Sabe
aquele dia em que você só quer sentar no sofá, abrir uma cerveja gelada e
assistir a um filme que te prende do primeiro ao último minuto? Foi exatamente
assim que esbarrei em 12 Horas para o Fim do Mundo, um
filme de ficção científica e desastre que entrega muito mais do que explosões
vazias. Vou te contar como essa produção me surpreendeu e por que ela merece a
sua atenção.
Qual é a história por trás de 12 Horas para o Fim do Mundo?
Lançado no ano de lançamento de 2022, o longa
traz uma escala de destruição massiva. O título original é
simplesmente Mira, que também é o
nome da inteligência artificial e da estação espacial onde se passa boa parte
da trama. A direção fica por conta de Dmitriy Kiselev, um
diretor que sabe muito bem como guiar o espectador por cenários caóticos sem
perder o fio condutor da narrativa.
A trama acompanha Lera Arabova, uma jovem de 15 anos que
vive em Vladivostok. O pai dela, Valery Arabov, é um astronauta que vive
isolado na estação espacial Mira. A relação deles é fria e distante, mas tudo
muda quando uma chuva de meteoros catastrófica atinge a Terra. Isolado no
espaço, o pai precisa usar os sistemas de satélite e a tecnologia para guiar a
filha pelas ruas destruídas e salvá-la do colapso final. É uma corrida contra o
tempo literal: eles têm apenas 12 horas para sobreviver.
Quem está no elenco e onde o filme foi rodado?
O diretor Kiselev escalou um time que entrega atuações
bem pés no chão, sem aquele heroísmo exagerado que costuma estragar produções
de Hollywood. O elenco principal
conta com:
·
Anatoliy
Belyy (como o pai e astronauta, Valery
Arabov)
·
Veronika
Ustimova (como a jovem Lera Arabova)
·
Yevgeniy
Yegorov (como Misha, o amigo que ajuda
Lera)
·
Darya
Moroz (como Svetlana)
Sobre a locação, a maior parte das cenas
urbanas e de destruição se passa na cidade portuária de Vladivostok, além de
gravações em estúdios em Moscou e na região de Moscow Oblast. Ver o
desastre acontecer em uma cidade com uma arquitetura e geografia diferentes do
padrão americano dá um frescor muito bacana para o visual do filme.
Quais são as principais curiosidades dos bastidores?
Uma das maiores curiosidades sobre a
produção é o uso dos efeitos visuais. A empresa responsável pelo CGI
(computação gráfica) foi a Main Road Post, a mesma que trabalhou em grandes
ficções científicas como Attraction (2017) e Invasion (2020).
Eles conseguiram criar cenas de impacto absurdo com um orçamento muito menor do
que os blockbusters tradicionais.
Outro detalhe interessante é o foco na tecnologia
realista. Em vez de superpoderes ou soluções milagrosas, o pai usa câmeras de
trânsito, smartfones e até uma babá eletrônica com inteligência artificial para
se comunicar e mapear os caminhos seguros para a filha no meio do fogo cruzado
dos meteoros.
O que a crítica achou e qual é a nota IMDb?
Se você olhar friamente para a nota IMDb, vai
encontrar um 5,8/10 (com algumas
variações chegando a 6,4 dependendo da base de dados e do momento das
avaliações). Mas não se deixe levar apenas por números. Minha crítica da obra é
bem positiva: o filme entrega o que promete.
O ponto forte aqui é a dinâmica de proteção de um pai
que, mesmo estando a milhares de quilômetros de distância no espaço, faz o
impossível para guiar e proteger sua família. É uma abordagem direta sobre
responsabilidade, superação de erros do passado e instinto de sobrevivência. Os
efeitos visuais das rochas espaciais rasgando os prédios são de altíssimo nível
e a tensão não diminui em nenhum momento. Se você curte uma boa história de
sobrevivência com ritmo acelerado e sem enrolação, vale muito o play.
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