Se você curte uma boa ficção científica com muita ação, monstros
bizarros e aquela vibe de "o fim do mundo está chegando", senta aí,
pega um café e vamos trocar uma ideia sobre A Guerra do Amanhã (The Tomorrow War). Eu assisti a esse filme meio sem
grandes pretensões e confesso que ele me entregou exatamente o que eu buscava
para um sábado à noite: entretenimento puro, ritmo acelerado e uma baita dose
de adrenalina.
Lançado em 2021 direto no streaming da Amazon
Prime Video (já que a pandemia melou os planos do cinema), o longa pegou todo
mundo de surpresa na época. Com uma nota de 6,5 no IMDb, ele
divide opiniões, mas cumpre muito bem o papel de prender a sua atenção do
início ao fim. Dirigido por Chris McKay — o
mesmo cara que comandou Lego Batman: O Filme,
o que explica o timing de ação e o ritmo dinâmico —, o filme bota a gente na
pele de um ex-militar e professor de biologia que, do nada, se vê convocado
para lutar em uma guerra que ainda nem aconteceu.
Do que se trata a história de AGuerra do Amanhã?
A premissa é daquelas que te pegam logo de cara. No meio da final da
Copa do Mundo, um portal temporal se abre no gramado e soldados vindos do ano
de 2051 trazem um aviso desesperado: a humanidade está perdendo uma guerra
contra uma espécie alienígena brutal e está prestes a ser extinta. A única
solução é recrutar civis e militares do presente para saltarem trinta anos no
futuro e darem uma força no front de batalha.
É aí que entra o nosso protagonista, Dan Forester, interpretado por Chris Pratt (o eterno Senhor das Estrelas de Guardiões da Galáxia). O cara é o típico herói com quem
a gente se identifica: um pai de família comum, veterano do Iraque, que só quer
proteger o futuro da filha. Ao lado dele, o elenco conta com Yvonne Strahovski como a cientista durona do futuro, Sam Richardson servindo como o alívio cômico perfeito
na pele de um recruta apavorado, e o monstro J.K. Simmons, que
interpreta o pai ausente e meio "casca grossa" de Dan.
Onde o filme foi gravado de verdade?
Para criar aquele cenário apocalíptico de cidades destruídas e
laboratórios futuristas, a produção não economizou nas locações. Boa parte das
cenas urbanas e de estúdio foi rodada em Atlanta, na Geórgia,
que hoje é praticamente a capital do cinema de ação nos EUA.
Mas o grande destaque visual vai para as cenas na Islândia. A equipe
viajou até lá para gravar em geleiras reais, o que deu um tom absurdamente
realista, frio e desolador para os momentos cruciais do terceiro ato. Sentir
que o ambiente é real, e não apenas uma tela verde de computação gráfica, faz
toda a diferença na imersão da história.
Quais são as melhores curiosidades
dos bastidores?
Uma das coisas que eu mais curto pesquisar depois que o filme acaba são
os bastidores, e A Guerra do Amanhã tem uns detalhes
bem legais:
·
Mudança de nome: O título original do projeto era Ghost Draft (algo como "Rascunho de
Fantasma"), mas decidiram mudar para The Tomorrow War por
ser mais direto e comercial. O próprio Chris Pratt anunciou a mudança no seu
Instagram na época.
·
Monstros originais: Os aliens,
chamados de Garras Brancas (White Spikes), foram desenhados para
serem visualmente aterrorizantes e imprevisíveis. Eles têm tentáculos que
disparam espinhos e se movem incrivelmente rápido, fugindo do clichê do
alienígena cabeçudo e cinza.
·
Sucesso estrondoso: Mesmo sem passar
nos cinemas, o filme quebrou recordes na Amazon, virando uma das produções
originais mais assistidas da plataforma no fim de semana de estreia, o que
garantiu conversas para uma sequência logo em seguida.
O filme A Guerra do Amanhã realmente
vale a pena?
Sendo bem direto com você: vale sim, desde que você saiba o que está
assistindo. Se você for procurar furos no roteiro sobre viagem no tempo, vai
achar aos montes (como quase todo filme que mexe com linha temporal). Mas se
você encarar a obra pelo que ela se propõe a ser — um blockbuster de ação
focado em sobrevivência, tática militar e uma dinâmica bem legal de pais e filhos
—, a experiência é excelente.
A ação é frenética, o visual dos monstros realmente bota medo e a
dinâmica entre o Chris Pratt e o J.K. Simmons traz um peso emocional bacana,
equilibrando a testosterona dos combates com uma história sobre consertar erros
do passado. É aquele tipo de filme que te faz desligar o cérebro por duas
horas, torcer pelos personagens e terminar com a sensação de que valeu cada
minuto do seu tempo.
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