O Rei da Escócia (Robert the Bruce)

 

O Rei da Escócia

Cara, se você gosta de história medieval e cresceu assistindo a clássicos dos anos 90, provavelmente já ouviu falar de Robert the Bruce. Mas o filme de 2019, dirigido por Richard Gray, traz uma pegada bem diferente daquela grandiosidade de Hollywood que a gente está acostumado.

Vou te contar o que achei e o que você precisa saber sobre essa obra, sem entregar o ouro e estragar a experiência.

O retorno de Angus Macfadyen ao papel principal

O ponto que mais chama atenção aqui é o elenco. O título original é apenas Robert the Bruce e o protagonista é interpretado por Angus Macfadyen. Se o nome não te soa familiar, ele é o mesmo ator que viveu o personagem em Coração Valente (1995).

Desta vez, Angus também assina o roteiro. Ele passou anos tentando tirar esse projeto do papel porque queria mostrar o que aconteceu depois da queda de William Wallace. No elenco, ainda temos nomes como Anna HutchisonZach McGowan e o experiente Jared Harris. É um filme mais focado no isolamento e na resiliência do que em cargas de cavalaria ininterruptas.

Onde a história se encaixa e a recepção do público

Lançado oficialmente em 28 de junho de 2019, o longa foca em um período específico onde o rei escocês está ferido, fugindo e sendo caçado por seu próprio povo. É uma narrativa de sobrevivência.

Sobre a recepção, sendo bem direto: ele não é um consenso. No IMDb, a nota gira em torno de 5.3. Não é uma nota de "obra-prima", mas entendo o porquê. Muita gente esperava um filme de guerra cheio de sangue, mas ele é mais um drama de época contido. Se você for com a expectativa de ver algo mais introspectivo e bruto, a experiência flui melhor. Em termos de premiações, ele circulou mais em festivais independentes (como o de Edimburgo), sem grandes estatuetas no currículo.

Bastidores: Trilha sonora e locações surpreendentes

Um detalhe que muita gente deixa passar é a parte técnica. A trilha sonora, composta por Mel Elias, ajuda muito a criar aquele clima de frio e desolação das terras altas. É minimalista e funciona bem com o ritmo mais lento da trama.

Agora, uma curiosidade que me pegou de surpresa: apesar de ser uma história profundamente escocesa, boa parte das locações de filmagem não foram na Escócia. Por questões de orçamento e busca por um visual de inverno rigoroso, eles filmaram muita coisa em Montana, nos Estados Unidos. O diretor conseguiu usar as montanhas de lá para simular o território escocês de um jeito bem convincente, mantendo o aspecto rústico que a história pede.

Curiosidades sobre o filme Robert the Bruce

Se você vai assistir ou quer entender o contexto, separei alguns pontos interessantes:

  • Sequência Espiritual: Angus Macfadyen considera este filme uma continuação direta da jornada de seu personagem em Coração Valente.

  • Roteiro de longa data: O ator levou cerca de 11 anos para conseguir financiar e produzir o filme exatamente como queria.

  • Foco humano: Diferente de outras produções, o filme gasta muito tempo mostrando a relação do Rei com uma família de camponeses, o que humaniza bastante o mito histórico.

No fim das contas, Robert the Bruce é um filme para quem gosta de entender o peso da coroa e a dificuldade de manter um ideal quando tudo parece perdido. É um recorte mais pé no chão de um dos maiores nomes da história da Escócia.


Marty Supreme

 

Decidi parar um pouco para falar sobre um filme que tem dado o que falar nos últimos meses. Se você curte o estilo frenético da produtora A24 e acompanha a carreira do Josh Safdie, já sabe que Marty Supreme não é só mais um filme de esporte. É uma daquelas obras que pegam um nicho específico — o pingue-pongue dos anos 50 — e transformam em algo visualmente instigante.

Aqui, vou te contar o que você precisa saber sobre essa produção sem entregar nenhuma surpresa do roteiro.

O que esperar de Marty Supreme: A volta de Josh Safdie

O título original é o próprio Marty Supreme, e o filme marca um momento interessante: é o primeiro longa que o Josh Safdie dirige sozinho, sem o irmão Benny, desde que se tornaram os "queridinhos" do cinema tenso com Joias Brutas.

A trama é inspirada na vida de Marty Reisman, uma lenda do tênis de mesa. Mas não espere um documentário seco. O filme tem aquela energia urbana, meio caótica e estilosa que é a marca registrada do diretor. Ele consegue transformar uma partida de pingue-pongue em algo tão tenso quanto um assalto a banco, mantendo o foco no ego e na ascensão de um mestre do esporte.

Elenco de peso e os detalhes técnicos

O que mais chama a atenção logo de cara é o elenco. Timothée Chalamet assume o papel principal e, honestamente, o cara entrega uma versatilidade que justifica o hype. Além dele, temos nomes pesados e inusitados dividindo a tela:

  • Direção: Josh Safdie.

  • Elenco Principal: Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow (marcando seu retorno às telas) e o rapper Tyler, The Creator.

  • Data de Lançamento: O filme teve seu circuito de estreia iniciado no final de 2025, chegando com força total aos cinemas globais no início de 2026.

  • Nota IMDb: Atualmente, o filme sustenta uma sólida nota de 7.8, refletindo a boa recepção tanto dos críticos quanto do público que busca algo fora do mainstream óbvio.

Sobre as premiações, o longa já começou a aparecer em listas de "Melhor Direção" e "Melhor Ator" em festivais independentes, e a expectativa para as categorias técnicas nas premiações de 2026 é alta, principalmente pelo design de produção.


Trilha sonora, locações e a estética dos anos 50

Se tem uma coisa que o Safdie sabe fazer é criar atmosfera. As locações de filmagem foram centradas em Nova York, aproveitando a arquitetura que ainda resta da metade do século passado para recriar o submundo das salas de jogo.

trilha sonora é outro ponto alto. Em vez de ir pelo caminho óbvio do jazz clássico, a música mistura ritmos experimentais que ajudam a ditar o ritmo acelerado das jogadas. É o tipo de som que você vai querer procurar no Spotify assim que sair da sala de cinema.

Algumas curiosidades que você talvez não saiba

Para quem gosta de saber o que rola por trás das câmeras, separei alguns pontos interessantes sobre a produção:

  1. Treinamento intensivo: Chalamet passou meses treinando com profissionais de tênis de mesa para que as cenas não dependessem apenas de edição; os movimentos são reais.

  2. A volta de Gwyneth: Este filme convenceu Gwyneth Paltrow a sair de seu hiato como atriz, algo que ela não fazia de forma consistente há anos.

  3. Estreia de Tyler, The Creator: É a primeira vez que vemos o músico em um papel de destaque no cinema, e a química dele com o restante do elenco é surpreendente.

O filme entrega uma narrativa fluida, sem enrolação. É direto ao ponto, focado na obsessão de um homem pelo topo de um esporte que muitos subestimam. Se você gosta de cinema com personalidade e uma fotografia impecável, vale o ingresso.