trabalho competente ao estabelecer a República Galáctica, mostrar a Ordem Jedi em seu auge e introduzir as peças-chave que levarão à queda de tudo. A trama central gira em torno de uma disputa comercial e política que serve de cortina de fumaça para a ascensão de uma ameaça muito maior.

Apesar das críticas, A Ameaça Fantasma é a fundação para a história de Darth Vader e, por isso, tem um lugar inegável na história do cinema. É o filme que mostra o potencial de Anakin Skywalker, o brilho de Padmé e a sabedoria de Qui-Gon, preparando o palco para as sequências. É um filme para ser assistido com a cabeça de quem vê a primeira parte de uma grande tragédia.