A Última Legião (The Last Legion)

 

Se você curte aquela pegada de épico histórico que mistura a queda de um império com uma pitada de lenda arturiana, A Última Legião (The Last Legion) é um título que provavelmente já passou pelo seu radar ou merece um check na lista.

Lançado em 2007, o filme tenta fechar uma conta difícil: conectar o fim do Império Romano do Ocidente com as origens da espada Excalibur. Senta aí, pega um café e vamos analisar se esse filme ainda entrega o que promete.

O comando de Doug Lefler e o peso do elenco

A direção ficou nas mãos de Doug Lefler. Se o nome não te soa familiar, ele tem muita bagagem em séries de aventura como Xena e Hércules, o que explica o tom de "capa e espada" do filme.

O que realmente chama a atenção aqui é o time de peso que ele conseguiu reunir. Temos Colin Firth (antes de ganhar o Oscar por O Discurso do Rei) como o general Aurelius e o monstro sagrado Ben Kingsley fazendo o papel de Ambrosinus, uma espécie de mentor com ares de mago. No papel do jovem imperador Romulus Augustus, temos Thomas Brodie-Sangster, que você deve lembrar de Game of Thrones.

O filme tem uma nota 5.4 no IMDb. É uma média honesta para um filme que divide opiniões entre quem busca rigor histórico e quem só quer uma diversão descompromissada de fim de semana.

Onde a magia aconteceu: locações e trilha sonora

Uma coisa que eu sempre reparo nesses épicos é a ambientação. A Última Legião não economizou visualmente. As filmagens rolaram em lugares bem distintos:

  • Tunísia: Para dar aquele ar desértico e as ruínas de uma Roma já decadente.

  • Eslováquia: Onde as florestas e castelos trazem o clima frio e nebuloso da Britânia.

A trilha sonora é assinada por Patrick Doyle. O cara é mestre em composições clássicas (trabalhou em Thor e Harry Potter e o Cálice de Fogo), então espere por temas grandiosos que tentam elevar a tensão nas cenas de batalha, mesmo quando o roteiro dá umas tropeçadas.

Curiosidades que você talvez não saiba

Filmes desse gênero sempre rendem histórias interessantes de bastidores. Separei as que mais me chamaram a atenção:

  1. Conexão Literária: O filme é baseado no livro do historiador italiano Valerio Massimo Manfredi. No papel, a história é bem mais densa e estratégica.

  2. O Figurino de Aishwarya Rai: A atriz indiana, que interpreta a guerreira Mira, teve que treinar pesado para as cenas de luta. Ela era uma das maiores estrelas de Bollywood na época e trouxe um brilho internacional para a produção.

  3. Premiações: Para ser direto, o filme não foi um queridinho das premiações. Passou batido pelos grandes festivais, focando mais no entretenimento de massa do que na crítica técnica.

Por que assistir A Última Legião hoje?

Olha, sendo bem sincero com você: não espere um Gladiador ou Coração Valente. O filme é mais leve, quase uma aventura juvenil com orçamento de gente grande. A narrativa flui bem e não perde tempo com diálogos excessivamente dramáticos ou políticos.

É aquele tipo de filme ideal para quando você quer desligar o cérebro e ver uma boa jornada de herói, com espadas, fugas impossíveis e uma tentativa curiosa de explicar como uma civilização antiga influenciou os mitos da seguinte.

A química entre Colin Firth e Ben Kingsley segura as pontas e, visualmente, as locações na Eslováquia valem o play. É um entretenimento direto, sem firulas.


Matador de Aluguel (Road House)

 

Se você curte o cinema brucutu dos anos 80, sabe que Matador de Aluguel (ou Road House, no original) é praticamente um rito de passagem. Lançado em 19 de maio de 1989, o filme não é só pancadaria gratuita; é um clássico que define uma era. Eu assisti a essa obra de arte do caos recentemente e, olha, continua entregando tudo o que promete.

Vou te contar por que esse filme do diretor Rowdy Herrington ainda é relevante e o que faz dele um ícone cult.

O mestre dos seguranças: Patrick Swayze no auge

No filme, seguimos Dalton, interpretado por um Patrick Swayze no auge da forma física e do carisma. Ele não é um leão de chácara comum; Dalton é um "guia", um cara formado em filosofia que é contratado para limpar o Double Deuce, o bar mais barulhento e perigoso do Missouri.

O elenco ainda traz pesos-pesados como Sam Elliott, que faz o mentor de Dalton com aquela voz de trovão e presença impecável, e Ben Gazzara como o vilão Brad Wesley. No IMDb, o filme segura uma nota 6.7, o que eu considero injusto — para quem gosta do gênero, é nota 10 pela diversão.

Trilha sonora e o clima dos bares de beira de estrada

A ambientação é um ponto forte. Grande parte das filmagens aconteceu na Califórnia (embora a história se passe no Missouri), em lugares como Valencia e Canyon Country. O clima de bar suado e fumaça de cigarro é elevado pela trilha sonora matadora.

A banda do bar é liderada por ninguém menos que Jeff Healey, um gênio da guitarra que infelizmente já nos deixou. O blues rock que ele toca enquanto as garrafas voam na cabeça dos clientes dá o ritmo perfeito para o filme. Se você gosta de música boa, a trilha por si só já vale o play.

Curiosidades de bastidores e o legado de Road House

Muita gente não sabe, mas o filme foi um sucesso moderado na época e até recebeu indicações ao Framboesa de Ouro (pior filme, diretor, etc.). Mas o tempo é o melhor juiz: ele se tornou um fenômeno no mercado de vídeo e TV a cabo.

  • Treinamento real: Patrick Swayze, que era dançarino profissional, usou sua elasticidade nas lutas, mas os atores realmente se machucaram em algumas coreografias.

  • Filosofia de bar: A regra número um de Dalton — "Seja legal, até que não seja mais hora de ser legal" — virou mantra entre seguranças da vida real.

  • Kelly Lynch: A atriz, que faz o par romântico de Swayze, contou anos depois que Bill Murray ligava para o marido dela toda vez que via a cena de sexo dos dois na TV só para tirar sarro.

Por que você deveria (re)ver Matador de Aluguel hoje

O filme é direto ao ponto. Não tem firula, não tenta ser o que não é. É uma história de um homem contra um sistema corrupto em uma cidade pequena, resolvida na base do soco, do chute e de frases de efeito que ficaram marcadas na história.

É o tipo de produção que não se faz mais hoje em dia com a mesma autenticidade. Sem CGI, sem grandes reviravoltas mirabolantes, apenas testosterona, rock and roll e a justiça sendo feita com as próprias mãos.