Madame Teia (Madame Web)

 

Eu assisto a muito filme de herói, dos clássicos aos mais obscuros, e confesso que Madame Teia era um daqueles que me deixava com a pulga atrás da orelha antes mesmo de estrear. Se você curte o universo do Homem-Aranha ou apenas acompanha os lançamentos da Sony, com certeza ouviu falar desse longa.

Vou te mandar a real sobre o que esperar dessa produção, sem enrolação e, o mais importante, sem spoilers. Se você está pensando em dar o play ou só quer saber se o falatório todo procede, cola aqui que eu te passo a ficha completa.

A premissa e o elenco estelar

O filme nos apresenta Cassandra Webb, uma paramédica de Manhattan que leva uma vida bem comum até começar a ter visões estranhas do futuro. A pegada aqui é diferente dos filmes de herói tradicionais: não espere ver gente voando e soltando raio laser a cada dois minutos. É mais um suspense psicológico onde a protagonista precisa entender a própria cabeça para proteger três jovens de um vilão misterioso.

O elenco chama a atenção logo de cara. Temos Dakota Johnson (aquela de 50 Tons de Cinza) no papel principal como Cassandra. Ao lado dela, as três jovens protegidas são interpretadas por Sydney Sweeney (a Cassie de Euphoria), Isabela Merced e Celeste O'Connor. O vilão, Ezekiel Sims, é vivido por Tahar Rahim.

A dinâmica tenta focar na construção desse grupo improvável, e ver essas atrizes juntas em tela é, sem dúvida, um dos chamarizes do marketing.

Bastidores: Direção, lançamento e aquela vibe anos 2000

Madame Teia (ou Madame Web, no título original) chegou aos cinemas brasileiros em 14 de fevereiro de 2024, bem no feriadão de Carnaval. A direção ficou na conta de S.J. Clarkson, que já tem experiência com séries de heróis, tendo dirigido episódios de Jessica Jones e Os Defensores.

Uma coisa que eu notei e achei interessante foi a ambientação. A história se passa em 2003, o que dá uma nostalgia engraçada. Você vê telefones de flip, aquelas roupas típicas do início do milênio e uma tecnologia que hoje parece peça de museu.

Isso reflete direto na trilha sonora, composta por Johan Söderqvist, mas recheada de hits pop da época. Pode esperar ouvir "Toxic" da Britney Spears, "Bitch" da Meredith Brooks e "Dreams" do The Cranberries. A música ajuda a vender a ideia de que estamos em uma Nova York pré-Vingadores.

Onde foi filmado: Nova York ou nem tanto?

Aqui entra um detalhe que a gente só descobre fuçando os bastidores. Embora a trama seja super focada em Nova York (Manhattan e Queens), a maior parte das locações de filmagem foi, na verdade, em Boston, Massachusetts.

A produção transformou áreas do distrito financeiro de Boston e bairros como Chelsea e Worcester para parecerem a Nova York de 20 anos atrás. Também rolaram filmagens em uma lanchonete construída em Andover. Além disso, as cenas de floresta no início do filme, que se passam na Amazônia peruana, tiveram locações no México (Chiapas) e algumas cenas adicionais em Nova York mesmo para os planos gerais.

Recepção, nota e curiosidades que você não sabia

Agora, vamos falar do elefante na sala. O filme não foi exatamente um queridinho da crítica. No IMDb, a nota gira em torno de 3.8/10, o que é bem baixo para o padrão do gênero. A recepção foi tão dura que o filme acabou levando alguns "prêmios" no Framboesa de Ouro (o Oscar dos filmes ruins), incluindo indicações nas categorias principais.

Mas, se você gosta de easter eggs, tem coisa boa:

  • Tio Ben Jovem: O ator Adam Scott interpreta ninguém menos que Ben Parker, o famoso Tio Ben, só que numa versão mais jovem e paramédico.

  • Mãe do Peter: A atriz Emma Roberts faz o papel de Mary Parker, que está grávida durante o filme. Sim, o bebê na barriga é o Peter Parker, embora o nome dele nunca seja dito em voz alta.

  • Diferente dos Quadrinhos: Nas HQs, a Madame Teia é geralmente uma senhora idosa, cega e paralisada, sentada em uma cadeira que parece uma teia. O filme optou por contar a origem dela, com uma versão jovem e ativa.

No fim das contas, é um filme que vale assistir mais pela curiosidade de ver como a Sony está tentando expandir esse universo sem o Homem-Aranha, do que pela qualidade do roteiro em si.


O Dublê (The Fall Guy)

 

O Dublê: Ação raiz e homenagem aos estragos da profissão

Fui conferir "O Dublê" (The Fall Guy), um filme que prometia trazer de volta a ação prática e menos dependente de tela verde. Como alguém que cresceu assistindo aos clássicos de ação dos anos 80 e 90, a proposta me interessou. O filme não tenta reinventar a roda, mas faz um trabalho sólido em entregar entretenimento direto, com uma pegada técnica que merece respeito.

A narrativa aqui é conduzida por Colt Seavers (Ryan Gosling), um dublê veterano que já viu dias melhores. A história é simples: o cara sai de cena após um acidente e precisa voltar para salvar a produção de um filme e, de quebra, tentar resolver uma antiga pendência amorosa. O tom é leve, mas a execução das cenas de perigo é coisa séria.

Abaixo, detalho o que você precisa saber sobre a produção, desde a ficha técnica até as curiosidades de bastidores, sem entregar o final.

Ficha técnica de peso: Direção e Elenco

Para entender a qualidade das cenas de ação, é preciso olhar para quem está sentado na cadeira de diretor. O filme é comandado por David Leitch. Se você não liga o nome à pessoa, ele é um ex-dublê que virou diretor e esteve envolvido em John Wick e Atômica. O cara sabe como bater e como filmar quem bate.

O elenco segura bem a onda:

  • Ryan Gosling como Colt Seavers.

  • Emily Blunt como Jody Moreno (a diretora do filme dentro do filme).

  • Aaron Taylor-Johnson como o astro Tom Ryder.

  • Hannah Waddingham como a produtora Gail Meyer.

O filme chegou aos cinemas do Brasil em maio de 2024. A química entre Gosling e Blunt funciona de forma mecânica e eficiente, entregando o humor necessário sem deixar o filme virar um drama meloso.

O Enredo e a Trilha Sonora que dita o ritmo

A trama é baseada em uma série de TV homônima dos anos 80 (conhecida no Brasil como Duro na Queda). No entanto, o roteiro atualiza a pegada para os dias de hoje. O foco é a metalinguagem: é um filme sobre fazer filmes. Vemos os perrengues do set, os egos inflados dos atores principais e o trabalho sujo que sobra para a equipe de dublês.

trilha sonora é um ponto alto para quem curte rock clássico e pop bem posicionado. O destaque vai para o uso recorrente de "I Was Made for Lovin' You" do KISS, que dita o ritmo das sequências de perseguição e luta. Tem também referências a Taylor Swift que servem como alívio cômico em cenas mais "duras". A música não está ali só de enfeite, ela marca as transições de humor do protagonista.

Locações e Curiosidades de Bastidores

Se você achou os cenários urbanos e costeiros impressionantes, saiba que a produção rodou a maior parte do filme na Austrália, especificamente em Sydney. As ruas da cidade serviram de palco para perseguições de lancha e caminhões de lixo voadores.

Aqui entram as curiosidades que validam o ingresso:

  1. Recorde Mundial: O filme entrou para o Guinness World Records. O dublê Logan Holladay realizou 8,5 capotamentos (o famoso cannon roll) dentro de um carro, superando o recorde anterior que pertencia ao filme Cassino Royale.

  2. Sem CGI excessivo: David Leitch priorizou efeitos práticos. Quando você vê alguém caindo de uma altura de 40 metros ou sendo incendiado, provavelmente é um dublê real fazendo o trabalho, não um boneco digital.

  3. Homenagem: O filme é, declaradamente, uma carta de amor à comunidade de dublês (stuntmen), que raramente ganha reconhecimento nas grandes premiações.

Veredito: Nota IMDb e Premiações

Sendo prático: o filme entrega o que vende. Não é um roteiro complexo que vai mudar sua visão de mundo, mas é tecnicamente impecável.

No IMDb, o filme oscila com uma nota sólida em torno de 6.9 a 7.1, o que é uma pontuação respeitável para o gênero de ação/comédia. Sobre premiações, embora ainda seja cedo para falar de Oscar nas categorias principais, o filme já garantiu seu lugar na história com o recorde do Guinness e é um forte candidato em categorias técnicas e de sindicatos de dublês.

Em resumo, "O Dublê" é um filme honesto. Se você gosta de ver carros capotando de verdade e brigas bem coreografadas, vale o tempo investido. É cinema pipoca feito por quem entende da engenharia da ação.

Amor Bandido (Love Hurts)


Amor Bandido (Love Hurts) 

Quando eu vi Amor Bandido, cujo título original é Love Hurts, sabia que seria uma experiência diferente. Não era um blockbuster tradicional nem aquela comédia romântica previsível. Era algo mais bruto, direto e com ação no centro da narrativa.

O Que é e Quando Saiu

Eu descobri que o filme foi lançado em 7 de fevereiro de 2025 nos Estados Unidos e chegou às telas brasileiras em 1º de maio de 2025.
O diretor é Jonathan Eusebio, que vem de trabalhos como coordenador de dublês e estreia aqui numa cadeira de comando criativo bem diferente do habitual.

Elenco e Personagens que Marcam

De cara, o elenco chama a atenção por ser variado e composto por nomes conhecidos:
🎬 Ke Huy Quan no papel principal, acompanhado por
🎬 Ariana DeBose,
🎬 Daniel Wu, além de
🎬 Mustafa Shakir, Lio Tipton, Cam Gigandet, Marshawn Lynch e Sean Astin.

Eles não são só rostos bonitos, cada um carrega um pouco de bagagem que ajuda a dar ritmo à trama sem exagerar na profundidade dramática. Já de cara isso coloca o filme mais na vibe ação com pitadas de comédia do que num drama pesado.

Estilo e Trilha Sonora

A trilha sonora foi assinada por Dominic Lewis, que já trabalhou em projetos como Bullet Train e The Fall Guy. Isso significa que a música aqui não fica só de fundo — ela ajuda a dar aquele pulso nas cenas de ação e nos diálogos mais rápidos sem te distrair. 

Locações e Produção

A maior parte das filmagens rolou em Winnipeg, Manitoba, no Canadá, apesar de o filme se passar em ambientes que remetem mais aos subúrbios dos Estados Unidos. 
Esse tipo de escolha de locação não é por acaso: traz uma estética limpa e neutra para as cenas de ação, sem muitos elementos que distraiam o espectador.

Nota IMDb e Premiações

Em termos de aceitação popular, a avaliação no IMDb é algo como 5,3/10, o que indica opiniões bem divididas entre público e crítica.
Até agora, o filme não colecionou grandes prêmios nas principais premiações de cinema, então ele segue mais como um título para fãs de ação do que um queridinho da crítica.

O Que Eu Achei e Curiosidades

Eu entrei de cabeça sem criar expectativas de profundidade emocional. O que encontrei foi um ritmo intenso, algumas cenas de ação bem coreografadas e um protagonista que carrega mais atitude do que discurso.
Uma curiosidade que me chamou atenção: este filme marca a reunião de Ke Huy Quan e Sean Astin, que trabalharam juntos há décadas atrás em Os Goonies (1985). 

Se você curte cenas ágeis, diálogos sem enrolação e um roteiro que não se perde em sentimentalismos, Amor Bandido entrega isso. Não espere profundidade dramática ou grandes reviravoltas psicológicas — o filme prefere manter a energia elevada e a narrativa direta ao ponto.