Bradock 2: O Início da Missão (Missing in Action 2: The Beginning)

 

Se você curte um bom filme de ação brucutu dos anos 80, sabe que o nome James Braddock é sinônimo de tiro, porrada e bomba. Hoje vou falar de Braddock 2: O Início da Missão, um filme que não perde tempo com frescura e vai direto ao que interessa.

Prepare o café e confira essa análise completa para entender por que esse clássico ainda merece sua atenção.

O que esperar de Braddock 2: O Início da Missão

Diferente do que o título sugere, esse filme funciona como uma prequela. Ele volta no tempo para mostrar como o Coronel James Braddock se tornou o herói implacável que conhecemos. A trama foca no período em que ele foi prisioneiro de guerra no Vietnã, enfrentando torturas e abusos em um campo de detenção comandado por um coronel sádico.

A narrativa é seca. Não tem muito espaço para sentimentalismo barato. É um filme sobre resistência, sobrevivência e a hora certa de revidar. Se você gosta de ver um homem comum sendo levado ao limite até explodir em uma vingança tática, esse é o seu filme.

Direção, elenco e detalhes técnicos

Para quem gosta de saber quem está por trás das câmeras, a ficha técnica de Missing in Action 2: The Beginning (título original) é bem característica das produções da época, com a assinatura da icônica Cannon Films.

  • Data de Lançamento: 1 de março de 1985.

  • Diretor: Lance Hool.

  • Protagonista: Chuck Norris (claro).

  • Elenco de Apoio: Soon-Tek Oh, Steven Williams e Bennett Ohta.

  • Nota IMDb: 5,3/10 (uma nota honesta para um filme de nicho de ação).

  • Premiações: Não foi um filme de "Oscar", mas consolidou Chuck Norris como o maior herói de ação da Cannon nos anos 80.

  • Trilha Sonora: Composta por Brian May (não o do Queen, mas o compositor australiano de Mad Max), que traz aquele tom militarista e tenso.

  • Locações de Filmagem: Foi rodado principalmente nas Filipinas, o que garante aquele visual de selva autêntico e suado.

Por que Braddock 2 é um marco para Chuck Norris?

Muita gente não sabe, mas este filme foi filmado simultaneamente com o primeiro Braddock. A ideia original era que este fosse o primeiro filme a ser lançado, mas os produtores acharam que a sequência (que acabou virando o volume 1) era melhor e decidiram inverter a ordem.

O resultado é que o público já amava o personagem quando a origem foi revelada. A atuação de Norris é o que se espera: poucas palavras, olhar fixo e uma habilidade física impressionante. É o tipo de cinema que não se faz mais hoje em dia, onde o herói não precisa de superpoderes, apenas de uma faca, treinamento militar e muita paciência.

Curiosidades que você precisa saber sobre o filme

Todo fã de cinema de ação gosta de uns bastidores, e Braddock 2 tem alguns pontos interessantes:

  1. Inversão de Lançamento: Como mencionei, ele foi filmado para ser o primeiro, mas virou "parte 2" por estratégia de marketing.

  2. Ambiente Hostil: As filmagens nas Filipinas foram brutais, com calor extremo e condições de selva reais, o que ajudou no visual "sujo" e realista do filme.

  3. Sucesso de Bilheteria: Mesmo sendo uma prequela lançada depois, foi um sucesso comercial absoluto, provando que o público queria ver mais de Chuck Norris salvando prisioneiros de guerra.

Braddock 2: O Início da Missão é um retrato fiel de uma era. É direto, bruto e cumpre o que promete. Se você quer desligar o cérebro e ver um mestre das artes marciais fazendo o que faz de melhor na selva, dê o play sem medo.


A Hora do Pesadelo Remake (A Nightmare on Elm Street)

 

A Hora do Pesadelo

Se você é fã de terror, sabe que mexer com clássicos é pisar em ovos. Em 2010, a New Line Cinema resolveu trazer de volta um dos maiores ícones do gênero com o remake de A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street).

Eu assisti ao filme focado em entender se essa nova versão faria justiça ao legado de Wes Craven. O resultado é um filme com uma estética muito mais sombria e um Freddy Krueger que tenta se distanciar da galhofa dos filmes antigos para focar no trauma real.

Ficha Técnica e Direção de Samuel Bayer

Lançado oficialmente em 30 de abril de 2010, o filme teve a direção de Samuel Bayer. Antes disso, Bayer era conhecido principalmente por dirigir videoclipes icônicos (como Smells Like Teen Spirit do Nirvana). Dava para notar essa influência visual: o filme é tecnicamente impecável, com uma fotografia fria e industrial.

No elenco, a responsabilidade de substituir Robert Englund caiu sobre Jackie Earle Haley. Ele entregou um Freddy mais sério e sinistro. Ao lado dele, temos Rooney Mara (como Nancy Holbrook), Kyle GallnerKatie Cassidy e Kellan Lutz. O foco aqui foi dar uma roupagem moderna para o grupo de adolescentes que não pode dormir, sob o risco de encontrar a morte no mundo dos sonhos.

O Impacto Visual e a Trilha Sonora de Steve Jablonsky

Um ponto que me chamou a atenção foi a ambientação. As locações de filmagem se concentraram principalmente em Illinois, nos EUA, usando cidades como Chicago, Gary e Elgin para criar aquela atmosfera de subúrbio americano desolado.

Para acompanhar esse clima pesado, a trilha sonora ficou por conta de Steve Jablonsky. Ele manteve o tema clássico de Charles Bernstein, mas deu uma encorpada nos sintetizadores e na orquestração para aumentar a tensão. O som é funcional: ele serve para te deixar desconfortável, sem necessariamente tentar ser o protagonista da cena.

Recepção, Nota IMDb e Premiações

Sendo direto: a recepção da crítica não foi das melhores, mas o público compareceu aos cinemas. No IMDb, o filme mantém uma nota média de 5.2/10. É uma pontuação que reflete a resistência dos fãs mais puristas em aceitar as mudanças na origem do vilão e no visual do personagem.

Em termos de premiações, o longa não chegou ao Oscar, mas venceu o People's Choice Award de "Filme de Terror Favorito" em 2011 e recebeu indicações no Teen Choice Awards. Foi um sucesso comercial, arrecadando mais de 115 milhões de dólares mundialmente, o que prova que o nome "Freddy Krueger" ainda tem muito peso no mercado.

Curiosidades que Você Precisa Saber

Mesmo que você já tenha visto o filme, alguns detalhes de bastidores são interessantes para entender a produção:

  • Maquiagem Realista: Diferente do visual "queimadura de pizza" do original, a maquiagem de Jackie Earle Haley foi baseada em fotos reais de vítimas de queimaduras de terceiro grau.

  • A Voz de Freddy: Jackie Earle Haley não usou moduladores de voz constantes; ele trabalhou uma voz rouca e gutural que exigia muito esforço físico durante as gravações.

  • Micro-sonos: O filme explora o conceito real de "microssonos", onde o cérebro apaga por alguns segundos devido à privação extrema de sono, integrando isso à narrativa de perigo.

  • Rooney Mara: A atriz já declarou em entrevistas que não teve uma experiência muito feliz durante as filmagens, chegando a cogitar parar de atuar antes de conseguir seu papel em Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres.

No fim das contas, A Hora do Pesadelo (2010) é um filme para quem gosta de um terror mais direto, com efeitos visuais modernos e uma abordagem menos fantasiosa. Ele cumpre o papel de apresentar o monstro para uma nova geração, mesmo que sacrifique um pouco do carisma do vilão original no processo.