Backrooms
Sabe aquela sensação estranha de caminhar por um corredor de hotel
vazio, com carpete datado e luzes fluorescentes zumbindo, e sentir um arrepio
na espinha? Esse é o universo de The Backrooms, um
fenômeno da internet que nasceu de uma lenda urbana digital (as famosas
creepypastas) e acabou se transformando em um dos projetos cinematográficos
mais aguardados pelos viciados em terror psicológico. Como um baita fã de
narrativas de mistério e ficção científica, decidi mergulhar de cabeça nesse
"não lugar" para te contar tudo sobre a adaptação oficial que levou
esse pesadelo dos fóruns da internet direto para as telas.
Prepare o café, se acomode na cadeira e vem comigo entender como paredes
amarelas mofadas e labirintos infinitos conseguem causar mais medo do que muito
monstro clássico do cinema.
O que é a lenda por trás desse filme?
Para entender o filme, a gente precisa voltar um pouco no tempo. Tudo
começou em 2019, num fórum chamado 4chan, onde um usuário anônimo postou a foto
de um escritório vazio, com um tom amarelo meio doentio e uma vibe de abandono.
O conceito era simples, mas genial: se você não tomar cuidado e
"clipar" para fora da realidade (como um bug de videogame), você cai
nos Backrooms.
Esse lugar é um labirinto infinito de salas vazias, com cheiro de
carpete molhado e o barulho incessante de lâmpadas fluorescentes. Em 2022, um
jovem de apenas 16 anos chamado Kane Pixels postou um curta no YouTube que
viralizou absurdamente, transformando essa premissa em uma websérie de terror
analógico assustadora. O sucesso foi tanto que a produtora A24 — que não bota a
mão em coisa ruim — e o mestre do terror James Wan decidiram bancar a ideia
para transformar o conceito em um longa-metragem oficial.
Quem está por trás da produção de The
Backrooms?
O projeto, com o título original de The Backrooms,
trouxe uma jogada de mestre de Hollywood: eles contrataram o próprio Kane Parsons (conhecido na internet como Kane Pixels)
para assumir a cadeira de diretor. É uma decisão fantástica, porque ninguém
entende melhor a atmosfera desse universo do que o cara que ajudou a moldá-lo
na internet.
O filme foi oficialmente planejado para ter sua produção e lançamento
consolidados ali por volta de 2025,
surfando no auge do hype do terror analógico. Como o foco da obra é a
experiência imersiva e o isolamento, o elenco foi escalado a dedo com atores
que conseguem carregar a tensão no olhar, sem a necessidade de grandes astros
de blockbusters para não quebrar o realismo. Temos Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass. A locação principal, claro, simula
os interiores claustrofóbicos e infinitos daqueles escritórios americanos dos
anos 1990, recriando perfeitamente a estética de fitas VHS que a gente tanto
ama. No IMDb, a recepção do público e da crítica especializada
garantiu uma nota sólida de 7.2, um número
excelente para o gênero de terror, que costuma ser bem criticado por lá.
Quais são as maiores curiosidades dos
bastidores?
Uma das coisas que mais curto quando pesquiso sobre cinema são os
detalhes de bastidores, e esse filme tem histórias ótimas.
·
Diretor prodígio: O diretor Kane Parsons ainda era
menor de idade quando seus vídeos explodiram na internet e chamaram a atenção
de grandes estúdios cinematográficos. Ele teve que conciliar as reuniões com a
A24 com as suas obrigações escolares.
·
O terror do cotidiano: O conceito visual
do filme não usa castelos assombrados ou florestas escuras. O medo vem da
"arquitetura hostil" e dos espaços liminares — lugares feitos para
transição (como corredores e saguões) onde você não deveria permanecer parado.
·
Design de som minimalista: Boa parte do
orçamento e do tempo de pós-produção foi gasta no som. Aquele zumbido baixo e
constante das lâmpadas foi desenhado psicologicamente para gerar ansiedade no
espectador ao longo da sessão.
Vale a pena assistir ou é só mais um
susto bobo?
Se você está esperando um filme cheio de jump scares
previsíveis, com monstros pulando na tela a cada cinco minutos e sangue
espirrando para todo lado, talvez mude de canal. A crítica da obra exalta
justamente o oposto: The Backrooms é um exercício
brilhante de terror psicológico e existencial.
O ritmo do filme te deixa em um estado constante de alerta. A sensação
de estar perdido em um espaço infinito, onde as leis da física não funcionam
direito e o silêncio é interrompido por barulhos distantes e inexplicáveis, é
agoniante. O roteiro consegue expandir o mistério da internet sem entregar
respostas mastigadas, mantendo o respeito pelo material original. É o tipo de
filme que, quando termina e você olha para o corredor da sua própria casa, te
faz pensar duas vezes antes de apagar a luz. Para mim, é uma das experiências
mais originais do cinema de gênero dos últimos anos.
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