Samaritano (Samaritan)

 

Se você curte aquele estilo de herói mais "pé no chão" e porrada seca, Samaritano (Samaritan) é uma escolha interessante no catálogo do Prime Video. Assisti ao filme recentemente e, olha, ele entrega exatamente o que promete: uma pegada mais bruta, sem aquela firula colorida de multiversos que a gente vê por aí hoje em dia.

Aqui vou te contar por que esse filme merece o seu play, sem entregar o ouro da história, mas focando no que faz ele valer a pena.

O que você precisa saber sobre a produção

Lançado em 26 de agosto de 2022, o filme é dirigido por Julius Avery, o mesmo cara que fez Operação Overlord. Ele tem a mão boa para criar ambientes sujos e tensos. No elenco, o peso pesado é o Sylvester Stallone, que interpreta o Joe Smith. Ao lado dele, temos o garoto Javon Walton (o Ashtray de Euphoria) e o Pilou Asbæk (o Euron Greyjoy de Game of Thrones) fazendo o vilão.

No IMDb, o filme sustenta uma nota 5.7/10. Pode parecer pouco para os críticos de plantão, mas para quem gosta de um bom filme de ação "brucutu", é uma média honesta. Sobre premiações, ele não levou nenhum Oscar, mas teve indicações em premiações de nicho, como o Critics' Choice Super Awards, focado em filmes de ação e heróis.

Uma trilha sonora e visual que ditam o ritmo

A trilha sonora ficou por conta de Jed Kurzel e Kevin Kiner. Eles optaram por tons mais graves e industriais, o que combina perfeitamente com a cidade de Granite City.

Aliás, as locações de filmagem foram quase todas em Atlanta, Geórgia. Eles conseguiram transformar a cidade em um lugar que parece estar sempre à beira do colapso, com prédios antigos e becos escuros. Essa estética urbana carregada ajuda muito a criar o clima de mistério sobre o paradeiro do tal herói desaparecido há 20 anos.

Por que o Stallone ainda convence no papel

O Stallone já passou dos 75, mas o cara ainda tem uma presença de tela absurda. Em Samaritano, ele não tenta ser um super-homem invencível que voa. Ele é um cara que trabalha como lixeiro, conserta rádios velhos e quer ser deixado em paz.

A narrativa foca nessa relação de mentor e aprendiz entre ele e o jovem Sam, mas sem ser melosa. É uma troca direta, às vezes ríspida, bem no estilo que o Stallone sabe fazer. O roteiro te deixa o tempo todo naquela dúvida: ele é mesmo o herói que todos acham que morreu no incêndio ou é só um cara muito forte com um passado ruim?

Curiosidades que talvez você não saiba

Para fechar, separei alguns pontos que dão um contexto legal para o filme:

  • HQ Original: O filme é baseado em uma série de histórias em quadrinhos da Mythos Comics.

  • Atrasos: Por conta da pandemia, as filmagens foram interrompidas em 2020 e o lançamento demorou mais do que o esperado.

  • Dublês: Mesmo com a idade avançada, Stallone participou de várias sequências de luta, mantendo a autenticidade das cenas de impacto.

  • Título: O nome original é apenas Samaritan, e a ideia era justamente subverter a imagem do "bom samaritano" em um mundo caótico.

Se você está procurando um filme de ação sólido para o fim de semana, sem precisar ter lido 50 HQs antes para entender a trama, Samaritano resolve o seu problema.


Não Se Preocupe, Ele Não Irá Longe a Pé (Don't Worry, He Won't Get Far on Foot)

 

Cara, se você curte cinema que não tenta te manipular com drama barato, precisa conhecer Não se Preocupe, Ele Não Irá Longe a Pé. Assisti ao filme recentemente e a pegada é bem direta: é a história real do cartunista John Callahan, mas sem aquele filtro "vencendo na vida" que Hollywood adora empurrar.

Vou te contar por que esse filme vale o seu tempo e o que faz dele uma obra que foge do óbvio.

O que você precisa saber sobre a produção

O título original é Don't Worry, He Won't Get Far on Foot e ele chegou aos cinemas em 2018. O comando ficou nas mãos do Gus Van Sant, um diretor que sabe filmar a melancolia e o cotidiano como poucos (ele é o cara por trás de Gênio Indomável e Elephant).


No elenco, o nível é alto:

  • Joaquin Phoenix (John Callahan)

  • Jonah Hill (Donnie)

  • Rooney Mara (Annu)

  • Jack Black (Dexter)

No IMDb, o filme segura uma nota 6.8/10. Pode parecer "justa", mas para um drama biográfico tão específico, é um sinal de que ele entrega o que promete sem firulas.

Uma trama sobre vício e rodas

A história gira em torno de Callahan, um cara que adorava uma garrafa e acaba ficando tetraplégico após um acidente de carro bizarro. Mas o filme não é sobre a deficiência em si; é sobre o que ele faz depois disso. Ele descobre um talento ácido para desenhar cartuns politicamente incorretos e encontra um grupo de apoio liderado por um Donnie (Jonah Hill) quase irreconhecível.

O legal aqui é que a narrativa é fluida. O Gus Van Sant não usa uma linha do tempo certinha. Ele vai e volta, mostrando o caos da reabilitação e a busca pelo perdão, tudo regado a um humor ácido que o próprio Callahan tinha na vida real.

Trilha sonora, locações e bastidores

A ambientação é fundamental para o clima do filme. Ele foi rodado quase todo em Portland, Oregon — que por sinal era a cidade onde o Callahan vivia. Isso dá um ar de autenticidade, sabe? Não parece um cenário montado.

A trilha sonora é assinada pelo Danny Elfman. Esqueça as trilhas épicas de super-heróis que ele costuma fazer; aqui o som é contido, meio jazzístico e acompanha bem as idas e vindas mentais do protagonista.

Em termos de premiações, o filme não foi um "papa-Oscar", mas brilhou em festivais importantes como Sundance e no Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde foi indicado ao Urso de Ouro.

Curiosidades que mudam a perspectiva

Sempre tem aqueles detalhes que fazem a gente olhar o filme com outros olhos. Se liga:

  • Projeto antigo: O Robin Williams queria interpretar o John Callahan ainda nos anos 90. Ele chegou a comprar os direitos do livro, mas o projeto não saiu do papel antes de ele falecer.

  • Cartuns reais: Muitos dos desenhos que você vê no filme são reproduções ou os próprios originais do Callahan.

  • Preparação pesada: O Joaquin Phoenix passou um tempo em centros de reabilitação para entender como era a mecânica de vida de um tetraplégico, desde como se mexer até como operar a cadeira de rodas elétrica (que ele pilota de um jeito bem agressivo no filme).

Se você está atrás de uma história de "superação" que não te trate como criança e que tenha diálogos honestos sobre como é ser humano e falho, esse filme é o caminho.