Braddock: O Super Comando (Missing in Action)

 

Se você viveu os anos 80 ou é fã de um bom filme de ação "raiz", com certeza já ouviu falar de Braddock: O Super Comando. O filme não é apenas uma produção de guerra; é o marco que consolidou Chuck Norris como uma lenda imortal da cultura pop.

Vou te contar por que esse clássico ainda merece sua atenção e como ele definiu o gênero de resgate militar no cinema.

O Início: O Nascimento de um Ícone de Ação

Lançado em 1984, no auge da era Reagan e do sentimento patriótico americano, o filme chegou com o título original de Missing in Action. Eu me lembro que, na época, o clima nos cinemas era de pura adrenalina. A trama foca no Coronel James Braddock, um veterano do Vietnã que decide voltar para a selva para resgatar soldados americanos que ainda estariam presos em campos de concentração, anos após o fim do conflito.

O filme foi dirigido por Joseph Zito, um cara que sabia exatamente como filmar explosões e cenas de combate sem muita frescura. A narrativa é direta ao ponto: Braddock não está lá para conversar ou negociar diplomaticamente. Ele vai para resolver o problema na base da pólvora.

No Meio da Selva: Elenco, Trilha e Locações

O elenco é liderado por Chuck Norris, que entrega aquela atuação silenciosa e mortal que se tornou sua marca registrada. Ao lado dele, temos nomes como M. Emmet Walsh, que faz o papel do parceiro de Braddock, trazendo um pouco de suporte tático (e moral) para a missão.

Aqui estão alguns detalhes técnicos que fazem a diferença para quem gosta de cinema de gênero:

  • Nota IMDb: Atualmente, o filme sustenta uma nota de 5.4/10. Pode parecer baixa para os padrões atuais, mas para um filme de ação "B" dos anos 80, é uma marca respeitável que reflete seu status de cult.

  • Trilha Sonora: A música ficou por conta de Jay Chattaway. É aquele tipo de trilha que usa sintetizadores e batidas militares, criando a tensão perfeita para as cenas de infiltração na mata.

  • Locações de Filmagem: Embora a história se passe no Vietnã, as filmagens ocorreram principalmente nas Filipinas. O clima úmido e a vegetação densa deram o realismo necessário para as cenas de guerrilha.

  • Premiações: Vamos ser honestos, esse não é um filme de Oscar. Ele não levou grandes estatuetas, mas sua maior premiação foi o sucesso de bilheteria, gerando duas sequências e um legado eterno no VHS.

Curiosidades que Você Precisa Saber

Todo grande filme de ação tem histórias de bastidores que valem a pena conhecer. Com Braddock não é diferente:

  1. Ordem Invertida: Muita gente não sabe, mas Braddock 2: O Início foi filmado ao mesmo tempo que o primeiro filme. A produção decidiu lançar este aqui primeiro por considerar a história de resgate mais impactante.

  2. A Conexão com James Cameron: O roteiro original teve uma consultoria inicial de ninguém menos que James Cameron, que na época também estava trabalhando em Rambo II: A Missão. Por isso os dois filmes são tão parecidos.

  3. Chuck Norris e a Vida Real: Chuck dedicou o filme ao seu irmão, Wieland, que foi um soldado real morto em combate no Vietnã. Isso explica a seriedade que ele trouxe para o papel.

O Fim: Por Que Assistir Hoje?

Mesmo décadas depois, Braddock: O Super Comando funciona como uma cápsula do tempo. É um filme honesto. Ele não tenta ser politicamente correto ou complexo demais. É sobre um homem com habilidades específicas enfrentando um exército para trazer seus companheiros de volta para casa.

Se você gosta de ver como o cinema de ação era feito antes do excesso de efeitos especiais digitais, esse filme é obrigatório. É o puro suco dos anos 80: explosões reais, dublês corajosos e um protagonista que não precisa de muitas palavras para impor respeito.


Highlander 4: A Batalha Final (Highlander: Endgame)

 

Se você curte a franquia dos Imortais, sabe que a cronologia aqui é mais complicada que explicar física quântica em mesa de bar. Mas hoje vamos falar de Highlander: A Batalha Final (ou Highlander: Endgame), o quarto filme da saga que tentou colocar a casa em ordem unindo o cinema e a TV.

Preparei esse guia direto ao ponto para você entender se vale a pena (re)ver esse capítulo da jornada de Connor e Duncan MacLeod.

O que é Highlander: A Batalha Final?

Lançado no ano 2000, o filme teve a missão ambiciosa de juntar os protagonistas das duas mídias: Christopher Lambert (o Connor dos filmes) e Adrian Paul (o Duncan da série de TV). O título original é Highlander: Endgame e a direção ficou por conta de Douglas Aarniokoski.

A trama foca em um novo tipo de vilão, Jacob Kell, que decidiu quebrar as regras do "Jogo" para conseguir um poder absurdo. Diferente dos outros filmes, aqui o clima é mais urbano e sombrio, tentando fugir daquela pegada meio "farofada" que o segundo filme deixou como herança maldita.

Elenco, Produção e Ficha Técnica

Se você gosta de números e nomes, aqui está o que você precisa saber. O filme não foi exatamente um queridinho da crítica, mas para o fã raiz, ver os dois MacLeods dividindo a tela tem seu valor.

  • Data de Lançamento: 1 de setembro de 2000.

  • Atores Principais: Christopher Lambert, Adrian Paul, Bruce Payne e Lisa Barbuscia.

  • Nota IMDb: Atualmente gira em torno de 4.6/10 (pois é, a galera é rigorosa).

  • Premiações: Não levou nenhum Oscar, mas foi indicado ao Saturn Award na época.

Sobre as locações de filmagem, a produção rodou bastante pela Romênia (aproveitando os castelos e a arquitetura gótica) e também teve cenas em Nova York. A ambientação ajuda a dar aquele ar de peso histórico que a franquia exige.

Trilha Sonora e a Identidade do Filme

Diferente do primeiro filme, que teve a trilha épica do Queen, Highlander 4 apostou em algo mais incidental e moderno para a época. A música ficou nas mãos de Nick Glennie-Smith e Stephen Graziano.

A trilha tenta manter a mística celta misturada com sintetizadores e orquestra. Não é um "Princes of the Universe", mas cumpre o papel de ditar o ritmo das lutas de espada, que, aliás, estão muito bem coreografadas graças à experiência do Adrian Paul na série.

3 Curiosidades que você provavelmente não sabia

Mesmo que você tenha assistido na época do VHS ou em alguma sessão de cinema perdida, tem detalhes que passam batido:

  1. Versão do Diretor: Existe uma versão "Producer's Cut" que é considerada muito superior à que foi para o cinema, com melhores efeitos e uma montagem que faz mais sentido.

  2. O Vilão Imbatível: Jacob Kell, o antagonista, é o imortal que mais acumulou mortes na história da franquia, o que justifica ele ser tão apelão no filme.

  3. Conexão Total: Este foi o primeiro filme a ignorar completamente os eventos do segundo e terceiro filmes, tentando criar uma linha direta com a série de TV.

No fim das contas, Highlander: A Batalha Final é um filme de despedida e passagem de bastão. Ele foca no sacrifício e na dureza de ser alguém que vive para sempre enquanto todos ao redor morrem. Se você busca uma narrativa de ação sem frescura e quer ver o desfecho da jornada do Connor, é um prato cheio.