Capitão América: Admirável Mundo Novo (Captain America: Brave New World)

 

Se você curte o Universo Marvel, sabe que a passagem de bastão do escudo não foi só uma troca de acessório. Em Capitão América: Admirável Mundo Novo (Captain America: Brave New World), a gente finalmente vê o Sam Wilson assumindo de vez a responsabilidade que o Steve Rogers deixou lá atrás. O filme chegou aos cinemas em 2025 e trouxe uma pegada bem diferente dos filmes de herói mais coloridos, puxando forte para aquele suspense político que a gente adorou em O Soldado Invernal.

O clima aqui é de tensão constante. Sam não tem o soro do super-soldado, e o filme faz questão de mostrar que ele é um homem comum tentando fazer o impossível em um mundo que está mudando rápido demais. A direção ficou nas mãos de Julius Onah, que conseguiu dar um peso realista para as cenas de ação. Atualmente, o longa mantém uma nota de 6.5 no IMDb, refletindo uma recepção que divide quem esperava algo clássico e quem curtiu essa renovação mais séria da franquia.

Quem faz parte do elenco de Capitão América 4?

O elenco é um dos pontos altos e traz um peso nostálgico absurdo. Anthony Mackie volta como Sam Wilson, trazendo toda aquela lealdade que a gente já conhecia. Mas o grande destaque, sem dúvidas, é a entrada de Harrison Ford como Thaddeus "Thunderbolt" Ross, substituindo o saudoso William Hurt. Ver o eterno Han Solo como o presidente dos Estados Unidos dá uma autoridade única para o papel.

Além deles, temos o retorno de Tim Blake Nelson como o Líder (personagem que estava sumido desde o filme do Hulk de 2008) e Danny Ramirez como o novo Falcão. A dinâmica entre eles funciona bem, com locações que variam entre a imponência de Washington, D.C. e os cenários industriais de Atlanta, que serviram de base para as filmagens.

O que acontece na história desse novo filme?

A trama gira em torno de um incidente internacional que coloca Sam no meio de uma conspiração global. O foco não é apenas trocar socos com vilões genéricos, mas entender como o poder político pode ser tão perigoso quanto qualquer arma de destruição em massa. O Sam precisa provar que o herói não é feito de soro, mas de caráter, enquanto lida com as pressões de um governo que quer usar o Capitão América como uma ferramenta diplomática — ou militar.

Quais são as principais curiosidades dos bastidores?

Uma das coisas mais legais é saber que o título original seria New World Order, mas a Marvel decidiu mudar para Brave New World para evitar interpretações políticas controversas da vida real. Outro ponto que gerou muita conversa foi a transformação visual do Hulk Vermelho, que exigiu um trabalho pesado de captura de movimentos, algo que o Harrison Ford comentou em entrevistas com seu jeito ranzinza clássico, dizendo que "fez o que tinha que ser feito por dinheiro", o que só nos faz gostar mais dele.

Além disso, o filme passou por refilmagens significativas para ajustar o ritmo das cenas de combate, garantindo que o estilo de luta do Sam — que usa muito mais as asas e o escudo em conjunto do que a força bruta — ficasse impecável na tela.

Vale a pena assistir ao filme no cinema?

Na minha opinião, vale sim, principalmente se você gosta de cinema com um tom mais sóbrio. A crítica especializada elogiou a coragem de focar em um herói "vulnerável", mas alguns fãs sentiram falta da escala épica de Vingadores.

Eu vejo o filme como um excelente "thriller de espionagem" disfarçado de filme de herói. O Sam Wilson entrega um protagonista muito humano, e ver o embate ideológico dele com o General Ross é o que realmente sustenta a obra. Não é só sobre salvar o mundo; é sobre o que o mundo se tornou. Se você busca uma narrativa fluída e quer ver como o MCU vai se comportar daqui para frente, esse filme é peça fundamental no tabuleiro.



Guerra e Paz (Voyna i Mir)

 

Se você curte cinema de verdade, aquele que te deixa grudado na poltrona pela escala da produção, precisa conhecer o épico soviético Guerra e Paz (1966). Vou te contar: poucas vezes vi algo tão grandioso. Não estou falando de efeitos digitais modernos, mas de milhares de soldados reais e uma dedicação que beira a obsessão.

Por que Guerra e Paz (1966) é um marco do cinema?

Para entender esse filme, a gente precisa voltar para os anos 60. O título original é Voyna i mir e ele nasceu de uma questão de honra nacional. Os americanos tinham feito uma versão em 1956 que fez sucesso, e o governo soviético basicamente disse: "Ninguém conta a nossa história melhor que a gente".

O projeto foi entregue ao diretor Sergei Bondarchuk, que também interpreta um dos protagonistas, o Pierre Bezukhov. Ele não economizou em nada. O filme foi lançado em quatro partes entre 1966 e 1967, ganhando o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. No IMDb, a obra ostenta uma nota sólida de 8.3, o que reflete o respeito que cinéfilos do mundo todo têm por essa empreitada.

Quem faz parte do elenco e onde foi gravado?

O elenco é um ponto alto, com atuações que transmitem o peso da aristocracia e o horror das trincheiras. Além do próprio Bondarchuk, temos Ludmila Savelyeva como a encantadora Natasha Rostova e Vyacheslav Tikhonov vivendo o Príncipe Andrei Bolkonsky.

As locações são um espetáculo à parte. O filme foi rodado em diversos pontos da então União Soviética, usando palácios reais em Leningrado (hoje São Petersburgo) e vastos campos na Ucrânia para as cenas de batalha. A sensação de autenticidade é absurda; você sente o frio das estepes e o cheiro da pólvora.

Quais são as curiosidades mais impressionantes da produção?

Aqui é onde o filme ganha qualquer discussão de bar sobre cinema clássico. Para começar, o orçamento foi astronômico para a época. Estima-se que, em valores corrigidos, tenha custado centenas de milhões de dólares.

  • Exército real: O exército soviético forneceu milhares de soldados (fala-se em até 120 mil em algumas fontes, embora os números variem) para servirem como figurantes nas batalhas.

  • Museus abertos: Museus russos emprestaram móveis originais do século XIX e uniformes históricos para garantir que cada detalhe fosse impecável.

  • Câmeras inovadoras: Bondarchuk usou câmeras de 70mm e desenvolveu suportes móveis para criar planos que parecem flutuar sobre o campo de batalha, algo muito à frente do seu tempo.

Vale a pena assistir Guerra e Paz hoje em dia?

Sendo direto: sim, mas vá com tempo. A obra completa tem cerca de sete horas de duração. Minha crítica pessoal é que esse filme não é apenas uma adaptação do livro de Liev Tolstói, é uma experiência sensorial. A forma como Bondarchuk equilibra os dramas íntimos de Pierre e Natasha com a brutalidade da invasão de Napoleão é magistral.

Diferente das versões de Hollywood, que costumam focar só no romance, a versão de 1966 mergulha na alma russa e na filosofia sobre o destino e a guerra. É um filme robusto, visualmente acachapante e que exige respeito pela sua coragem técnica. Se você gosta de história, estratégia militar ou apenas de uma narrativa bem construída, esse é um item obrigatório na sua lista. No fim das contas, é cinema raiz feito por quem não tinha medo de pensar grande.



O Velho e o Mar (The Old Man and the Sea)

 

Eu sempre acreditei que existem histórias que não são apenas entretenimento, mas lições de sobrevivência. O Velho e o Mar é exatamente isso. Se você está procurando um filme que capture a essência da luta humana contra as forças da natureza (e contra o próprio tempo), essa obra baseada no clássico de Ernest Hemingway é parada obrigatória.

Senta aí, pega um café e vamos conversar sobre como esse filme consegue transformar uma pescaria em uma metáfora gigante sobre a vida.

Qual é o contexto da história e os detalhes técnicos?

A versão mais icônica, e a que eu recomendo focar, é o filme de 1958. O título original é The Old Man and the Sea, dirigido por John Sturges. Ele conta a trajetória de Santiago, um velho pescador cubano que está enfrentando uma maré de azar terrível: 84 dias sem fisgar um único peixe.

No IMDB, o filme ostenta uma nota 7.2, o que é muito respeitável para um clássico dessa época. O grande destaque aqui é a atuação de Spencer Tracy, que carrega o filme praticamente sozinho nas costas. Ele foi indicado ao Oscar de Melhor Ator por esse papel, e você entende o porquê logo nos primeiros minutos. A solidão e a dignidade que ele imprime ao personagem são de arrepiar.

O cenário é a imensidão do mar, e as locações passaram por lugares como Cuba, Bahamas e até o Panamá para conseguir as cenas de pesca mais realistas possíveis na época.

Quem faz parte do elenco e da produção?

Como eu mencionei, Spencer Tracy é o coração do projeto, mas temos também o jovem Felipe Pazos interpretando Manolin, o garoto que é o único amigo fiel de Santiago. A direção de John Sturges é precisa; ele soube respeitar o silêncio necessário que a história pede.

Vale lembrar que a trilha sonora de Dimitri Tiomkin venceu o Oscar. Ela preenche os momentos em que o diálogo some e ficamos apenas nós, o velho e a linha de pesca esticada até o limite.

Quais são as principais curiosidades dos bastidores?

Uma coisa que muita gente não sabe é que Hemingway, o autor do livro, teve uma participação ativa no início da produção, embora a relação com o cinema sempre fosse meio conturbada para ele.

  • A luta com o peixe: Para a época, filmar a captura de um Marlim gigante foi um pesadelo logístico. Eles usaram uma mistura de imagens reais de pesca esportiva com modelos mecânicos que, às vezes, não colaboravam muito.

  • O método de Tracy: Spencer Tracy não era exatamente um homem do mar. Ele teve que se esforçar muito para parecer um pescador calejado pelo sol e pelo sal, o que torna a performance dele ainda mais impressionante.

  • O recorde de Hemingway: O livro que deu origem ao filme rendeu a Hemingway o Prêmio Pulitzer e foi fundamental para ele ganhar o Nobel de Literatura pouco tempo depois.

O que a crítica diz sobre a obra e qual minha visão?

Olhando para O Velho e o Mar hoje, a crítica geralmente exalta a fidelidade ao texto original. É um filme contemplativo. Se você espera explosões ou um ritmo frenético, este não é o seu filme. Mas, se você busca uma história sobre resiliência, ele é imbatível.

A minha crítica pessoal é que o filme é um teste de paciência recompensador. Ele mexe com aquele sentimento que todo homem conhece: a necessidade de provar a si mesmo que ainda é capaz, que ainda tem "lenha para queimar". Santiago não está lutando contra o peixe apenas pela comida; ele está lutando pela sua honra e pela sua identidade como provedor e mestre do seu ofício.

É uma obra visualmente bonita, melancólica em alguns pontos, mas extremamente inspiradora no final.

Por que você deveria assistir a esse clássico hoje?

No fim das contas, a história de Santiago é a nossa história. Quantas vezes a gente não se sente em mar aberto, segurando uma corda pesada, sem saber se vamos conseguir puxar o que quer que esteja do outro lado?

O filme nos ensina que o homem pode ser destruído, mas não derrotado. Se você quer um cinema que te faça pensar na sua própria jornada enquanto admira uma fotografia clássica e uma atuação de mestre, dê uma chance para esse velho pescador. Garanto que você não vai olhar para o horizonte da mesma forma depois disso.