Quem Vai Ficar Com Mary? (There's Something About Mary)

 

Fala, beleza? Se você viveu o final dos anos 90, é impossível não ter esbarrado em alguma cena de Quem Vai Ficar Com Mary? (ou There's Something About Mary, no original). O filme não é só uma comédia romântica; ele virou um marco cultural que provou que dá para misturar romance com um humor bem ácido e, às vezes, um tanto quanto questionável.

Vou te contar por que esse filme ainda vale o play, sem estragar as surpresas para quem nunca viu.

O fenômeno de 1998 e os nomes por trás da obra

Lançado oficialmente em 15 de julho de 1998, o filme foi dirigido pelos irmãos Bobby e Peter Farrelly. Se você conhece o estilo deles (os mesmos de Debi & Loide), já sabe que o foco não é a sutileza. Eles pegaram uma premissa simples e transformaram em um campo de minas de situações embaraçosas.

No elenco, temos a Cameron Diaz no auge, vivendo a Mary. O Ben Stiller interpreta o azarado Ted, e o Matt Dillon faz o papel de um detetive bem picareta chamado Pat Healy. A química entre eles funciona porque ninguém tenta ser "perfeito"; são todos personagens bem falhos e, por isso, engraçados.

No IMDb, o filme sustenta uma nota 7,1, o que é bem alto para uma comédia escrachada desse tipo.

Premiações e o reconhecimento da crítica

Engana-se quem acha que o filme ficou só na risada de mesa de bar. Ele limpou o chão no MTV Movie Awards de 1999, levando os prêmios de Melhor Filme, Melhor Atriz (Cameron Diaz), Melhor Vilão (Matt Dillon) e Melhor Luta (sim, aquela cena com o cachorro).

A Cameron Diaz ainda descolou uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia ou Musical. Para um filme que tem uma piada famosa envolvendo gel de cabelo "alternativo", chegar ao Globo de Ouro é um feito e tanto.

Trilha sonora e as locações na ensolarada Flórida

Um dos pontos que mais gosto na narrativa é a trilha sonora. O músico Jonathan Richman aparece fisicamente no filme como um menestrel, comentando a história com seu violão. É um recurso que dá um ritmo massa e quebra a quarta parede de um jeito inteligente.

As filmagens rolaram basicamente na Flórida, entre Miami e Fort Lauderdale. Aquele clima de sol, palmeiras e arquitetura litorânea ajuda a criar o contraste perfeito para as situações bizarras que os personagens enfrentam. O estádio do Miami Dolphins também dá as caras, já que o futebol americano é um pano de fundo para alguns personagens.

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Para fechar o papo, separei alguns detalhes de bastidores que mostram como o filme foi construído:

  • O gel de cabelo: A icônica cena do gel foi motivo de briga. A Cameron Diaz teve medo de que aquilo arruinasse a carreira dela por ser "nojento" demais, mas acabou aceitando filmar. Deu no que deu: a cena mais lembrada do cinema dos anos 90.

  • Atores reais: O jogador de futebol americano Brett Favre aparece como ele mesmo. Originalmente, o papel era para o Drew Bledsoe, mas ele não pôde participar.

  • Sucesso de bilheteria: O filme custou cerca de 23 milhões de dólares e faturou quase 370 milhões mundialmente. Foi um retorno absurdo para a época.

Quem Vai Ficar Com Mary? é aquele tipo de filme que envelheceu bem porque não tenta ser politicamente correto. É direto, honesto na sua proposta de fazer rir pelo absurdo e mantém o interesse até o último minuto.


O Monge à Prova de Balas (Bulletproof Monk)

 

O Monge à Prova de Balas

Se você curte aquela mistura clássica de artes marciais com uma pitada de sobrenatural e o carisma dos anos 2000, O Monge à Prova de Balas (Bulletproof Monk) é um prato cheio. Assisti ao filme novamente e decidi organizar o que você precisa saber sobre essa produção que, apesar de não ser um Oscar de melhor filme, entrega exatamente o que promete: diversão honesta.

O que é o filme e por que ele ainda é lembrado?

Lançado em 16 de abril de 2003, o longa foi dirigido por Paul Hunter. A trama gira em torno de um monge sem nome que protege um pergaminho antigo capaz de dar poderes infinitos a quem o possui. O problema é que ele precisa encontrar um sucessor, e acaba cruzando o caminho de Kar, um malandro de rua que aprendeu a lutar assistindo a filmes de kung fu no cinema onde trabalha.

O título original é Bulletproof Monk e ele é baseado em uma história em quadrinhos. O que eu acho legal aqui é o contraste: de um lado, a disciplina milenar do monge; do outro, o caos urbano dos Estados Unidos. É o clássico "peixe fora d'água" que funciona muito bem para o gênero de ação.

O elenco de peso e a recepção do público

Não dá para falar desse filme sem mencionar Chow Yun-fat. O cara é uma lenda do cinema de Hong Kong e traz uma elegância absurda para as cenas de luta. Ao lado dele, temos Seann William Scott, que na época estava no auge da fama por causa de American Pie. Muita gente achou que a dupla seria estranha, mas a química entre o mestre sereno e o aprendiz caótico é o ponto alto da obra. O elenco ainda conta com:

  • Jaime King como Jade (Bad Girl);

  • Karel Roden como o vilão Strucker;

  • Victoria Smurfit como Nina.

No IMDb, a nota atual gira em torno de 5.5/10. É uma pontuação justa para um filme que não tenta reinventar a roda, mas que diverte. Em termos de premiações, ele não levou estatuetas de prestígio, mas foi indicado ao Teen Choice Awards na época, o que mostra bem quem era o público-alvo.

Bastidores: Trilha sonora e onde o filme foi gravado

A trilha sonora tem aquela pegada característica do início da década de 2000, misturando batidas eletrônicas com orquestração de ação. A composição ficou por conta de Eric Serra, o mesmo cara que fez a trilha de O Quinto Elemento e Léon: O Profissional. Dá para sentir esse toque mais moderno e rítmico durante as perseguições.

Sobre as locações, apesar de a história se passar em grande parte na cidade de Nova York, a maior parte das filmagens aconteceu em Toronto e Hamilton, no Canadá. É uma prática comum em Hollywood para reduzir custos, e eles fizeram um bom trabalho em transformar as ruas canadenses nos becos sombrios de Manhattan.

Algumas curiosidades que você talvez não saiba

Para fechar esse papo, separei alguns detalhes interessantes sobre a produção que nem todo mundo nota de primeira:

  • Treinamento intenso: Seann William Scott passou meses treinando artes marciais para não passar vergonha ao lado de Chow Yun-fat.

  • Efeitos visuais: O filme usa bastante o estilo wire-fu (lutas com cabos), muito popularizado por Matrix e O Tigre e o Dragão.

  • Visual de HQ: Como o filme veio dos quadrinhos da Image Comics, o diretor tentou manter um visual saturado e dinâmico em várias cenas.

O Monge à Prova de Balas é aquele tipo de filme perfeito para um domingo à tarde. Tem ação, tem humor e não exige que você quebre a cabeça para entender a trama. Se você gosta de ver um mestre dando lições de vida enquanto distribui chutes, vale o play.