Os Furiosos (The Furious) (火遮眼)

 


Do que se trata a história de Os Furiosos?

Para quem busca uma adrenalina pura e direta ao ponto, o contexto inicial nos apresenta a Wang Wei, um homem simples cujo mundo desaba quando sua filha é sequestrada por uma rede criminosa implacável. Sem qualquer suporte da polícia local corrompida, ele decide fazer justiça com as próprias mãos. Nessa jornada brutal, ele encontra um aliado improvável: Navin, um jornalista obstinado que também está à procura da esposa desaparecida misteriosamente. Juntos, os dois partem para um confronto sangrento contra o império do crime.

O título original da obra é exatamente The Furious, e ele teve seu lançamento em 2025. O projeto é capitaneado pelo diretor Kenji Tanigaki, um lendário coreógrafo de dublês que decidiu assumir o comando para trazer o máximo de realismo físico para as telas. O peso pesado do elenco fica por conta do astro do kung fu Xie Miao (como Wang Wei) e do monstro das artes marciais Joe Taslim (como Navin), além de trazer participações casca-grossa de nomes como Yayan Ruhian e Jija Yanin.

Toda a narrativa se desenvolve tendo a Tailândia como a principal locação das filmagens, o que ajuda a construir aquela atmosfera quente, úmida e visualmente caótica das favelas e submundos urbanos do Sudeste Asiático.

Quais são as maiores curiosidades dos bastidores?

Uma das grandes curiosidades da produção é que o diretor Kenji Tanigaki fez questão de reunir lutadores e dublês com origens marciais completamente distintas para o clímax do longa. A ideia era criar um choque de estilos real. Na grande batalha final, o filme faz uma mistura insana de Kung Fu tradicional, Judô de combate, Taekwondo, Karatê Kyokushin de pleno contato e Pencak Silat.

Outro detalhe de bastidores que chama a atenção envolve o ator Joe Taslim. Conhecido por papéis extremamente exagerados e vilões implacáveis em outras grandes franquias, ele revelou em entrevistas que buscou humanizar Navin ao máximo. O objetivo dele foi equilibrar a brutalidade dos combates com a dor real de um marido desesperado, criando um contraponto dramático bem mais pé no chão do que estamos acostumados a ver no gênero.

Vale o seu tempo ou o hype passou da conta?

Olhando o panorama geral, a produção cumpre muito bem o papel de entregar um entretenimento visceral e direto na jugular, ideal para quem curte tramas de vingança na pegada de Busca Implacável ou Operação Invasão. A parceria entre os dois protagonistas carrega o filme com facilidade e a atmosfera de urgência é muito bem construída pelo diretor.

Contudo, fazendo uma crítica da obra sem passar pano, o filme esbarra em problemas claros. Eu particularmente achei as coreografias das lutas um pouco quebradas, o que deixou muito artificial. Em várias sequências, a transição entre os golpes parece picotada demais pela edição, quebrando a fluidez natural que um combate desse nível exige para convencer. Na tentativa de criar um dinamismo exagerado, o resultado acabou soando forçado em muitos momentos. Além disso, a nota IMDB do longa está sustentada em 7.6/10. Sendo bem sincero, acho essa nota um pouco exagerada para um filme que, no fim das contas, reaproveita um roteiro bastante genérico e clichê de resgate. É um prato cheio para os fãs do gênero, mas tecnicamente tem suas falhas evidentes. Mas, gosto é gosto.

Por que o longa está dividindo tantas opiniões?

O grande trunfo e, ao mesmo tempo, o motivo de debate em torno de The Furious está na sua proposta de reviver o cinema de pancadaria raiz em plena era digital. Enquanto boa parte do público e da crítica especializada vem ovacionando o projeto pelo uso massivo de dublês reais e efeitos práticos, o preciosismo técnico das lutas deixa transparecer que nem tudo saiu perfeito na hora da montagem. Ele é um marco importante para o cinema de ação de 2025, mas mostra que o excesso de cortes e golpes telegrafados pode prejudicar o brilho dos maiores artistas marciais da atualidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe um comentário sobre o filme e compartilhe com seus amigos.