Leões e Cordeiros (Lions for Lambs)

 

Sabe aquele tipo de filme que te deixa pensando por uns bons dias sobre como o mundo funciona? Recentemente, parei para rever Leões e Cordeiros (Lions for Lambs), e a conversa aqui é de quem gosta de cinema que bota o dedo na ferida, sem precisar de explosões a cada cinco minutos.

Se você está buscando entender melhor o cenário político e social das últimas décadas, esse filme de 2007 é um prato cheio. Dirigido pelo veterano Robert Redford, ele não entrega respostas fáceis, mas faz as perguntas certas.

O time de peso por trás das câmeras

Quando vi o elenco pela primeira vez, achei que era exagero. Mas funciona. O filme é estruturado em três frentes: um senador ambicioso (Tom Cruise), uma jornalista veterana (Meryl Streep) e um professor universitário idealista (Robert Redford).

Lançado oficialmente em novembro de 2007, o longa foca muito mais no diálogo do que na ação desenfreada. A direção do Redford é sóbria, direta ao ponto, como se ele estivesse sentado com a gente na sala, discutindo ética e responsabilidade. É um filme curto, com cerca de 90 minutos, mas que carrega uma densidade que muito épico de três horas não consegue entregar.

Bastidores, trilha e onde tudo aconteceu

Muita gente me pergunta onde o filme foi rodado, já que as cenas alternam entre escritórios luxuosos em Washington e as montanhas áridas do Afeganistão. Na verdade, boa parte das filmagens aconteceu na Califórnia (incluindo Los Angeles e Simi Valley), além de locações pontuais em Washington D.C. para dar aquela veracidade política.

Outro ponto que me chamou a atenção foi a trilha sonora de Mark Isham. Ela é discreta, mas pontual. Não tenta ditar o que você deve sentir, apenas acompanha o peso das decisões dos personagens. É o tipo de música que você não percebe que está lá, até que ela para e o silêncio da cena te atinge em cheio.

Curiosidades e o que dizem por aí

Uma das coisas mais legais de saber sobre Leões e Cordeiros é a origem do título. Ele vem de uma frase supostamente dita por soldados alemães na Primeira Guerra Mundial para descrever os soldados britânicos: "Nunca vi tais leões comandados por tais cordeiros". É uma crítica direta à liderança, e isso permeia o filme todo.

Sobre o desempenho técnico e reconhecimento:

  • Nota no IMDb: Atualmente gira em torno de 6.2. É uma nota que eu considero injusta para quem gosta de roteiro, mas compreensível para quem esperava um filme de guerra tradicional.

  • Premiações: O filme não foi um "papa-prêmios" no Oscar, mas recebeu indicações interessantes, como no Young Artist Awards e em premiações de associações de críticos, muito pelo peso do seu elenco.

  • Curiosidade: Foi o primeiro filme da United Artists depois que Tom Cruise e Paula Wagner assumiram o controle do estúdio.

Vale a pena assistir hoje?

Se você curte uma narrativa fluida, que conecta histórias paralelas de forma inteligente, vale sim. O filme mostra como uma decisão tomada em um escritório refrigerado em D.C. afeta diretamente a vida de dois soldados no meio do nada e a dinâmica de uma sala de aula.

Não espere finais felizes ou heróis de capa. O que você vai encontrar é um retrato cru de como a opinião pública é moldada e como o sistema, às vezes, engole quem tenta mudá-lo. É um cinema adulto, feito para quem não tem preguiça de pensar.


Infiltrado (Wrath of Man)

 

Assisti a Infiltrado recentemente e, se você gosta de um cinema de ação que não perde tempo com firulas, esse filme é o que você está procurando. Não é apenas mais um filme de porrada do Jason Statham; tem o peso da mão do Guy Ritchie e uma narrativa que te prende pela curiosidade, não pelo sentimentalismo.

Abaixo, organizei o que você precisa saber sobre essa produção, direto ao ponto e sem spoilers.

O que esperar de Infiltrado

O filme, cujo título original é Wrath of Man, foi lançado em maio de 2021 e marca o reencontro de uma dupla que sabe muito bem o que faz: o diretor Guy Ritchie e o ator Jason Statham. A história foca em "H", um cara frio e misterioso que começa a trabalhar em uma empresa de carros-fortes em Los Angeles.

O clima é tenso desde o primeiro minuto. A narrativa não é linear, o que te obriga a prestar atenção para montar o quebra-cabeça. É um filme seco, com uma paleta de cores mais sóbria e uma violência que parece ter peso, sabe? Nada de heróis invencíveis saltando de prédios sem um arranhão. Aqui, as escolhas têm consequências.

O time por trás das câmeras

Como eu mencionei, a direção é do Guy Ritchie. Se você espera aquele estilo frenético de Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, vai se surpreender. Aqui ele está mais contido, mais focado no suspense e na construção da vingança. No elenco, além do Jason Statham entregando exatamente o que o papel pede — pouca fala e muita presença —, temos nomes como:

  • Holt McCallany (mandando muito bem como o veterano da equipe);

  • Jeffrey Donovan;

  • Josh Hartnett;

  • Scott Eastwood.

É um elenco sólido, onde ninguém está ali só para preencher espaço. Cada personagem serve como uma peça para que o plano de fundo da trama faça sentido no final.

Ficha técnica e os bastidores

Para quem gosta de números e detalhes técnicos, Infiltrado mantém uma nota respeitável de 7.1 no IMDb. Não é um filme de "Oscar", então não espere grandes premiações de academia, mas ele cumpriu bem o seu papel no circuito de festivais de filmes de gênero e foi um sucesso de bilheteria dentro do nicho de ação.

A trilha sonora, assinada por Christopher Benstead, é um dos pontos altos. Ela usa sons graves e repetitivos que ajudam a criar uma sensação de perigo iminente. Sobre as locações, as filmagens rolaram entre Londres e Los Angeles, o que explica por que o filme consegue transitar tão bem entre aquele visual urbano americano e uma estética de crime britânico mais polida.

Curiosidades que você (provavelmente) não sabia

Sempre tem algo interessante por trás das câmeras. Aqui estão alguns fatos sobre a produção:

  • Remake: O filme é, na verdade, uma versão de uma produção francesa de 2004 chamada Le Convoyeur.

  • Reencontro: Foi o primeiro filme que Statham e Ritchie fizeram juntos em 15 anos. A química continua lá, mas de um jeito bem mais maduro.

  • Trabalho de dublê: Como de costume, Statham dispensou dublês em boa parte das sequências de combate, o que dá um realismo maior para as cenas de ação.

Se você está na dúvida do que assistir no próximo fim de semana, Infiltrado é uma escolha segura para quem quer um filme de crime bem executado e sem enrolação.