A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

 

Fala, tudo certo? Se você curte ficção científica com uma pegada visual pesada, já deve ter esbarrado em A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell. Eu decidi rever esse filme recentemente para entender se ele ainda sustenta o hype ou se é apenas estética.

Vou te contar o que achei e reunir os detalhes técnicos que você precisa saber caso esteja planejando dar o play.

O universo de Ghost in the Shell e a direção de Rupert Sanders

O filme, lançado em 31 de março de 2017, é a versão live-action do aclamado anime de 1995. O diretor Rupert Sanders teve um desafio ingrato: adaptar uma obra que é praticamente sagrada para os fãs de cyberpunk. O título original, claro, é o mesmo da obra japonesa: Ghost in the Shell.

A trama foca na Major Mira Killian, uma ciborgue com cérebro humano que lidera a Seção 9, um grupo de elite que combate o terrorismo cibernético. A narrativa é direta, focando mais na busca dela por identidade do que nas questões filosóficas densas do material original. Para quem quer um filme de ação futurista bem amarrado, ele entrega o que promete sem dar voltas.

Elenco de peso e a ambientação visual

Não dá para falar desse filme sem citar a Scarlett Johansson. Ela carrega o papel da Major com uma frieza que faz sentido para uma máquina, mas deixa transparecer aquela confusão interna. No elenco, ainda temos nomes como:

  • Takeshi Kitano: Que entrega uma atuação sólida como Daisuke Aramaki.

  • Pilou Asbæk: Como Batou, o parceiro leal da Major.

  • Juliette Binoche: No papel da Dra. Ouelet.

Visualmente, o filme é impecável. As locações de filmagem ajudaram muito nisso, com cenas rodadas em Wellington, na Nova Zelândia, e as tomadas urbanas em Hong Kong. Essa mistura criou uma cidade futurista que parece viva, suja e tecnológica ao mesmo tempo. No IMDb, a nota atual é 6.3, o que eu considero justo: é um bom entretenimento, mas divide opiniões entre os puristas.

Trilha sonora e o reconhecimento técnico

Um ponto que me chamou a atenção foi a trilha sonora. Composta por Lorne Balfe e Clint Mansell, ela consegue manter o clima de tensão sem ser invasiva. O interessante é que eles trouxeram o Kenji Kawai (compositor do anime original) para fazer um remix da música icônica na cena dos créditos, o que é um belo aceno para os fãs antigos.

Em termos de premiações, o filme não foi um fenômeno de estatuetas, mas recebeu indicações importantes em categorias técnicas. Ele foi lembrado pelo Visual Effects Society Awards e pelo Saturn Awards, justamente pelo design de produção e efeitos visuais, que são, sem dúvida, o ponto alto da experiência.

Curiosidades que você talvez não saiba

Para fechar, separei alguns detalhes de bastidores que deixam a experiência de assistir mais interessante:

  1. Traje Termo-Óptico: O traje que a Scarlett usa não é CGI total. Foi feita uma peça de silicone real pela Weta Workshop que era extremamente difícil de vestir e usar no set.

  2. Homenagens: Várias cenas são recriações frame a frame do anime de 1995, como o salto do prédio no início e a luta na água.

  3. O carro do Batou: O veículo que o personagem usa é um Lotus Esprit modificado, escolhido a dedo para dar aquele ar retrô-futurista dos anos 80.

No fim das contas, A Vigilante do Amanhã é um filme que vale a pena pelo visual e pela ação. Ele não tenta reinventar a roda, mas executa bem o papel de apresentar esse universo para um público maior.


O Som do Coração (August Rush)

 

Se você curte música e acredita que certas conexões simplesmente não podem ser explicadas pela lógica, O Som do Coração (August Rush) é um daqueles filmes que você precisa ver. Eu assisti recentemente e, mesmo tentando manter um olhar mais pragmático, é difícil não ser fisgado pela forma como a trilha sonora conduz a história.

O filme foi lançado em 2007 (chegou ao Brasil no início de 2008) e, embora tenha uma pegada de fábula moderna, ele entrega uma experiência técnica muito sólida.

O time por trás das câmeras e o elenco

A direção ficou nas mãos da Kirsten Sheridan. Ela conseguiu dar um ritmo visual interessante para algo que é puramente auditivo. No elenco, temos nomes que entregam exatamente o que o papel pede:

  • Freddie Highmore: O garoto prodígio que faz o papel principal.

  • Keri Russell e Jonathan Rhys Meyers: Fazem os pais biológicos, uma violoncelista clássica e um roqueiro irlandês.

  • Robin Williams: Aparece em um papel mais denso e ambíguo, o "Wizard", que vive de agenciar pequenos talentos nas ruas de Nova York.

  • Terrence Howard: Faz o assistente social que tenta ajudar o garoto.

No IMDb, o filme sustenta uma nota respeitável de 7.4/10. É uma média honesta para uma produção que divide opiniões entre os mais céticos e os que se deixam levar pela melodia.

A trilha sonora e o cenário de Nova York

Não dá pra falar desse filme sem mencionar a música. Ela não é apenas o pano de fundo, é a protagonista. A trilha foi indicada ao Oscar de Melhor Canção Original por Raise It Up. A composição mistura elementos de música clássica, rock e o estilo percussive guitar, que é aquela técnica de usar o corpo do violão como bateria.

As locações de filmagem ajudam a vender essa atmosfera. Nova York aparece de um jeito bem urbano, mas com um toque mágico. Algumas cenas icônicas foram rodadas no:

  1. Central Park: Onde muito da "mágica" acontece.

  2. Washington Square Park: O ponto de encontro de músicos de rua.

  3. Juilliard School: Uma das escolas de música mais famosas do mundo.

Premiações e o reconhecimento da crítica

Além da indicação ao Oscar, o filme levou o Grammy de Melhor Trilha Sonora Compilada para Cinema e o Young Artist Award para o Freddie Highmore.

Mesmo que a crítica especializada tenha sido um pouco dura na época, alegando que o roteiro dependia demais de coincidências, o público comprou a ideia. Para mim, o filme funciona porque ele não tenta ser um documentário realista; ele é uma metáfora sobre como a arte pode servir como um GPS emocional.

Curiosidades que você talvez não saiba

Para fechar o papo, separei alguns detalhes de bastidores que tornam a experiência de assistir mais rica:

  • Talento real: Freddie Highmore não sabia tocar violão nem reger antes do filme. Ele aprendeu as técnicas básicas e os movimentos de mão especificamente para o papel, o que traz uma veracidade enorme para as cenas.

  • Voz própria: Jonathan Rhys Meyers, que interpreta o pai, realmente canta as músicas do seu personagem. Ele já tinha experiência como músico na vida real.

  • Título Original: August Rush é o nome artístico que o menino recebe do personagem de Robin Williams. Na tradução brasileira, optaram por algo mais "sentimental", mas o original foca no pseudônimo.

Se você está procurando algo para relaxar no fim de semana e valoriza uma boa produção sonora, dê uma chance para esse filme. Ele está disponível em várias plataformas de streaming e envelheceu muito bem.