Pusher

 

Pusher

Senta aí que vou te falar de um filme que não é pra qualquer um, um soco no estômago do cinema dinamarquês. Falo de Pusher, o filme que colocou o diretor Nicolas Winding Refn no mapa e deu um trampolim e tanto pra gente como o Mads Mikkelsen.

Essa é a história de Frank, um pequeno traficante de Copenhague que se mete numa enrascada de dívida com o chefão da área. É uma semana da vida dele, tentando desenrolar a grana enquanto a coisa só piora. Esquece glamour, o negócio aqui é cru, tenso e direto.

O Início de Uma Trilogia de Peso

Pusher (título original é o mesmo) estreou na Dinamarca em 30 de agosto de 1996, e a jogada de câmera na mão, meio documental, fez o público sentir o cheiro de asfalto e perigo junto com o Frank. O filme marcou o cinema europeu com um realismo sujo que influenciou muita coisa boa que veio depois.

O longa deu tão certo, que virou uma trilogia que mergulha fundo nesse submundo. Se você curte filme de crime que não alivia, onde o drama é mais psicológico do que de tiroteio, Pusher é a pedida.

Por Trás das Câmeras: Direção, Elenco e Locação

O cara no comando é o Nicolas Winding Refn, que já mostrava seu estilo agressivo e visual marcante. No elenco, o show é do Kim Bodnia como Frank, o traficante desesperado, e do Mads Mikkelsen (sim, ele mesmo, antes de Hollywood) como Tonny, o amigo skinhead dele, em um de seus primeiros papéis de destaque. Não posso esquecer do Zlatko Burić como Milo, o chefão sérvio.

As filmagens rolaram na própria capital da Dinamarca, Copenhague, o que dá ao filme uma atmosfera muito autêntica. Você sente a frieza, a correria e o perigo das ruas onde Frank tenta sobreviver.

A Trilha Sonora e a Nota no IMDb

A trilha sonora original, que tem a contribuição de Peter Peter, é um show à parte. Ela não só acompanha, mas amplifica a tensão, com batidas eletrônicas e rock que grudam na sua cabeça e te jogam de cabeça no ritmo frenético da vida de Frank. É o tipo de som que te deixa ligado.

Pra quem gosta de número, a nota do filme no IMDb está por volta de 7.4/10 (a variação é pouca), um indicativo de que a crítica e o público reconhecem a qualidade e o impacto desse trabalho. O filme foi indicado ao Venezia Classici Award por Melhor Filme Restaurado, mostrando que o tempo só valorizou essa obra.

Curiosidade Rápida: De Onde Veio a Ideia

Uma curiosidade interessante é que o Refn, na época, estava devendo uma grana e viu na gravação de Pusher uma forma de sair do buraco financeiro. A necessidade, muitas vezes, é a mãe da arte, e foi o que aconteceu aqui. O filme teve um sucesso de crítica e público que ninguém esperava. Ele não só recuperou o dinheiro, como pavimentou a carreira de muitos envolvidos.

Pra fechar, se você busca um filme de crime nórdico tenso e sem firula, que te prende do primeiro ao último minuto na pele de um cara que tá perdendo o controle de tudo, Pusher é obrigatório.


O Biruta e o Folgado (The Stooge)

 

"O Biruta e o Folgado": Onde a Comédia Bate de Frente com o Sucesso

Se liga, vou ser direto. Falar de comédia clássica, ainda mais da dupla Dean Martin e Jerry Lewis, é falar de um tipo de humor que não se faz mais. E o filme "O Biruta e o Folgado", cujo título original é The Stooge, de 1952, é um belo exemplo de como o show business era naquela época.

Eu, particularmente, acho que a química desses dois é insuperável, mas o longa vai além da palhaçada. Ele bota o dedo na ferida do ego e da parceria no palco. É um filme que, de primeira, te faz rir, mas no fundo, te faz pensar na tal da "escada" que sustenta o estrelato. E, olha, o trabalho do Diretor Norman Taurog aqui merece um destaque, ele soube orquestrar o caos e a música.


 Os Caras do Show: Martin, Lewis e o Elenco Afiado

A máquina por trás da risada, claro, é a dupla. O Dean Martin (fazendo o Bill Miller) entra como o cara charmoso, o vocalista. O Jerry Lewis (como o Ted Rogers), bom, ele é o biruta, o folgado, o "escada" que faz a mágica acontecer, mesmo sem levar o crédito. A força desse filme está neles. Você assiste e sente a tensão e a cumplicidade da parceria.

O elenco tem outros nomes fortes que dão o tempero necessário, como Eddie Mayehoff e Polly Bergen – que segura a barra dramática e musical. É um time que trabalhou com o tempo certo, sabe? A história corre fluida, sem enrolação. Ah, e uma curiosidade de bastidor que prova o quanto Jerry Lewis era ligado: dizem que este é o filme favorito dele na parceria com Martin. Um peso e tanto.

Lançamento, Bastidores e Onde a Mágica Aconteceu

O filme chegou para o público nos Estados Unidos em 31 de dezembro de 1952. Um presentão de final de ano que solidificou ainda mais a marca Martin & Lewis. O gênero é uma mistura que funciona: Comédia e Musical, o que era padrão na época. Isso significa que, além das trapalhadas, você tem bons números musicais, que são a espinha dorsal da história. O filme tem uma duração de 1 hora e 40 minutos, ou seja, tempo suficiente para a trama se desenvolver sem cansar.

trilha sonora é bem conduzida por Joseph Lilley (embora a Wikipedia também mencione ele), mas o foco maior é nas canções interpretadas, principalmente, por Dean Martin. O jazz, o pop vocal da época e as melodias clássicas de comédia dão o tom.

Cenário e Locações: O Palco da Broadway

Como é um filme focado no mundo do Vaudeville e da Broadway, a maior parte da ação se passa em palcos, bastidores e ambientes urbanos que recriam esse glamour e, ao mesmo tempo, a pressão do show business. As filmagens aconteceram nos Estados Unidos, e a recriação desses ambientes de espetáculo é impecável, dando a sensação de que estamos ali, na plateia ou atrás das cortinas.

Reconhecimento

Olha, falando de reconhecimento, "O Biruta e o Folgado" é um clássico atemporal que, embora não tenha colecionado um monte de estatuetas do Oscar, tem a premiação mais importante para um filme de comédia: o carinho do público. No IMDb, ele mantém uma nota de 6,7/10.

Se você está procurando por comédias que misturam música e um olhar honesto sobre o mundo do entretenimento, o The Stooge (seu título original) é tiro certo. A história do comediante que precisa de uma "escada" (o biruta) para se reerguer, e que depois se revolta quando o parceiro rouba a cena, é um prato cheio. É uma trama sobre sucesso, amizade e a arte de fazer rir, sem apelar para efeitos especiais.

Resumo Rápido e a Moral da História

De maneira bem simples, o filme conta a jornada de um artista (o folgado, Bill Miller) que está em baixa e, para dar um gás no show, contrata um sujeito ingênuo (o biruta, Ted Rogers) para ser seu "escada" disfarçado na plateia. O problema é que o "escada" é bom demais.

Eu não vou estragar a experiência, mas a virada da trama mostra como a fama pode testar qualquer parceria. É uma comédia de costumes, de engano e, no final, de honestidade no palco. Um filme imperdível para quem quer entender a raiz da comédia americana e, claro, ver Martin e Lewis no auge. Vá conferir!