Sabe
aquele tipo de filme que te prende no sofá, faz o tempo voar e ainda te deixa
fritando os neurônios com teorias da conspiração? É exatamente isso que sinto
toda vez que revejo Anjos e Demônios. Lembro
perfeitamente da primeira vez que assisti: o clima de mistério misturado com
aquela corrida frenética pelas ruas de Roma me pegou de jeito. Se você curte
uma boa história que mistura rituais antigos, sociedades secretas e
reviravoltas de explodir a cabeça, esse suspense é um prato cheio.
Como um bom fã de thrillers de respeito, decidi analisar
essa obra clássica por completo. Vamos destrinchar os bastidores, as polêmicas
e entender por que esse longa continua relevante até hoje.
Qual é a história por trás de Anjos e Demônios?
A trama nos joga direto no coração do Vaticano. Logo após
a morte do Papa, a Igreja Católica se vê encurralada por uma ameaça terrível:
os Illuminati, uma antiga fraternidade secreta que jurou vingança contra a
instituição, ressurgem das sombras. Para piorar, eles roubam uma quantidade
massiva de antimatéria do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear),
uma substância com poder de destruição devastador, e ameaçam explodir a Cidade
do Vaticano.
É aí que entra o nosso protagonista, Robert Langdon, o
famoso simbologista de Harvard. Ele é chamado às pressas para decifrar os
enigmas deixados pelos sequestradores, que prometeram executar quatro cardeais,
um a cada hora, nos altares da ciência espalhados por Roma. Ao lado da
cientista Vittoria Vetra, Langdon corre contra o relógio em uma caçada
implacável por igrejas, criptas e monumentos históricos.
Quem está por trás da criação do filme?
Dirigido pelo mestre Ron Howard, o mesmo cara que
comandou O Código Da Vinci e Uma Mente Brilhante,
o longa foi lançado nos cinemas em 2009. O título
original é exatamente o mesmo que conhecemos por aqui: Angels & Demons.
Howard conseguiu dar ao filme um ritmo muito mais acelerado e dinâmico do que o
seu antecessor, transformando o livro de Dan Brown em um verdadeiro filme de
ação intelectual.
No elenco, Tom Hanks volta impecável no papel de Robert
Langdon, trazendo aquela presença madura e pragmática que o personagem pede.
Para dividir a tela com ele, temos a atriz israelense Ayelet Zurer como
Vittoria Vetra e o excelente Ewan McGregor, que brilha intensamente no papel do
Camerlengo Patrick McKenna, o homem que assume a administração do Vaticano
durante o conclave. No termômetro do público e da crítica, o filme conquistou
uma nota 6.7 no IMDb,
uma média bastante sólida para um blockbuster de suspense e mistério.
Onde o filme foi gravado de verdade?
Visualmente, o filme é um espetáculo, e grande parte
disso se deve às suas locações. A história se passa quase inteiramente em Roma
e na Cidade do Vaticano, passando por pontos icônicos como a Praça de São
Pedro, o Panteão, a Piazza Navona e o imponente Castel Sant'Angelo.
O grande desafio da produção foi que o Vaticano barrou as
filmagens dentro do seu território e de várias igrejas romanas devido às
polêmicas religiosas da franquia. A saída da equipe foi genial: eles usaram o
Palácio Real de Caserta (perto de Nápoles) para simular os interiores do
Vaticano e construíram réplicas absurdamente detalhadas da Praça de São Pedro e
da Capela Sistina nos estúdios em Los Angeles. O resultado final ficou tão
perfeito que é praticamente impossível notar a diferença.
Quais são as maiores curiosidades da produção?
Os bastidores de Anjos e Demônios
rendem ótimas histórias. Aqui separamos alguns fatos que mostram o peso dessa
produção:
·
Cronologia
invertida: Nos livros de Dan Brown, Anjos e Demônios foi
lançado antes de O Código Da Vinci. No cinema, os
produtores decidiram inverter a ordem, transformando este filme em uma
sequência direta do primeiro sucesso.
·
Pesquisa
real: Para dar veracidade à parte
científica, o diretor Ron Howard visitou o CERN de verdade na Suíça para
entender como funcionava o acelerador de partículas e a criação da antimatéria.
·
Greve
dos roteiristas: A produção quase
atrasou meses devido à grande greve de roteiristas em Hollywood entre 2007 e
2008. O roteiro precisou ser finalizado às pressas antes do início da
paralisação.
·
O
corte de cabelo: Fãs mais atentos
notaram que o cabelo de Tom Hanks está bem diferente aqui. Em O Código Da Vinci, o
visual mais longo foi alvo de piadas; para o segundo filme, adotaram um corte
curto e bem mais alinhado.
O veredito final: Anjos e Demônios vale a pena?
Sendo direto ao ponto: vale cada minuto. O filme
envelheceu muito bem porque entrega exatamente o que promete. É um suspense de
ritmo frenético que não subestima a inteligência de quem está assistindo. A
dinâmica de "corrida contra o tempo" funciona perfeitamente, e a
fotografia sombria contrastando com a beleza histórica de Roma cria uma atmosfera
única.
Embora tome algumas liberdades criativas e mude detalhes
cruciais do livro (como o desfecho de alguns personagens), o roteiro consegue
amarrar muito bem o eterno embate entre ciência e fé. Não é um drama profundo
para ganhar o Oscar, mas como entretenimento de alta qualidade, focado em
mistério e conspiração, cumpre o seu papel com maestria. Se você quer um filme
movimentado, com boa dose de adrenalina e reviravoltas inteligentes, pode dar o
play sem medo.
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