Os Sete Suspeitos (Clue)

 

Cara, se você curte aquele clima de mistério clássico, onde ninguém é quem diz ser e o culpado pode estar sentado bem do seu lado, Os Sete Suspeitos (ou Clue) é um prato cheio. Eu assisti recentemente e fiquei pensando como um filme baseado em um jogo de tabuleiro dos anos 40 conseguiu envelhecer tão bem.

Vou te contar por que esse filme de 1985 ainda é uma referência e o que faz dele uma experiência tão única, sem entregar o final, claro.

O que você precisa saber sobre a trama

O título original é Clue, o mesmo nome do jogo de tabuleiro (conhecido aqui no Brasil como Detetive). A premissa é direta ao ponto: seis convidados, que não se conhecem, são chamados para um jantar em uma mansão isolada na Nova Inglaterra. O anfitrião? Um chantagista que conhece os segredos sujos de cada um deles.

Quando as luzes se apagam e o primeiro corpo aparece, o caos se instala. O diretor Jonathan Lynn conseguiu transformar o que poderia ser uma história boba em uma comédia de erro com um ritmo frenético. É um filme de 1985, mas o texto é tão afiado que parece atual.

Detalhes técnicos e recepção

  • Data de lançamento: 13 de dezembro de 1985.

  • Diretor: Jonathan Lynn.

  • Nota IMDb: 7.2/10 (uma nota bem sólida para o gênero).

  • Premiações: Não levou nenhum Oscar, mas virou um clássico cult absoluto com o passar dos anos.

Um elenco de peso e personagens icônicos

O que segura o filme é o elenco. Não tem um elo fraco aqui. Temos o lendário Tim Curry como o mordomo Wadsworth, que basicamente carrega o ritmo da história nas costas. Além dele, figuram nomes como Christopher Lloyd (o Doc Brown de De Volta para o Futuro), Eileen Brennan e Madeline Kahn.

Cada ator interpreta uma cor do jogo original:

  • Coronel Mustard (Martin Mull)

  • Srta. Scarlet (Lesley Ann Warren)

  • Professor Plum (Christopher Lloyd)

  • Sra. Peacock (Eileen Brennan)

  • Sra. White (Madeline Kahn)

  • Sr. Green (Michael McKean)

A dinâmica entre eles é rápida. As piadas não param e o humor é mais ácido do que eu esperava para um filme com classificação indicativa livre.

Trilha sonora, locações e a estética noir

A ambientação é um ponto alto. Quase todo o filme se passa dentro da mansão, o que cria aquela sensação de claustrofobia necessária. As filmagens rolaram principalmente em sets nos Paramount Studios em Hollywood, mas a fachada da mansão que vemos é uma residência real em Pasadena, na Califórnia.

A trilha sonora de John Morris ajuda a ditar o tom. Ela oscila entre o suspense de um filme de detetive dos anos 40 e a leveza de uma comédia pastelão. Tudo é feito para você tentar adivinhar quem é o assassino enquanto se diverte com a confusão.

Curiosidades que tornam o filme diferente

O que pouca gente sabe, ou lembra, é que Os Sete Suspeitos foi um experimento ousado no cinema. Quando foi lançado nos cinemas americanos, o filme tinha três finais diferentes. Dependendo da sala de cinema que você ia, via um desfecho distinto.

  • Finais alternativos: Na versão que vemos hoje em streaming ou DVD, os três finais são exibidos em sequência, o que é muito mais legal.

  • O jogo na tela: Praticamente todas as armas clássicas do jogo (o castiçal, a corda, o cano de chumbo) aparecem e são usadas de alguma forma.

  • Madeline Kahn inspirada: Uma das falas mais famosas da Sra. White sobre as chamas no rosto foi totalmente improvisada pela atriz.

Se você está procurando algo leve, inteligente e que te faça prestar atenção nos detalhes, vale o play. É cinema de entretenimento puro, sem frescura.


Destruição Final: O Último Refúgio (Greenland)

 

Cara, se você curte aquele clima de tensão pré-apocalíptica, Destruição Final: O Último Refúgio (ou Greenland, no original) é um prato cheio. Assisti ao filme recentemente e ele foge daquele clichê de herói inabalável que salva o mundo sozinho. Aqui a pegada é sobrevivência pura, no meio do caos, focada no que um cara comum faria para proteger a família.

Vou te contar o que faz esse filme valer o play, sem estragar a experiência com spoilers.

O diretor e o elenco que dão o tom

O filme é dirigido pelo Ric Roman Waugh, que já tinha trabalhado com o Gerard Butler em Invasão ao Serviço Secreto. Dá para ver que os dois se entendem bem. O Butler entrega uma atuação mais contida e realista, longe daquele estilo "exército de um homem só".

Morena Baccarin faz a esposa dele e manda muito bem, trazendo um peso emocional que faz você se importar com o casal. No IMDb, o filme segura uma nota 6.7, o que é bem honesto para o gênero de desastre, que costuma ser massacrado pela crítica.

Bastidores, trilha e onde tudo foi gravado

A trilha sonora ficou por conta do David Buckley. Ela não tenta ser épica demais; é mais um som que vai te deixando ansioso, sabe? Aquela pressão constante de que o tempo está acabando.

Sobre as locações, boa parte das filmagens rolou em Atlanta, na Geórgia, mas eles também usaram paisagens na Islândia para dar aquele visual mais isolado e frio que o final do filme pede.

  • Título Original: Greenland

  • Data de lançamento: Outubro de 2020 (no Brasil)

  • Premiações: Não chegou a levar um Oscar, mas foi indicado a melhor filme de ficção científica em premiações como o Critics' Choice Super Awards.

Algumas curiosidades que você talvez não saiba

Uma coisa interessante é que o roteiro original era para ser dirigido pelo Neill Blomkamp (de Distrito 9) e teria o Chris Evans como protagonista. No fim, mudou tudo e acabou caindo nas mãos do Butler.

Outro detalhe é o realismo científico. Diferente de outros filmes onde tudo explode sem sentido, aqui eles tentaram seguir uma lógica mais próxima do que seria o impacto de fragmentos de um cometa real na atmosfera.

Vale a pena assistir?

Se você busca uma narrativa fluida, que não perde tempo com enrolação e foca no desespero humano em vez de só efeitos especiais caros, vai fundo. É um filme sobre escolhas difíceis e sobre o que sobra quando o mundo parece estar acabando.